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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Série Ateísmo no Youtube!

A maioria do material disponível sobre o ateísmo é bem burra, muita coisa é feita por religiosos contrários e outra grande parcela feita por pessoas revoltadas que descargam muita emoção e pouca razão.

Mas um dos canais que me increvo no youtube publicou três séries realmente muito inteligentes sobre o assunto, são 15 episódios, divididos em três partes, todos muito práticos e fáceis de entender ecom uma riqueza cultural incomum.

Não é uma série com efeitos especiais, maravilhosa e fantástica mas conscistente, real, compreensível à razão por sua imensa lucidez. Realmente a qualquer mente racional este seriado é um presente que vale a pena assistir.

I - Sombras da Dúvida
ep 01 http://www.youtube.com/watch?v=PWnaNs_OsVc

II - Cara ou Coroa
ep 01 http://www.youtube.com/watch?v=AxE8Cn3bbmE

III - À Hora Final
ep 01 http://www.youtube.com/watch?v=bsKfWhp9HyQ

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ônibus a R$ 1,00


Passagem de ônibus no domingo a R$ 1,00 oferece privilégios como este.

Por que Lula??? Isso faz parte da democracia.‏

Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; e que também não entende de economia; pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.

Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos [14 universidades públicas e estendeu mais de 40 campi], e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade [meio milhão de bolsas para pobres em escolas particulares].

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 291 dólares [valores de janeiro de 2010], e não quebrou a previdência como queria FHC.

Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG-Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis [maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta].

Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8 [criou o G-20].

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu;mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos) uma mulher no cargo de primeira ministra, e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC; antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir; e hoje o PAC é um amortecedor da crise.

Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre [como também na linha branca de eletrodomésticos].

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais; é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual [o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...].

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com George Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador;.. é amigo do tal John Sweeny [presidente da AFL-CIO - American Federation Labor-Central Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...]e entra na Casa Branca com credencial de negociador e fala direto com o Tio Sam lá, nos "States".

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa; é ator da [maior] mudança geopolítica das Américas [na história].

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas; faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Lula, que não entende nada de nada;.. é bem melhor que todos os outros...!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

We Are The World 25 For Haiti - Official Video

Impressionante mal gosto.


A música era bonita na primeira versão... seria mal educado dizer que penso dessa nova.

Destaque para o momento "especial" com a participação do Michael Jackson.

Quando achei que já tinham destruído veio o pessoal do "Hip Hop" e mostrou que eles ainda eram capazes de piorar a canção. Vozes robóticas no começo e no meio da música já mostram um som não humano, mas eletrônico e aos 3:16 um cantor com problemas na garganta mostra seu efeito sonoro parecido com um engasgo.

Obrigado Ibson por mais esta contribuição!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Teatro: HABITANTES


Espetáculo Teatral da Cia Veredito com Texto e Direção de Luiz Roberto Meira


Estréia no Espaço Cultural Falec de

04 a 14 de março de 2010 em Curitiba, PR.


Sessões de quinta a domingo

sempre 21 horas.

Atores:

Edicléia Martins, Gilmar Rodrigues, Helen Bastos, Marcelo Cabarrão, Sílvia Lemes e André Luiz.

Acompanhe o blog da peça: http://habitantes-teatro.blogspot.com/

domingo, 10 de janeiro de 2010

Cosmonautas x Astronautas

Cosmonautas são russos, astronautas são americanos.
Se você pensa em ser astronauta repense, é melhor tentar pela Rússia. Os Estados Unidos da América já eliminaram 17 astronautas enquanto os russos tiveram 7 baixas.

Missões espaciais mataram ao menos 21 astronautas; veja cronologia

Veja abaixo a cronologia dessas tragédias, levando em conta apenas acidentes com naves e ônibus espaciais.

27 de janeiro de 1967

Durante testes com a nave Apollo 1, da Nasa (agência espacial dos EUA), já na plataforma de lançamento na Flórida, houve um incêndio no interior do veículo espacial, matando três astronautas: Gus Grissom, Edward H. White e Roger B. Chafee.

Eles estavam treinandos para a primeira missão tripulada do programa Apollo, que deveria começar em 21 de fevereiro daquele ano. Problemas na cápsula, especialmente de comunicação, fizeram com que os testes fossem interrompidos várias vezes na tarde daquele dia. "Fogo, sinto cheiro de fogo", afirmou, às 18h31 