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sábado, 31 de outubro de 2009

Staying Alive MTV-USA

Campanha da MTV Staying Alive (Permanecendo vivo) mostra que parceiros sexuais podem deixar marcas bem duradouras.

Pêlos pubianos como nomes da sua história, em versões feminina e masculina:

Calor do sol pode tratar a água no semi-árido nordestino

Uma tecnologia simples e barata está melhorando a qualidade da água consumida no interior de Pernambuco. O processo de desinfecção usa os raios do sol para acabar com as impurezas.
Num sítio em Orobó, no agreste de Pernambuco, a merendeira Rosinete Barbosa e a filha vão buscar água para abastecer a família. Em vez do líquido barrento e com gosto de sal que é tão comum na região, elas recolhem as garrafas com água cristalina.

Cerca de 75% das famílias de Orobó vivem na área rural, um pedaço do semi-árido nordestino onde água é sinônimo de escassez. Lá não existe rede de abastecimento; os moradores cavam postos e armazenam a água da chuva em reservatórios quase sempre sem tratamento.

A tecnologia alternativa usada por Rosinete começa a mudar essa história. Dezenas de famílias já aprenderam a aproveitar um recurso que tem de sobra na região para tratar a água: o calor do sol é usado no processo chamado de desinfecção solar.

O método foi divulgado por uma organização não-governamental da Suíça. “Exposta ao sol, a água vai aquecer e assim morrem os microorganismos, já é comprovado cientificamente. Inclusive, a Organização Mundial da Saúde já divulga esse método nos países onde há carência de água tratada”, explica Tânia Barracho, representante da ONG.

A agricultora Maria Eliete do Nascimento explica como se faz: ela põe a água da cisterna em garrafas transparentes e deixa debaixo do sol durante seis horas sobre um plástico preto, que serve para absorver melhor o calor. Nos dias mais quentes, a água chega a ferver. “A gente toma a água e fica com saúde, não tem mais doenças que vem da água”, ela conta.

O método também está sendo usado nas escolas rurais. A lição de casa dos estudantes é ensinar aos pais como tratar a água. “Tem que tratar a água direto, senão dá dor de barriga e dor de cabeça”, ensina um aluno.

“Certamente, a gente vai ter uma melhoria na qualidade de vida das pessoas, diminuindo a incidência de doenças comuns, como parasitoses e hepatites”, aprova a médica Carla Moriel.

Fonte:
http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL854960-16022,00-CALOR+DO+SOL+PODE+TRATAR+A+AGUA+NO+SEMIARIDO+NORDESTINO.html

A dieta do palhaço

(Super Size Me)
  • ano de lançamento ( EUA ) : 2004
  • direção: Morgan Spurlock
  • atores: Morgan Spurlock , Daryl Isaacs
  • duração: 01 hs 38 min

Descrição

O diretor Morgan Spurlock analisa a cultura do fast food nos Estados Unidos, se submetendo a uma experiência: se alimentar 3 vezes ao dia, durante um mês, apenas em lanchonetes da rede McDonald's. Recebeu uma indicação ao Oscar.
Depois de trinta dias, obteve um ganho de 11,1 kg, uns 13% de aumento da massa corporal deixando seu índice de massa corporal em 23,2 (dentro da faixa "saudável" 19-25) a 27 ("sobrepeso"). Também experimentou mudanças de humor, disfunção sexual, e dano permanente no fígado. Spurlock precisou quatorze meses para perder o peso que havia ganhado.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Achmed - O Terrorista Morto

Yellow Stone Park - USA

Clique na imagem para ver em tamanho original

Equação


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sábado, 24 de outubro de 2009

Jesus e Judas numa coalizão

“Qualquer um que ganhar as eleições, pode ser o maior xiita deste país ou o maior direitista, não conseguirá montar o governo fora da realidade política. Entre o que se quer e o que se pode fazer tem uma diferença do tamanho do Oceano Atlântico. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão.”

Lula, em entrevista à Folha de S.Paulo, falando das alianças que tem de fazer para poder governar o País.

Lula acertou ao falar que crise era 'marolinha', diz 'Le Monde'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma visão "bastante correta" ao dizer, no ano passado, que a crise no Brasil provocaria apenas uma "marolinha", diz artigo publicado no jornal francês Le Monde nesta quinta-feira, 17.

O diário argumenta que a recessão no Brasil durou apenas um semestre, citando o aumento de 1,9% do PIB no segundo trimestre de 2009, após queda nos dois trimestres imediatamente anteriores, além da recuperação da Bolsa de Valores de São Paulo e do real.

"A rápida recuperação do Brasil demonstra a precisão da estratégia adotada pelo governo e concentrada no apoio do mercado interno. As reduções de impostos a favor das indústrias de automóveis e de eletrodomésticos mantiveram as vendas nestes nestes dois setores cruciais", afirma o jornal, lembrando ainda que a confiança do consumidor brasileiro jamais chegou a ser abalada.

No artigo, intitulado "A retomada do crescimento mundial se baseia nos Brics", o Le Monde traça o panorama econômico dos países do grupo - Brasil, Rússia, Índia e China - um ano após a queda do banco Lehman Brothers, considerada o marco da atual crise financeira global.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,lula-teve-visao-correta-ao-falar-que-crise-era-marolinha-diz-le-monde,436390,0.htm

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Mundo econômico noturno

clique sobre a figura para resolução original de 2400 x 1200

Pink Floyd - Another Brick in The Wall

Daddy's flown across the ocean,
Leaving just a memory,
The snapshot in the family album,
Daddy what else did you leave for me?

Dad, what you leave behind for me??
All in all it was just a brick in the wall,
All in all it was all just bricks in the wall.

We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teachers! Leave them kids alone!
All in all it's just another brick in the wall.
All in all you're just another brick in the wall.

We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teachers! Leave those kids alone!
All in all it's just another brick in the wall.
All in all you're just another brick in the wall.

I don't need no arms around me
And I don't need no drugs to calm me
I have seen the writing on the wall
Don't think I need anything at all

No! Don't think I'll need anything at all
All in all it was all just bricks in the wall
All in all you were all just bricks in the wall.



Papai vôou através do oceano,
Deixando apenas uma memória,
A foto no álbum da família,
Papai, o que mais você deixou para mim?

Pai, o que mais você deixou para trás para mim?
Tudo em tudo era apenas um tijolo na parede
Tudo em tudo era tudo: apenas tijolos na parede.


Nós não precisamos de nenhuma educação
Nós não precisamos de nenhum controle de pensamento
Nenhum humor negro na sala de aula
Professor, deixe essas crianças em paz
Ei! Professor! Deixe essas crianças em paz
Em suma, é apenas um outro tijolo no muro
Em suma, você é apenas um outro tijolo no muro

Nós não precisamos de nenhuma educação
Nós não precisamos de nenhum controle de pensamento
Nenhum humor negro na sala de aula
Professor, deixe essas crianças em paz
Ei! Professor! Deixe essas crianças em paz
Em suma, é apenas um outro tijolo no muro
Em suma, você é apenas um outro tijolo no muro

Eu não preciso de nenhum braço em volta de mim
E eu não preciso de nenhuma droga para me acalmar
Eu vi a pichação no muro
Não pense que eu preciso de coisa alguma

Não! Não pense que vou precisar de coisa alguma
Em suma, todos foram apenas tijolos no muro
Em suma, todos vocês foram apenas tijolos no muro

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Love for All

China Tank Man

Nos 20 anos do massacre da Praça Celestial,
China tira Twitter e blogs do ar
.

O Protesto na Praça da Paz Celestial em 1989, mais conhecido como Massacre da Praça da Paz Celestial, ou ainda Massacre de 4 de Junho consistiu em uma série de manifestações lideradas por estudantes na República Popular da China, que ocorreram entre os dias 15 de abril e 4 de junho de 1989, em Pequim, capital do país. Os manifestantes (em torno de cem mil) eram oriundos de diferentes grupos, desde intelectuais que acreditavam que o governo do Partido Comunista era demasiado repressivo e corrupto, a trabalhadores da cidade, que acreditavam que as reformas econômicas na China haviam sido lentas e que a inflação e o desemprego estavam dificultando suas vidas. O acontecimento que iniciou os protestos foi o falecimento de Hu Yaobang.

Os protestos consistiam em marchas (caminhadas) pacíficas nas ruas de Pequim. As estimativas das mortes civis,segundo informações da Cruz Vermelha chinesa é de 2 600. O número de feridos é estimado em torno de sete mil e dez mil. A repressão do protesto pelo governo da República Popular da China foi condenada pela comunidade internacional.

No dia 4 os protestos estudantis se intensificam muito. No dia 5 de junho, um jovem solitário e desarmado invade a Praça da Paz Celestial e anonimamente faz parar uma fileira de tanques de guerra. O fotógrafo Jeff Widener, da Associated Press, registrou o momento e a imagem ganhou os principais jornais do mundo. O rapaz, que ficou conhecido como "o rebelde desconhecido" foi eleito pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do século XX.
Sua identidade e seu paradeiro são desconhecidos até hoje.

Skank - Te ver

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível...(2x)

É como mergulhar no rio
E não se molhar
É como não morrer de frio
No gelo polar
É ter o estômago vazio
Não almoçar
É ver o céu se abrir no estio
E não se animar...

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível...

É como esperar o prato
E não salivar
Sentir apertar o sapato
E não descalçar
É ver alguém feliz de fato
Sem alguém prá amar
É como procurar no mato
Estrela do mar...

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível...

É como não sentir calor
Em Cuiabá
Ou como no Arpoador
Não ver o mar
É como não morrer de raiva
Com a política
Ignorar que a tarde
Vai vadiar e mítica
É como ver televisão
E não dormir
Ver um bichano pelo chão
E não sorrir
E como não provar o nectar
de um lindo amor
Depois que o coração detecta
A mais fina flor...

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível...(2x)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Briba diz

É simplesmente dantesco, ridículo e deprimente, saber que existem pessoas que utilizam da fé dos menos esclarecidos pra divulgar doutrinas falsas e ganhar mto dinheiro com isso.
Esse lixo, só tem uma serventia: Gargalhadas infindáveis!!



Padre ensina a orar em línguas!

Padre Jonas Abib, um dos mais badalados padres da renovação carismática, ensina os telespectadores a falarem em línguas!





"Kândala batiriushíba necânda gotiushuba labarí.
A Kândala batiriushiba manicátari kândali.
Uiu baritala bacarishamani kândari kori kândari.
Yuri balaia bandari Nicoticade.
Kandalá karuncunda Labaturishumanoricata.
You baturi bataleibata Shuman necateri
Kundalebat shavi..."

Jesus não é surdo!

Deo Omnipresentis

Tem gente que vê Jesus em todo lugar. Aí alguns o veem no traseiro dum cachorro...

Homens x ratos


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Lula contra Pré-Sal

Lula gigante se enrola em sonda da Petrobras a 2.500 mts de profundidade na Bacia de Campos.
Trata-se de um filme muito interessante, já que é muito raro o ser humano ver uma lula gigante.



Pré-Sal



quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Professores de SP fazem "nu pedagógico" sem ficar pelados

Cerca de 200 professores, diretores, vice-diretores e supervisores da rede estadual de São Paulo se reuniram nesta quinta-feira (15) em frente à Secretaria de Estado da Educação de São Paulo.



A Udemo (Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado), que organizou o protesto, havia afirmado ontem (14) que os participantes fariam um "nu pedagógico"; os docentes, no entanto, permaneceram vestidos.

Docentes se reunem no centro de SP para fazer "nu pedagógico"

Segundo o presidente do sindicato, Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto, "o nu pedagógico é uma maneira de colocar nu o ensino da rede paulista". "O governo Serra [José Serra (PSDB)] está destruindo a educação pública em São Paulo", afirma.
Uma das principais críticas do sindicato refere-se ao novo projeto de lei do Estado. Para ele, a proposta de progressão na carreira exclui os docentes. "Todos os temporários não podem ter aumento de salário, e eles são 108 mil. Fora que a proposta do governo restringe a cada ano o aumento a 20% da categoria", diz Oliveira Pinto.
De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o protesto não prejudicou o trânsito, porque ocorreu na calçada da via. Os manifestantes estão ligados a outros cinco órgãos, como o Afuse (Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação), o CPP (Centro do Professorado Paulista), a Apampesp (Associação dos Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo) e o Apase (Sindicato de Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo).

Veja álbum de fotos em: http://educacao.uol.com.br/album/nu_pedagogico_album.jhtm#fotoNav=1

Terra poderá sobreviver à morte do Sol

Astrônomos encontraram planeta que passou pela mesma situação e resistiu. É certo que, ao inchar, daqui a 5 bilhões de anos, Sol engolirá Mercúrio e Vênus.


Em 5 bilhões de anos, quando a principal fonte de energia do Sol acabar, ele vai inchar absurdamente, a ponto de engolir Mercúrio e Vênus. O destino da Terra ainda é incerto, mas um grupo internacional de cientistas acaba de apresentar evidências de que ela tem boa chance de escapar da destruição. Roberto Silvotti, do Observatório Astronômico de Capodimonte, na Itália, e seus colegas encontraram um planeta fora do Sistema Solar que está passando por uma situação semelhante à que a Terra será submetida no futuro -- e está agüentando firme.

Ele gira ao redor de uma estrela chamada V 391 Pegasi, localizada na constelação do Pégaso. O astro central é uma estrela gigante vermelha -- um dos últimos estágios na vida de um objeto como o nosso Sol. Uma estrela normal se tornar gigante vermelha quando o hidrogênio combustível rareia em seu núcleo. O resultado é que ela incha, sua atmosfera se expande e fica até 100 vezes maior do que seu tamanho inicial. O astro ganha a cor avermelhada e "aprende" a usar hélio como combustível, em vez de hidrogênio. Isso dá uma sobrevida à estrela, antes que ela esgote de vez suas possibilidades de seguir funcionando e se encolha alucinadamente, por força da gravidade. O resultado final é uma anã branca. Aparentemente, a V 391 Pegasi passou por um processo estranho, em que o astro perde rapidamente suas camadas exteriores durante a fase de gigante vermelha. "Em certo sentido é um mistério: essa estrela é uma estrela subanã B, e todas essas estrelas, que são bem raras, experimentam uma perda de massa particularmente forte durante a fase de gigante vermelha", disse ao G1 Silvotti. "A razão para essa perda de massa muito forte não está clara, mas ela também não parece ter relação com a sobrevivência do planeta."
Esse mundo sobrevivente em nada se parece com a Terra. Em vez de um planeta rochoso, ele deve ser um astro gasoso, com 3,2 vezes a massa de Júpiter. Sua única similaridade com a Terra é a órbita -- quase um círculo perfeito, com um raio de cerca de 254 milhões de quilômetros (1,7 vez a distância Terra-Sol). Mas o mais importante mesmo é que, após tudo que aconteceu, ele ainda está lá. E os cientistas acreditam que, antes que a estrela se tornasse uma gigante vermelha, esse planeta estava ainda mais perto, a mais ou menos 150 milhões de quilômetros de V 391 Pegasi -- a mesma distância entre a Terra e sua estrela-mãe. Os resultados foram publicados nesta semana do periódico científico britânico "Nature", mas não são garantia de que a Terra vá mesmo sobreviver ao inchaço do Sol, alerta Jonathan Fortney, do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, que comentou o estudo na mesma edição da revista. "Astronomia não é uma ciência experimental -- não podemos fazer um sistema solar para testar uma hipótese -- e por isso os astrônomos são obrigados a vasculhar os céus para encontrar um número estatisticamente significativo de amostras, em vários estágios de evolução, para construir interpretações físicas consistentes. No presente, a descoberta de Silvotti e seus colegas é o único sistema planetário que sabe-se ter sobreevivido à fase de gigante vermelha de sua estrela-mãe", disse o pesquisador americano.

Silvotti concorda. "Para sabermos algo sobre o destino da Terra, precisaremos de mais estatísticas -- ou seja, mais sistemas planetários similares a esse em torno de estrelas pós-gigantes vermelhas -- e melhores modelos. Essa descoberta certamente produzirá mais pesquisas nesse campo e, portanto, no futuro -- não tão longínquo, eu acho -- seremos capazes de predizer o que acontece com um planeta durante e depois da fase de gigante vermelha, incluindo a Terra."

Claro, para efeito da sobrevivência da vida, toda essa discussão é pouco importante. Muito antes que o Sol se torne uma gigante vermelha, em coisa de 1 bilhão de anos, o aumento gradativo de atividade solar fará com que os oceanos terrestres evaporem, extinguindo todas as formas biológicas em nosso planeta.

FONTE:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL103414-5603,00-TERRA+PODERA+SOBREVIVER+A+MORTE+DO+SOL.html

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Telescópio flagra ‘chuva’ em sistema estelar

Imagem revela como a água chega aos planetas em formação. Descoberta vai ajudar astrônomos a entender como surgem os planetas como a Terra.

Impressão artística mostra como seria o sistema estelar 'chuvoso' (Imagem: Nasa/JPL-Caltech )

Astrônomos observaram pela primeira vez como a água chega a planetas em formação. O Telescópio Espacial Spitzer flagrou uma imensa quantidade do ingrediente básico da vida como conhecemos (cerca de cinco vezes o total que existe nos oceanos da Terra) em um jovem sistema estelar. A água, em forma de vapor, está “chovendo” e atingindo o disco de poeira onde planetas vão se formar.
Batizado apenas de NGC 1333-IRAS 4B, o sistema estelar cresce, como uma lagarta, dentro de um casulo, feito de gás e poeira. Dentro dele, está o disco que fornece o material básico para a formação planetária. O gelo da parte externa desse casulo é a origem da água que vira vapor ao atingir o disco.
“Na Terra, a água veio de asteróides e cometas. Água também existe em forma de gelo nas densas nuvens que formam estrelas. Agora, vemos que essa água, caindo em forma de gelo de um casulo de um jovem sistema estelar em direção ao seu disco, se vaporiza na chegada. Esse vapor, mais tarde, vai congelar e ser encontrado em asteróides e cometas”, diz Dan Watson, da Universidade de Rochester, o líder do estudo que apareceu na revista “Nature”.

(30/08/07)
FONTE:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL96353-5603,00-TELESCOPIO+FLAGRA+CHUVA+EM+SISTEMA+ESTELAR.html

Que notas são essas?

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A energia provinda do Sol é inesgotável?

Não, um dia essa energia acabará. O nosso Sol assim como as estrelas empregam um sistema curioso para gerar energia: constroem átomos pesados a partir de átomos mais leves. A luz e o calor que emitem é um simples resíduo do esforço empregado na construção. Todos os elementos conhecidos, tais como ferro, o oxigênio, o ouro ou o urânio, nasceram dessa forma.
O Sol é um astro de segunda ou terceira geração pois muito provavelmente ele surgiu dos restos de outra estrela.
Essa hipótese decorre de um fato simples: o Sol contém átomos muito pesados, como o urânio, que se constituem apenas quando uma estrela morre.

Nesse caso o "reator" estrelar, tendo usado todos os átomos leves que possuía, já não gera o calor e a luz que serviam para conter sua própria gravidade. Assim, o velho astro desmorona sobre si. A pressão interna se eleva a níveis fantásticos e mesmo os átomos mais pesados podem se formar. A produção de energia é tão grande que destroça a estrela numa explosão. Os seus gases lançados no espaço poderão formar novas estrelas.
Dentro de 5 milhões de anos, ao esgotar o combustível do nosso astro maior, o Sol, haverá um excesso fatal de produção energética.
O Sol inchará como um balão, engolindo gradualmente os planetas mais próximos.
De amarelo, como é hoje, o Sol passará para laranja, depois vermelho.

João de Barro

Buscador ecológico planta árvores em troca das pesquisas de internautas

Mais e mais árvores!
Para cada 50 mil pesquisas feitas com o eco4planet, uma muda será plantada. E não é sacrifício usar o buscador - ele utiliza o sistema Google, garantindo o bom desempenho.

A página do buscador exibe a contagem de mudas plantadas e quantas buscam faltam para a próxima (às 19h de quarta-feira os números eram de 21 árvores plantadas e 40545 pesquisas para a próxima).

Além da proposta do plantio de árvores, o eco4planet utiliza cor de fundo preta. Essa opção gera menos cansaço visual ao internauta, e ainda economiza energia.

Segundo o site do buscador, um monitor utiliza até 20% mais energia para exibir uma tela branca.

Considerando as mais de 2,55 bilhões de buscas diárias realizadas no Google com tempo médio suposto em 10 segundos por pesquisa e a proporção de monitores por tecnologia utilizada, teríamos com um buscador de fundo preto a economia anual de mais de 7 Milhões de Kilowatts-hora! - diz o site.

Quem quiser colaborar, é só usar o buscador eco4planet.
Pesquise e divulgue para acelerar a contagem!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Movimentos de golfinhos seguem lógica da linguagem humana


09 de outubro de 2009

Quando cetáceos se movem na superfície da água tendem a realizar sequências simples, da mesma forma que, na fala, as palavras usadas com mais frequência são as mais curtas

© SCHALKE FOTOGRAFIE MELISSA SCHALKE/SHUTTERSTOCK
A “lei da brevidade” da linguagem, proposta pelo filologista americano George K. Zipf, segundo a qual as palavras usadas com frequência em determinada língua tendem a ser mais curtas, também se aplica à forma como golfinhos se movimentam na superfície da água. A constatação vem do estudo publicado na revista Complexity por cientistas da Universidade Politécnica da Catalunha, na Espanha, e da Universidade de Aberdeen, na Escócia. Pesquisadores observaram que esses cetáceos tendem a realizar movimentos simples, seguindo o mesmo padrão usado pelos humanos para encurtar palavras quando estão falando ou escrevendo. Segundo eles, as observações mostram que essa “economia linguística” segue os mesmos princípios que governam os sistemas biológicos. “Isso nos leva à conclusão de que as tradicionais barreiras entre as disciplinas do comportamento humano e animal devem ser abolidas”, escrevem os autores.

Sol expele rajadas contra Terra mesmo em períodos de 'calma', diz estudo

Cientistas constatam que, no ano passado, período de baixa atividade do Sol, a Terra foi bombardeada por energia solar.

O sol bombardeia a Terra com rajadas de partículas - o chamado vento solar - mesmo quando sua atividade parece estar em baixa, afirmaram cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR, na sigla em inglês) e da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Segundo os cientistas, a conclusão vai de encontro à noção de que a atividade solar pode ser medida apenas pelas manchas em sua superfície - nos ciclos de aproximadamente 11 anos, os períodos em que a atividade solar parece mais "quieta" coincidem com a fase em que há menos manchas na superfície.
Até agora, essas manchas eram usadas para medir as mudanças de impacto do sol sobre a Terra durante esses ciclos de 11 anos. Nas fases de maior atividade, o número de manchas aumenta. Neste período, o sol lança intensas chamas diariamente e tempestades geomagnéticas atingem a Terra frequentemente, derrubando satélites e interrompendo redes de comunicações. "O sol continua a nos surpreender", disse a líder da pesquisa Sarah Gibson, do Observatório de Alta Altitude do NCAR. "O vento solar pode atingir a Terra como uma mangueira de fogo, mesmo quando não há praticamente nenhuma mancha em sua superfície." O estudo, financiado pela Nasa e pela Fundação Nacional da Ciência, está sendo publicado nesta sexta-feira no Journal of Geophysical Research.
Manchas
Há séculos os cientistas se baseiam nas manchas solares - áreas de campos magnéticos concentrados que aparecem como manchas escuras na superfície solar - para determinar o ciclo de aproximadamente 11 anos.
Desta vez, Gibson e sua equipe se concentraram em outro processo pelo qual o sol libera energia, analisando rajadas de vento solar de alta velocidade, que carregam turbulentos campos magnéticos para fora do sistema solar. Quando essas rajadas chegam perto da Terra, elas intensificam a energia no cinturão de radiação em torno do planeta. Isso aumenta a pressão no topo da atmosfera e pode afetar satélites de meteorologia, navegação e comunicação, em órbita nessa região, além de ameaçar os astronautas da Estação Espacial Internacional.
Os cientistas analisaram informações coletadas por instrumentos espaciais e baseados na Terra durante dois projetos, um em 1996 e outro em 2008. O ciclo solar estava em sua fase de atividade mínima durante os dois períodos.
No passado, cientistas acreditavam que essas rajadas de vento praticamente desapareciam nos períodos de quietude do sol, mas quando a equipe comparou o efeito do vento solar de agora com o de 1996, último período de calmaria do astro, concluiu que a Terra continuou sendo intensamente afetada no ano passado. Apesar de o sol apresentar menos manchas em sua superfície do que em qualquer período de baixa dos últimos 75 anos, o efeito do astro sobre o cinturão de radiação em torno da Terra - medido pelos fluxos de elétrons - foi mais do que três vezes maior no ano passado do que em 1996.
Os cientistas também concluíram que, apesar de o Sol apresentar ainda menos manchas atualmente do que em seu período de calmaria de 1996, os ventos solares eram mais fracos 13 anos atrás.
Impacto
No momento de pico, o impacto acumulado das rajadas de vento durante um ano pode injetar tanta energia na Terra como as erupções maciças da superfície solar durante um ano no período de alta atividade do sol, afirma a co-autora do estudo Janet Kozyra, da Universidade de Michigan.
Segundo Gibson, as observações deste ano mostram que os ventos parecem finalmente ter diminuído, quase dois anos depois de as manchas terem chegado ao mínimo deste último ciclo. Os cientistas, no entanto, afirmam que são necessários mais estudos para entender os impactos dessas rajadas de vento sobre o planeta. Para Gibson, o fato de que o sol continua afetando intensamente as atividades magnéticas na Terra nestes períodos de calma pode ter implicações para satélites e outros sistemas tecnológicos. "Isso deve manter os cientistas ocupados tentando juntar todas as peças", afirma ela.

O Professor Está Sempre Errado

Quando...
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de ‘’barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um "caxias".
Precisa faltar, é um "turista".
Conversa com os outros professores, fala mal dos alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu "mole".
É o professor está sempre errado, mas,se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele.


Revista do Professor de Matemática, 36,1998.
*Agradeço à prof. de filosofia que achou este texto. Achei-o bacana e por isto postei.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Temperatura sobe a 400ºC em região da Jordânia

Fenômeno ocorreu na terça-feira (6) na província de Balqa. Animais 'foram completamente queimados e desapareceram.'
Da EFE

As autoridades jordanianas investigam a partir desta quarta-feira (7) o que motivou um repentino aumento da temperatura até 400ºC em um local próximo a Amã, informaram fontes oficiais. O fenômeno ocorreu nesta terça-feira em uma área de quase dois mil metros quadrados na província de Balqa, 15 quilômetros ao oeste de Amã, segundo o governador dessa província, Abdul Khalil Sleimat. "O fenômeno foi descoberto por acaso quando ovelhas entraram no terreno enquanto estavam pastando", disse o governador. Sleimat contou que, de acordo com os pastores que cuidavam das ovelhas, os animais "foram completamente queimados e desapareceram".
As autoridades isolaram a área e retiraram os moradores do local, acrescentou o governador. O Governo jordaniano deixou a investigação do fenômeno a cargo de um painel formado por diversos departamentos e instituições acadêmicas. O chefe da associação jordaniana de geólogos, Bahjat Adwan, descartou a presença de qualquer atividade sísmica ou vulcânica na área. O diretor do Conselho de Recursos Naturais da Jordânia, Maher Hijazin, informou que certos materiais orgânicos podem ter se juntado e reagido sob a superfície, gerando o inusitado aumento de temperatura. Hijazin também destacou que há uma rede de água e esgoto que lança seus resíduos na região.

FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1333174-5603,00-TEMPERATURA+SOBE+A+C+EM+REGIAO+DA+JORDANIA.html

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sonda indiana Chandrayan-1 encontra água na lua

Imagem mostra jovem cratera lunar vista pelo instrumento Moon Mineralogy Mapper, a bordo do Chandrayaan-1 spacecraft. À esquerda, o brilho em comprimentos curtos de ondas infravermelhas. À direita, a distribuição de materiais ricos em água (azul) é mostrada o redor da cratera.

Sonda detecta novas evidências de água na Lua

Sonda Chandrayaan-1 é uma missão não-tripulada da Índia
Uma sonda indiana na órbita da Lua detectou novas evidências de que existe água no satélite. A informação será anunciada nesta quinta-feira por cientistas nos Estados Unidos.
O equipamento americano a bordo da sonda Chandrayaan-1 detectou a presença de pequenos filamentos de H20 - fórmula química da água - cobrindo partículas de poeira em vários pontos da superfície da Lua. Os dados da sonda indiana foram analisados por cientistas de universidade americanas.
Ainda assim, os cientistas dizem que Lua é mais seca do que qualquer deserto da Terra.
"Quando nós dizemos 'água na lua', nós não estamos falando de lagos, oceanos ou até poças. Água na Lua significa moléculas de água e hidroxila (hidrogênio e oxigênio) que interagem com moléculas de pedra e poeira especificamente nos milímetros da camada de cima da superfície lunar", diz a cientista Carle Pieters, da Brown University.
'Um litro de água'
A umidade teria se formado com partículas de hidrogênio no vento solar se ligando ao oxigênio no solo da Lua.
Em outras ocasiões, gelo já havia sido detectado em crateras próximas a um dos polos. Acredita-se que o gelo teria sido trazido por cometas e se conservado em uma área da Lua que nunca é iluminada pelo Sol.
"Este foi um dos principais objetivos da Chandrayaan-1, achar rastros de água na Lua", disse o chefe da missão não-tripulada indiana, Mylswamy Annadurai, ao jornal britânico Times. "Estamos muitos satisfeitos."
As descobertas devem ser publicadas na sexta-feira na revista científica Science. A Mais detalhes sobre descobertas na Lua serão revelados nesta quinta-feira em uma entrevista coletiva na sede da Nasa, a agência espacial americana.
Segundo o Times, a Nasa forneceu à missão indiana o espectômetro M3, um equipamento que detecta água através da radiação eletromagnética.
A quantidade de água é pequena, mas para alguns cientistas ela poderia, hipoteticamente, ter vários usos.
"Se você tiver um metro cúbico de solo lunar, você poderia tirar um litro de água dele", diz o pesquisador Larry Taylor, da universidade americana de Tennessee, que trabalhou com os dados da Chandrayaan.
"Se é pouca ou muita água, ainda assim é fácil dividir o hidrogênio e o oxigênio e com isso você tem combustível para foguetes", disse ele.
Uma sonda da Nasa que vai pousar na Lua no próximo mês vai recolher pedaços do solo para análise.
No mês passado, os cientistas indianos perderam contato com a sonda Chandrayaan-1 e abandonaram a missão. Mas a sonda já havia coletado e transmitido dados suficientes sobre as novas descobertas de água na Lua.
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/09/090924_lua_agua_dg.shtml
F
oto: ISRO/NASA/JPL-Caltech/USGS/Brown Univ

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

RELIGIÃO, ASSOCIAÇÃO COM O TRÁFICO E INTOLERÂNCIA É COISA ANTIGA NO RIO...


A FOLHA já denunciava, em 02/02/2006:


"TRÁFICO ACUSADO DE VETAR A UMBANDA NO RIO"


Traficantes de drogas estão proibindo ou restringindo as religiões afro-brasileiras, como a umbanda e o candomblé, em favelas do Rio de Janeiro, segundo relatos de líderes de associações de moradores e religiosos ouvidos pela Folha. Terreiros foram fechados e, em 2002, um pai-de-santo foi assassinado.Para representantes de religiões afro, um dos motivos seria o envolvimento de traficantes ou seus familiares com igrejas evangélicas, que têm correntes que associam a umbanda e o candomblé a manifestações demoníacas.

No morro do Dendê, na Ilha do Governador (zona norte), Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho, acusado de liderar o tráfico local e que se diz evangélico, determinou o fechamento de ao menos três terreiros nos últimos meses e proibiu que pessoas circulem pela favela com cordões ou pulseiras com alusão às religiões afro, segundo testemunhos ouvidos pela Folha. Despachos de macumba e reuniões são proibidos nas ruas do complexo de favelas de Senador Camará (zona oeste), onde traficantes freqüentam cultos da Igreja Assembléia de Deus dos Últimos Dias.
Um dos adeptos era Róbson André da Silva, o Robinho Pinga, chefe do tráfico local e atualmente preso. Na sua apresentação pela polícia, Robinho Pinga apareceu com uma bíblia e afirmando-se evangélico. Nas favelas de Jacarezinho, Mangueira, Manguinhos e Vigário Geral, todas nas zona norte e onde a venda de droga é dominada pelo Comando Vermelho, os terreiros não têm mais sessões. Há cerca de um mês, um traficante ameaçou agredir uma mulher em Manguinhos, porque ela se disse adepta da religião afro. A polícia já flagrou a participação de traficantes em cultos próximos de pontos de venda de droga. Alberico Azevedo de Medeiros, o Derico, acusado de liderar a venda de drogas na favela de Acari (zona norte), foi filmado orando num palco de uma igreja evangélica, pouco antes de ser preso.
Um pai-de-santo foi morto na favela da Carobinha, em Campo Grande, em 2002, por divergências religiosas com o então presidente da associação de moradores, suspeito de ligação com o tráfico, dizem líderes comunitários.


HOTDOG E COCA-COLA


Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Davi de Miranda
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Licenciatura Plena em Geografia (GED0611) – Geografia Econômica
01/10/09


RESUMO

Informa o dicionário eletrônico Priberam de Língua Portuguesa que por globalização se define: “2. Fenômeno ou processo mundial de integração ou partilha de informações, de culturas e de mercados.” O presente trabalho destina-se a descrever a observação das influências da globalização na sociedade.

Palavras-chave: Economia; Mundial; Mercados; Capital.


1 INTRODUÇÃO

Após a Segunda Guerra Mundial o mundo viu a construção de entidades e organizações internacionais com o objetivo de padronizar a política internacional voltada na época a dois blocos econômicos que disputavam ideologicamente a supremacia. Esta disputa ficou conhecida como “Guerra Fria” e marcou significativamente a economia global. Com o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas o bloco comunista viu muito limitado seu campo. De imediato, a nova nação chamada Rússia adotara economia relativamente aberta ao capital estrangeiro em alinhamento com a economia capitalista adotada pelos E.U.A. Este acontecimento resultou em uma “Nova Ordem Mundial” planificada e adotada em todo mundo. Significou em si a superioridade do modelo baseado na economia de mercado em detrimento da economia planificada, resultando num modelo econômico generalista e mais abrangente chamado “economia globalizada” que rapidamente absorveu a economia européia influenciando o restante do mundo agora unificado economicamente. Esta condição favoreceu uma maior presença de produtos estrangeiros e significou a consolidação de marcas que aderiram à globalização e trouxeram novos valores aos países envolvidos.

2 PRODUÇÃO GLOBAL PARA O MERCADO GLOBAL

Há quem defenda a defenda a idéia de que a mundialização global inicia-se com a circunavegação de Fernão de Magalhães em 1519, mas são as últimas décadas as que resultam em um grande padrão aberto aos capitais estrangeiros adotados pelas sociedades inseridas neste processo.
FIGURA 1 - RONALD REAGAN E MARGARET THATCHER, CASA BRANCA, 1988.
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Thatcherismo

Políticas econômicas anti protecionistas adotadas por Margaret Thatcher e Ronald Reagan permitiram uma abertura de mercado sem precedentes na história do comércio internacional, defensores do modelo liberal econômico que defende a mínima participação estatal nos rumos da economia de um país, pouca intervenção do governo no mercado de trabalho, livre circulação de capitais internacionais, abertura da economia para a entrada de multinacionais e adoção de medidas contra o protecionismo econômico.

3 MERCOSUL E ARROZ

A globalização estimulou a formação (principalmente nos anos 90) de blocos econômicos, associações regionais de livre mercado que derrubaram as barreiras protecionistas. À frente dessas organizações estão o Nafta (Acordo Norte-Americano de Livre Comércio) sob a liderança dos Estados Unidos e envolvendo Canadá e México, a UE (União Européia), tendo a economia alemã como mais forte, e o bloco do Pacífico, sob comando do Japão. Através do Gatt (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) e OMC (Organização Mundial de Comércio), a superação econômica das barreiras nacionais ganhou ada vez mais intensidade, abrindo caminhos para integrações até entre os próprios blocos econômicos regionais.

Às associações econômicas regionais, com diminuição dos protecionismos e atração de investimentos internacionais, acrescentou-se a limitação dos gastos governamentais, com a prevalência da economia de mercado e a busca de um “Estado mínimo”, redirecionando sua atuação e tamanho, com privatizações.

O arroz, alimento típico da culinária nacional, consumido popularmente pelo povo brasileiro, é basicamente de origem uruguaia e argentina. O levantamento da produção, importação e preço do arroz a partir das safras de 1995/96 até 2000/2001 do Ministério da Agricultura aponta que no período de março de 1999 a fevereiro de 2000 a Argentina e Uruguai exportaram para o Brasil 92% da nossa importação, enquanto os restantes 8% ficaram a cargo dos EUA (5%) e Vietnã (3%).

O total importado, entre arroz com e sem casca, esbramato, beneficiado e quebrado totalizou 890.779 toneladas. Quanto ao preço, durante o ano 2000, em janeiro, o produtor recebia por saca de 50Kg, R$ 13.77, em fevereiro R$ 13,10, em março R$ 12,26, em abril R$ 11,67 e em maio R$ 11,20. Todavia o saco de 50 Kg custava a esse produtor R$ 13,43. E o produto importado chegava ao Rio Grande do Sul a R$ 12,75 a 11,50.

Em 1998, o Senador do Rio Grande do Sul, Pedro Simon solidário com os arrozeiros brasileiros que, a uma semana do início do plantio, ainda enfrentavam dificuldades para conseguir crédito agrícola, suspendeu as importações do produto por considerar um absurdo que o Brasil continuasse importando arroz, quando o estado do Rio Grande do Sul produz segundo o senador gaúcho, um grão de tão boa qualidade, reclamou o parlamentar. Conforme Simon, em seu pronunciamento de 18/06/1998, o Brasil importa arroz subsidiado e de má qualidade enquanto a lavoura de arroz em seu estado é uma das mais modernas existente.

Após dois anos, em ano 2000 o ministro Paulo Costa Leite do Superior Tribunal de Justiça anulou a vigência da liminar do Senador gaúcho, Pedro Simon (PMDB-RS) que em 1998 proibia a importação do grão argentino e uruguaio. A importação é garantida pelo acordo de livre comércio do MERCOSUL, e seu impedimento estava provocando duas importantes conseqüências: a perda de credibilidade da política externa brasileira e o comprometimento da consolidação do MERCOSUL o que se revela gravemente danoso para a economia nacional.

A determinação do então presidente do STJ foi tomada após análise de pedido de suspensão de segurança encaminhado pela Advocacia Geral da União (AGU). Ao afastar os efeitos da posição adotada pelo TRF (sediado em Porto Alegre), o ministro Paulo Costa Leite entendeu que a liminar obtida pelos produtores rurais do Rio Grande do Sul acabou se constituindo num risco maior para o país porque a suspensão da importação poderia causar o desabastecimento interno de arroz além de causar prejuízos nas relações com o MERCOSUL, prejudicando os consumidores internos de arroz, visto que o Brasil, não sendo auto-suficiente na produção, importa de vários países.O Brasil é signatário de tratados internacionais cujas normas e diretrizes não podem ser desrespeitadas; - compromissos assumidos pelo Brasil em tratados internacionais não permitem a aplicação de preços mínimos de importação; - a decisão pode causar a ruptura da autonomia e da separação entre os Poderes, porque a definição da política de importação e exportação nacional é ato tipicamente administrativo e incumbe apenas ao Executivo, não cabendo ao Judiciário entrar nessa seara; - a suspensão da importação causa grave lesão à ordem e economia públicas, pois fere o Tratado de Assunção, afrontando as normas da Organização Mundial de Comércio.

3.1 PREPARO REGIONAL DO ARROZ ESTÁ DESAPARECENDO NO NORDESTE

Geovanice Galvão, pernambucana moradora de Guarulhos, São Paulo, conta uma maneira de preparar arroz que está sumindo do cotidiano em Recife, o arroz cozido e lavado, que recebe um modo de preparo semelhante ao macarrão. Atualmente os costumes de outras regiões chegam no nordeste através da TV e internet, o tempo das pessoas está muito controlado, e as pessoas fazem arroz à maneira que se faz no sul, sudeste pondo uma quantidade de água que seca totalmente no preparo. O problema é que no preparo antigo não ia óleo e o sal acaba diminuído pelo processo de lavagem, atualmente o arroz é refogado e guarda todo o sal do preparo.


4 PROBLEMAS MUNDIAIS

A industrialização da sociedade na busca da satisfação do mercado consumidor mundializado consumiu os recursos naturais do planeta e provocou grave problema de conservação do meio ambiente. Esta questão em particular promoveu o envolvimento das pessoas numa melhora das condições ambientais. Mesmo em países com baixo índice de CO2 como o Brasil a população tem buscado alternativas para o lixo como a reciclagem, economia no consumo de água e questões atmosféricas. Esta preocupação geral é justificada uma vez que a climatologia terrestre apresenta variações por toda a Terra, sem levar em conta fatores econômicos e industriais. A possibilidade de mudança do clima fez com que os habitantes racionais do planeta envolvido se engajassem numa ideologia ecológica vista na maioria dos países existentes.
Esta forma de comunicação climática levou as pessoas a se preocuparem com outro lugar além de seu espaço geográfico, preocupando-se com uma necessidade comum a toda sociedade, mas o desgaste dos recursos causado pelo consumismo acelerado não é a única preocupação globalizada, se por um lado faltam recursos, por outro sobram produtos de marcas hoje mundiais e com ele outro problema: doenças.
A obesidade nos seres humanos tem aumentado nos últimos anos em razão da forma de vida praticamente igual entre os indivíduos, regrados pelas normas das necessidades cotidianas hodiernas e pela comida “fast food” comercializada em várias partes do mundo.
O site da rede americana Mac Donald’s informa em seu site americano que está presente em 120 países, trazendo consigo a ideologia americana de capitalismo e demais marcas subseqüentes aos lanches produzidos pela marca, como a Coca Cola por exemplo. A partir da política de Margaret Thatcher de economia aberta, adota por diversos outros países posteriormente, a rede americana de lanches se expandiu por diversos países, mesmo entre aqueles que adotavam o sistema comunista.
FIGURA 2 – MAC DONALD’S NA RÚSSIA
FONTE: http://www.thingsihateaboutbackpacking.com

4.1 HISTÓRICO DA MUNDIALIZAÇÃO DO McDONALD’S

· 1988: O McDonald's abre seu primeiro restaurante num país comunista. Em Győr, na Hungria e logo depois em Belgrado, na Iugoslávia.
· 1990: Em 31 de Janeiro, o primeiro McDonald's da União Soviética abre em Moscou. Foi durante algum tempo o maior McDonald's do mundo (hoje o maior fica em Pequim). Por motivos políticos, o McDonald's Canadá foi o responsável independente, com pouco apoio da matriz norte-americana; uma parede no restaurante moscovita mostra junta a bandeira canadense e soviética. Para superar problemas de abastecimento, a empresa criou sua própria cadeia de fornecedores, inclusive fazendas da então União Soviética.
· 1991: É inaugurado o primeiro restaurante em Portugal. No Cascaishopping no dia 23 de Maio.
· 1992: Em 23 de Abril, o maior restaurante McDonald's do mundo até os dias atuais é inaugurando em Pequim, capital da China (mais de 700 assentos).
· 1994: É inaugurado o primeiro McDonald's na África. Na cidade do Cairo, Egito.
· 1996: O primeiro McDonald's indiano abre.
· 1996: O primeiro McDonald's abre na Belarus, que se torna o centésimo país a receber uma franquia. Na cerimônia de abertura, a milícia bielo-russa é acusada de uso brutal da força contra membros do público que queriam entrar no restaurante em Minsk.
· 1998: Em Portugal é aberto um restaurante no Parque das Nações, local onde se realizou a EXPO 98. A essa altura era o maior da Europa.
· 2000: Eric Schlosser publica Fast Food Nation (Nação Fast-Food), um livro que critica os restaurantes fast-food em geral, particularmente McDonald's.

5 CONCLUSÃO

Acordei, abri os olhos e procurei meus chinelos populares fabricados no Brasil e vendidos desde o ano passado na Europa. Abri meu notebook de marca americana produzido nacionalmente comprado a preço baixo conseguido pela redução de impostos que o governo federal ofereceu na forma de subsídio. Entro no servidor de E-mail, informo login e password, new message, coloco o email do professor, locado num servidor brasileiro. Anexo o arquivo agora lido e clico em send. Me levanto, tomo leite em pó de marca suíça e vacas argentinas misturado com achocolatado em pó de marca americana, produzido empresa transnacional alimentícia.
No banheiro sabonete e pasta de dente são de uma empresa anglo-holandesa que produz o sabão em pó que uso pra lavar roupa. Depois da higiene vou pro colégio num ônibus de marca estrangeira onde encontro alunos com variadas marcas estampadas em tênis e bonés, aplico atividades e depois do expediente matinal vou almoçar arroz uruguaio, feijão paulista, salada de múltiplos vegetais não nativos, bife e refrigerante americano misto de laranja e manga, esta última fruta típica da China, que justifica a embalagem com motivos orientais.
Mais um período de aulas e volto pra casa de carona com uma professora de inglês que possui carro de marca alemã, produzido no Brasil e exportado para países da América Latina e Ásia. Ao chegar, ouço música internacional um pouco, conectado à internet, ocasião em que posso conversar gratuitamente com pessoas em países distantes pra treinar diferentes idiomas utilizando um programa comum de mensagens instantâneas. Vou pra academia, onde percebo a presença de marcas ligadas ao esporte nas pessoas que ali freqüentam, depois dos exercícios volto pra casa, tomar banho num chuveiro estrangeiro, com sabonete internacionalmente conhecido, shampoo europeu para depois me enxugar numa toalha americana. Me visto e vou comer um Hot-dog com coca-cola vendido numa calçada próxima à minha casa.
Durante o preparo daquela que será minha janta, vou tomando refrigerante e vou pensando no que escrever na conclusão do trabalho da empresa de outro estado na qual estudo. De repente percebo a internacionalidade do meu lanche comprado por dois reais: o pão trazido por imigrantes italianos que acabou substituindo a tapioca no café da manhã do Brasil, a maionese, um creme gorduroso e calórico francês, a mostarda, um condimento árabe, catchup que vem dos E.U.A., purê de batata à moda britânica, salsicha criada na Alemanha e milho dos países andinos.
Percebi através do lanche que a globalização surgiu para atender ao capitalismo principalmente nos países desenvolvidos de modo que os mesmos pudessem buscar novos mercados, tendo em vista que o consumo interno se encontrava saturado e pode ser encarada como uma fase posterior do capitalismo. Com o declínio do socialismo, o sistema capitalista se tornou predominante no mundo. A conseqüente consolidação do capitalismo iniciou a era da globalização, principalmente, econômica e comercial. O processo de globalização estreitou as relações comerciais entre os países e as empresas. As multinacionais ou transnacionais contribuíram para a efetivação do processo de globalização, tendo em vista que essas empresas desenvolvem atividades em diferentes territórios, por isso meu lanche saiu economicamente viável, embora as marcas sejam estrangeiras a fabricação é nacional, marcas como Coca-Cola, Sadia, Hellmann’s, Arisco satisfazem o mercado interno brasileiro reduzindo custos de importação.
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6 REFERÊNCIAS

SUAPESQUISA. neoliberalismo. Disponível em: http://www.suapesquisa.com/geografia/neoliberalismo.htm. Acessado em 04/10/09
HAVAIANAS. História das Havaianas. Disponível em http://www.havaianas.com.br/#/history. Acessado em 04/10/09
WIKIPEDIA. McDonalds. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/McDonald%27s. Acessado em 04/10/09
MACDONALDS. MacDonalds Russia. Disponível em http://www.mcdonalds.com/countries/russia.html. Acessado em 04/10/09
PRIBERAM. Globalização. Disponível em http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=globalização. Acessado em 04/10/09
UNILEVER. Sobre a Unilever. Disponível em http://www.unilever.com.br/aboutus/. Acessado em 04/10/09
DIREITO2. Presidente do STJ libera importação de arroz. Disponível em http://www.direito2.com.br/stj/2000/jun/8/presidente_do_stj_libera_importacao_de_arroz_do_mercosul. Acessado em 04/10/09
DIREITO2. Simon critica importação de arroz. Disponível em http://www.direito2.com.br/asen/1998/set/18/simon-critica-importaao-de-arroz-pelo-brasil. acessado em 04/10/09
Pronunciamento do Senador Pedro Simon (PMDB-RS) de 18/06/1998. Disponível em http://www.senado.gov.br/sf/atividade/pronunciamento/detTexto.asp?t=229198. Acessado em 04/10/09

domingo, 4 de outubro de 2009

Aquecimento global em Marte

O planeta Marte enfrenta sua própria versão de mudanças climáticas
Alterações na radiação solar vêm provocando mais nuvens de poeira e fortalecendo os ventos, fenômenos esses provavelmente responsáveis por derreter a calota de gelo do pólo sul do planeta, afirmaram cientistas na quarta-feira (04/04/07).

Pesquisadores observam há anos as mudanças na superfície de Marte, estudando pequenas diferenças nos padrões de claridade e escuridão surgidas ali. Essas mudanças na luminosidade costumavam ser atribuídas à presença de poeira, mas, até agora, o efeito dela sobre a circulação dos ventos e sobre o clima não era claro.

Lori Fenton, cientista da Nasa (agência espacial dos EUA), e seus colegas, em um artigo publicado na edição desta semana da revista "Nature", agora acreditam que as variações na radiação verificada na superfície de Marte alimentam os ventos fortes responsáveis por provocar gigantescas tempestades de areia, prendendo o calor e elevando a temperatura do planeta.

Com base nas mudanças na luz refletida pela superfície do planeta -- uma medida conhecida como o albedo de um objeto --, os cientistas concluíram que o planeta esquentou cerca de 0,65ºC entre os anos 70 e os anos 90, o que pode explicar o recente recuo na calota de gelo do pólo sul de Marte.

Na Terra, vários tipos de gases (entre os quais o dióxido de carbono) lançados na atmosfera prendem a radiação infravermelha, provocando o chamado efeito estufa e alterando o clima do planeta. Em Marte, o fenômeno é resultado da poeira vermelha.

A equipe de Fenton comparou os mapas térmicos elaborados nos anos 70 pela sonda Vinking, da Nasa, com mapas traçados duas décadas mais tarde, pela sonda Global Surveyor. Os cientistas verificaram que grandes faixas da superfície do planeta haviam ficado mais escuras ou mais claras nas últimas três décadas.

Essas mudanças no albedo tornaram os ventos mais fortes, o que fez com que mais poeira ficasse em suspensão circulando pelo planeta. A poeira, a seu turno, intensifica ainda mais os ventos, gerando um círculo vicioso.

"Os resultados obtidos sugerem que as documentadas mudanças no albedo afetam as recentes mudanças climáticas e os grandes padrões climáticos de Marte", escreveu a equipe de Fenton. Os cientistas acreditam que as mudanças no albedo devem ser uma parte importante das futuras pesquisas sobre a atmosfera e as mudanças climáticas.

História da Educação

O ENSINO DURANTE O RENASCIMENTO EUROPEU


Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Sidnei S. Taveira

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Geografia a Distância (GED0611) – História da Educação
07/03/2008


RESUMO

Este trabalho busca expor as evoluções pelas quais sofreu o ensino durante este período (séculos XV, XVI e XVII) de transição do pensamento medieval para o pensamento moderno no velho continente e o desenvolvimento de uma nova estrutura de educação européia chamada “Renascimento” por alguns historiadores.
Este “Paper” é baseado em pesquisas sobre esta nova concepção educativa humanista e objeta mostrar a evolução do pensamento crítico e humanista na sociedade européia daquela época estabelecendo comparações com o ensino medieval e expondo as metodologias criadas neste contexto que serviram de apoio ao pensamento moderno e contemporâneo.

Palavras-chave: Renascimento; Educação; Europa, Séc. XV, XVI e XVII.


1 INTRODUÇÃO


O Renascimento Cultural manifestou-se primeiro na Península Itálica, tendo como principais centros as cidades de Milão, Gênova, Veneza, Florença e Roma, de onde se difundiu para todos os países da Europa Ocidental. Porém, o movimento apresentou maior expressão na Itália.
Além de atingir a Filosofia, as Artes e as Ciências, o Renascimento fez parte de uma ampla gama de transformações culturais, sociais, econômicas, políticas e religiosas que caracterizam a transição do Feudalismo para o Capitalismo. Nesse sentido, o Renascimento pode ser entendido como um elemento de ruptura, no plano cultural, com a estrutura medieval.

2 NOVAS IDÉIAS

Nos séculos anteriores o conceito estático do homem prevaleceu numa sociedade onde as potencialidades eram limitadas tanto na vida social como na individual. A ideologia cristã medieval apresentava limites concretos: o pecado original e o Juízo Final.
Com o Renascimento surge um conceito dinâmico do homem. O homem passou a ter controle sobre a sua própria história. A relação entre indivíduo e a realidade objetiva na qual ele está inserido se entrelaçam; o passado, o presente e o futuro transformam-se em criações humanas. O tempo e o espaço se humanizam e o infinito transforma-se numa realidade social. O Renascimento estende-se por todos os aspectos da sociedade sejam eles, políticos, econômicos, culturais, sociais, artísticos, envolvendo a vida de todos, influenciando nas maneiras de pensar, nas práticas morais, nos ideais éticos, religiosos, na ciência. Estes aspectos aparecem ligados e num mesmo período, afetando as estruturas básicas da sociedade e provocando alterações desta estrutura social e econômica.
O movimento renascentista é contemporâneo entre dois sistemas sociais e econômicos mais estáveis da época; por um lado o feudalismo e por outro a burguesia, o que em alguns locais, promoveu uma revolução social e econômica isto por que o desenvolvimento do conceito renascentista do homem permite que este se desenvolva e destrua a relação tradicional entre o indivíduo e a comunidade, dissolvendo os elos naturais que ligava o homem à sua situação social e ao seu lugar previamente definido na sociedade, abalando toda a estrutura social existente. O homem passa de agente passivo do processo histórico, à agente ativo da construção do processo. O indivíduo torna-se capaz de aprender a sua própria história como um processo e de conceber de maneira científica a natureza com a qual forma verdadeiramente o todo, o que lhe permite dominá-la na prática. Com o desenvolvimento das forças de produção burguesas, a estrutura social e o indivíduo nela inserido se tornaram dinâmicos. O novo modo de comportamento e a nova maneira de viver em evolução produziram sua própria ideologia, encontrando os elementos desta, parte na antiguidade e parte em certas tendências do cristianismo.

2.2 A RENOVAÇÃO DAS ANTIGAS ESCOLAS FILOSÓFICAS

Uma das manifestações características da Renascença é o renovamento das antigas escolas filosóficas, clássicas, gregas. Na Idade Média o pensamento clássico foi bem conhecido e valorizado. No entanto, tal conhecimento e valorização diziam respeito aos maiores filósofos gregos, em especial a Aristóteles.

Na Renascença, ao contrário, volta-se à sancta antiquitas, em oposição ao espírito cristão. E valorizam-se as antigas escolas filosóficas, realçando-lhes o conteúdo de humanidade, presente em todas elas, não obstante a variedade de suas orientações. Naturalmente não são, nem podiam ser, as escolas filosóficas clássicas em sua espontaneidade original, pois, entre a classicidade e a Renascença, medeiam quinze séculos, profundamente influenciados pela mensagem cristã. E, após o aparecimento da Cruz, já não é mais possível o retorno à serenidade clássica de Aristóteles ou ao ascetismo imanentista dos estóicos.

Na Renascença são representadas, mais ou menos, todas as escolas filosóficas antigas: o platonismo, o aristotelismo, o estoicismo, o epicurismo, o ceticismo e o ecletismo. Especialmente as duas primeiras e, entre estas, precipuamente a primeira. O aristotelismo da Renascença exclui, naturalmente, a interpretação de Aristóteles dada por Tomás de Aquino, e sustenta ou a interpretação naturalista de Alexandre de Afrodísia, ou a panteísta de Averroés. O platonismo é, mais propriamente, neoplatonismo: já porque assim se tinha fixado na antigüidade e neste sentido influenciara toda a Idade Média (pseudo Dionísio Areopagita, Scoto Erígena, Mestre Eckart); já porque a sua fundamental concepção panteísta e o seu potenciamento do espírito humano podiam melhor corresponder ao imanentismo e humanismo da Renascença.

O Platonismo
O ídolo da Renascença é Platão: artista e dialético, teórico do amor e da beleza, iniciador da ciência matemática da natureza. Em 1404 Leonardo Bruni aretino (1369-1440) publicava a primeira tradução parcial de Platão, iniciando, destarte, a renascença platônica. Em 1429 o camaldulense frei Ambrósio Traversari, de volta de Constantinopla, levava para a Itália o conjunto completo dos escritos platônicos.

Entretanto foi o Concílio de Florença (1439) que deu um impulso decisivo aos estudos platônicos na Itália bem como aos estudos aristotélicos e dos filósofos clássicos, em geral. Esse Concílio foi convocado para a união da igreja grega com a igreja latina, e chamou para a Itália vários doutores orientais, conhecedores profundos de Platão. Outros vieram pouco depois, devido à queda de Constantinopla (1453) em mãos dos turcos. Famoso é Jorge Gemistos Pleton (1355-1450), autor da obra Sobre a Diferença da Filosofia Platônica e Aristotélica, que, realmente, é uma polêmica antiaristotélica.

Esse escrito provocou uma resposta violenta ao aristotélico Jorge de Trebizonda (Comparatio Platonis et Aristotelis). Este filósofo - apelando também para Tomás de Aquino - sustenta a superioridade de Aristóteles sobre Platão pelo seu espírito científico, pela sua doutrina em torno de Deus e da alma, e pela conseqüente possibilidade de concordar a sua filosofia com o cristianismo.

Da parte platônica, replicou contra Jorge de Trebizonda o seu concidadão Basílio Bessarione (1403-1472) com o escrito In calumniatorem Platonis. Bessarione, eminente prelado da igreja oriental, veio para a Itália com o séqüito do imperador João VII Paleólogo, para tratar da unificação da igreja grega com a igreja latina. Foi feito cardeal pelo Papa Eugênio IV e permaneceu na Itália, cooperando eficazmente para o incremento do ressuscitado helenismo.

Depois desse platonismo de importação oriental, na Segunda metade do século XV surge e firma-se um platonismo italiano. O centro foi precisamente Florença, onde foi celebrado o famoso Concílio. Seu principal representante foi Marsílio Ficino, animador da célebre academia platônica florentina. Esta academia nasceu graças a um cenáculo de literatos, artistas e pensadores, amigos da casa De Médicis. Fizeram parte deste cenáculo Poliziano, Pulci, João Pico della Mirandola e o próprio Lourenço, o Magnífico.

Marcílio Ficino nasceu em 1433 em Figline Valdarno. Protegido por Cosme De Médices, que o presenteou com uma Quinta, onde teve sua sede a academia platônica, pode consagrar toda a sua vida aos prediletos estudos filosóficos. Em 1473 foi ordenado padre e a sua vida foi muito austera no meio de Florença do século XV. Faleceu em 1499.

Sua atividade principal foi traduzir. Traduziu elegantemente, para o latim, Platão (1477) e Plotino (1485), além de outros neoplatônicos. Expôs o seu pensamento em uma grande obra (Theologia platonica de immortalitate animorum - 1491), em que procura concordar o platonismo, de que era entusiasta, com o cristianismo, em que acreditava seriamente. Entretanto não foi um metafísico, mas um eclético e suas finalidades eram morais. Sua idéia animadora é a exaltação do homem como microcosmo, síntese do universo: conceito antigo, neoplatônico, mas que teve no humanismo do Renascimento um valor e um significado particulares. Outra idéia sua inspiradora é o conceito de uma continuidade do desenvolvimento religioso, que vai desde os antigos sábios e filósofos - Zoroastro, Orfeu, Pitágoras, Platão - até o cristianismo: expressão do universalismo religioso da Renascença.

Depois de Marsílio Ficino, o mais famoso platônico pode ser considerado João Pico della Mirandolla (1463-1494), autor de De dignitate hominis, que professa verdadeiramente um ecletismo baseado no platonismo e no cabalismo. Dotado da mais vasta e heterogênea cultura, após várias peregrinações, estabeleceu-se em Florença junto de Lourenço, o Magnífico. Aí entrou em contato com Marsílio Ficino, que influiu no seu temperamento exuberante e passional, equilibrando-o filosófica e religiosamente. "Blasonava de poder disputar de omni rescibili - escreve Franca - e foi tido por seus contemporâneos como um prodígio de memória. Aos 18 anos sabia 22 línguas"!

O Aristotelismo
Não é sempre fácil distinguir o aristotelismo do platonismo da Renascença, porquanto, freqüentemente, aparecem confusos no sincretismo neoplatônico, que é a tendência especulativa dominante na época. Também o aristotelismo, como o platonismo, teve impulso, graças aos sábios gregos vindos para a Itália, tradutores de Aristóteles e dos seus comentadores, entre os quais lembramos, no século XV, Teodoro de Gaza e o já mencionado Jorge de Trebizonda.

Como já foi dito, o aristotelismo da Renascença se distingue em duas correntes principais: a naturalista inspirando-se em Alexandre Afrodísio, e a panteísta-neoplatônica, inspirando-se em Averroés, ambas contrárias à interpretação tomista-cristã. Prevalece a escola alexandrina, cujo imanentismo naturalista é mais conforme ao espírito do Renascimento. A escola averroísta, entretanto, considerando o intelecto humano como sendo a atividade de uma essência transcendente e divina, contrasta o humanismo imanentista da mesma Renascença.

O mais famoso entre esses novos aristotélicos é Pedro Pomponazzi , alexandrista, nascido em Mântua em 1462, professor de filosofia nas universidades de Pádua, Ferrara e Bolonha, onde faleceu em 1525. É célebre o seu opúsculo Sobre a Imortalidade da Alma, publicado em Bolonha em 1516. Neste opúsculo conclui em favor da mortalidade da alma, sustentando que esta realiza o seu fim último na vida terrena. Para conciliar, pois, esse seu racionalismo com a religião cristã, recorre a certas distinções que relembram a velha teoria averroísta das duas verdades: a religião é, no fundo, justificada como sendo a filosofia do vulgo, para finalidade prática e pedagógica.

Respondiam a Pomponazzi, Nifo (averroísta) e Contarini (tomista) com dois ensaios tendo o mesmo título (Sobre a Imortalidade da Alma); e Pomponazzi replica como uma Apologia (contra Contarini) e com um Defensorium (contra Nifo). Nem a morte pôs termo àquela polêmica.

O aristotelismo teve, na Renascença, uma fortuna especial no campo da estética, da poética, em torno de que se disputou longa e fervidamente, em especial por parte dos literatos. Parte-se da Poética de Aristóteles, cuja primeira tradução remonta ao ano de 1498, por obra de Jorge Valla. Aristóteles sustentara ser a arte - bem como a história - uma imitação da realidade. Entretanto, a arte é superior à história, porquanto tem como objeto o universal, o necessário, a essência das coisas; ao passo que a história tem como objeto o particular, o contingente, o acidental. Em torno deste tema se travam as disputas mais variadas.


O Estoicismo
O espírito autônomo da Renascença devia provar viva simpatia para o sábio estóico, impassível, dominador das coisas e dos eventos. O estoicismo não foi apenas objeto de admiração cultural, literária, mas tornou-se ideal de vida moral em lugar do cristianismo, escola de energia e de conforto.

O estoicismo da Renascença, porém, é preso pela ação, diversamente do estoicismo clássico, negador da ação, considerada causa de perturbação. O estoicismo renascentista enaltece o homem, a vida, o mundo, contra a concepção transcendente e ascética cristã. Seja como for, a moral estóica, mais ou menos ajustada ao cristianismo, desfrutou de grande favor junto dos filósofos das mais diferentes tendências nos séculos XVI e XVII. O estóico mais notável da Renascença foi o belga Justo Lípsio (1547-1606), professor em Lovaina, autor de De Constantia, e de Manuductio ad stoicam philosophiam.

O Epicurismo
O epicurismo, melhor do que o estoicismo, condizia com o espírito humanista, imanentista e mundano da Renascença, em especial na vida gozadora e requintada, voluptuosa e artística da cortes esplêndidas da época, e também na literatura e no pensamento. João Boccaccio, autor do Decamerone, em o século XIV, e Lourenço, o Magnífico, no século XV, são duas expressões práticas desse espírito epicurista.

O expoente mais notável dessa tendência epicurista é Lourenço Valla (1407-1459), autor do famoso livro De voluptate ac de vero bono, onde o autor compara a moral estóica e a epicurista, simpatizando, naturalmente, com esta última. Quanto à vida futura, Valla oscila entre a sua negação e uma representação no sentido hedonista, e tente, uma certa conciliação entre epicurismo e cristianismo; mas fica decididamente hostil ao ascetismo, quer cristão, quer estóico.

O Ceticismo
Também o ceticismo da Renascença foi inspirado pelo ceticismo clássico. E também este novo ceticismo renascentista surgiu mais por fins práticos do que por motivos teoréticos. Os motivos mais específicos que deram origem ao ceticismo da Renascença foram: a sede do individual, da concretidade; a paixão pela observação detalhada própria do pensamento moderno em geral, em oposição ao pensamento antigo e medieval, voltados para o universo e o abstrato; a variedade e o contraste das diversas escolas e tradições (filosóficas e religiosas); a mentalidade literária da época, apaixonada pela estética, e incapaz de levantar grandes construções sistemáticas; a religiosidade persistente, que julgava salvar a fé deprimindo a razão, tendo esta atacado, freqüente e violentamente, a religião; o contraste entre a exigência religiosa e o paganismo da vida que surgia de novo. O ceticismo da Renascença tem seus maiores expoentes fora da Itália, e o maior é Montaigne.

Miguel de Montaigne (1533-1592), francês, é o autor dos famosos Essais: "Que sais-je"? O seu interesse é voltado para o estudo do eu, não como substância espiritual, e sim como caráter, centro unitário das mais variadas experiências humanas. Tudo o mais lhe parece incerto: os sentidos enganam-nos, a razão perde-se num labirinto infindo, a moral varia conforme os tempos e os lugares. Daí a necessidade da fé, mas de uma fé em que Deus serve ao homem. Este - como já pensavam os céticos antigos - atinge a paz abandonando-se à diretriz da natureza. O que especialmente emerge em Montaigne é o individualismo da Renascença.

3 NOVAS ESCOLAS E NOVAS MATÉRIAS


Por volta de 1150, são fundadas as primeiras universidades medievais – Bolonha (1088), Paris (1150) e Oxford (1167) — em 1500 já seriam mais de setenta. Esse foi efetivamente o ponto de partida para o modelo actual de universidade. Algumas dessas instituições recebiam da Igreja ou de Reis o título de Studium Generale; e eram consideradas os locais de ensino mais prestigiados da Europa, seus acadêmicos eram encorajados a partilhar documentos e dar cursos em outros institutos por todo o continente.

Tratando-se não apenas de instituições de ensino, as universidades medievais eram também locais de pesquisa e produção do saber, além de focos de vigorosos debates e muitas polêmicas. Isso também ficou claro nas crises em que estas instituições estiveram envolvidas e pelas intervenções que sofreram do poder real e eclesiástico. A filosofia natural estudada nas faculdades de Arte dessas instituições tratava do estudo objetivo da natureza e do universo físico. Esse era um campo independente e separado da teologia; entendido como uma área de estudo essencial em si mesma, bem como um fundamento para a obtenção de outros saberes.

Outro fator importante para o florescimento intelectual do período foi a atividade cultural das novas ordens mendicantes: especialmente os Dominicanos e os Franciscanos. Ao contrário de ordens monásticas, voltadas para a vida contemplativa nos mosteiros, essas novas ordens eram dedicadas à convivência no mundo leigo e procuravam defender a fé cristã pela pregação e pelo uso da razão. A integração dessas ordens nas universidades medievais proporcionava a infra-estrutura necessária para a existência de comunidades científicas e iria gerar muitos frutos para o estudo da natureza, especialmente com a famosa escola Franciscana de Oxford.

O influxo de textos gregos, as ordens mendicantes e a multiplicação das universidades iriam agir conjuntamente nesse novo mundo que se alimentava do turbilhão das cidades em crescimento. Em 1200 já havia traduções latinas razoavelmente precisas dos principais trabalhos dos autores antigos mais cruciais para a filosofia: Aristóteles, Platão, Euclides, Ptolomeu, Arquimedes e Galeno. Nessa altura a filosofia natural (e.g. ciência) contida nesses textos começou a ser trabalhada e desenvolvida por intelectuais notáveis do escolasticismo. Alguns dos nomes mais importantes do período são: Robert Grosseteste, Roger Bacon, Alberto Magno, Tomás de Aquino, Duns Scot, William de Ockham, Jean Buridan e Nicole d'Oresme. Eles geraram novas tendências para uma abordagem mais concreta e empírica da natureza, representando um prelúdio do pensamento moderno.


3.1 EDUCAÇÃO FÍSICA

O interesse pelas civilizações antigas, durante o Renascimento, levou a redescoberta dos exercícios físicos, que tiveram tão importante papel na mais evoluída até então, de todas as culturas, a grega.
As escolas do Renascimento fizeram da Educação Física uma parte importante do sistema educacional então vigorante e incluíram em seus programas de atividades os exercícios de equitação, corridas pedestres, salto, esgrima, diversos jogos com bolo e outras modalidades esportivas, praticadas todos os dias pelos alunos, ao ar livre e sem limitação do tempo.
Nele existe, portanto, uma demanda e também uma oferta de moeda – através do Banco Central – , que juntas determinam uma taxa de juros. Aqui, a igualdade entre a oferta e a demanda de moeda é dá a condição de equilíbrio no mercado monetário. E é ele que impõem, além da taxa de juros, o estoque de moeda.

4.0 JOÃO AMOS COMENIUS (1592-1670)

Comenius foi o criador da Didática Moderna e um dos maiores educadores do século XVII; já no século 17, ele concebeu uma teoria humanista e espiritualista da formação do homem que resultou em propostas pedagógicas hoje consagradas ou tidas como muito avançadas. Entre essas idéias estavam : o respeito ao estágio de desenvolvimento da criança no processo de aprendizagem, a construção do conhecimento através da experiência, da observação e da ação e uma educação sem punição mas com diálogo, exemplo e ambiente adequado. Comenius pregava ainda a necessidade da interdisciplinaridade, da afetividade do educador e de um ambiente escolar arejado, bonito, com espaço livre e ecológico. Estão ainda entre as ações propostas pelo educador checo: coerência de propósitos educacionais entre família e escola, desenvolvimento do raciocínio lógico e do espírito científico e a formação do homem religioso, social, político, racional, afetivo e moral.

Comenius defendia a idéia de que a aprendizagem se iniciava pelos sentidos pois as impressões sensoriais obtidas através da experiência com objetos seriam internalizadas e, mais tarde, interpretadas pela razão. Seu método didático constituiu-se basicamente de três elementos: compreensão, retenção e práticas. Através delas se pode chegar a três qualidades fundamentais: erudição, virtude e religião, a quais correspondem três faculdades que é preciso adquirir: intelecto, vontade e memória.
O método deve seguir os seguintes momentos:
tudo o que se deve saber deve ser ensinado;
qualquer coisa que se ensine deverá ser ensinada em sua aplicação prática, no seu uso definido;
deve ensinar-se de maneira direta e clara;
ensinar a verdadeira natureza das coisas, partindo de suas causas;
explicar primeiro os princípios gerais;
ensinar as coisas em seu devido tempo;
não abandonar nenhum assunto até sua perfeita compreensão;
dar a devida importância às diferenças que existem entre as coisas.


5 CONCLUSÃO

O Renascimento foi uma nova visão de mundo estimulada pela burguesia em ascensão. Suas principais características eram o racionalismo (em oposição à fé), o antropocentrismo (em oposição ao teocentrismo) e o individualismo (em oposição ao coletivismo cristão). O Humanismo foi um movimento intelectual que pregava a pesquisa, a crítica e a observação, em oposição ao princípio da autoridade. O Renascimento e o Humanismo nasceram na Itália, em função da riqueza das cidades italianas, da presença de sábios bizantinos, da herança clássica da Antiga Roma e da difusão do mecenato. A invenção da Imprensa contribuiu muito para a divulgação de novas idéias.

6 REFERÊNCIAS

BRASILESCOLA. Renascimento. Disponível em 07/03/2008 em:
http://www.brasilescola.com/historiag/renascimento.htm

CENTRO DE REFERÊNCIA EDUCACIONAL. Comenius. Disponível em 07/03/2008 em:
http://www.centrorefeducacional.com.br/comenius.htm

Greggersen, Gabriele. A Educação no Renascimento. Disponível em 07/03/2008 em:
http://209.85.165.104/search?q=cache:8yRS_qRzT3oJ:www.ftsa.edu.br/downloads/didatica.pdf+gabriele+greggersen+renascimento&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1

MEDICINE-AND-HEALTH. Exercícios Físicos - Ginástica. Disponível em 07/03/2008 em:
http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/1724603-exerc%C3%ADcios-f%C3%ADsicos-gin%C3%A1stica/


MUNDODOSFILÓSOFOS. Renascença. Disponível em 07/03/2008 em:
http://www.mundodosfilosofos.com.br/renascenca.htm

WIKIPÉDIA. Renascimento no Século XII. Disponível em 07/03/2008 em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento_do_S%C3%A9culo_XII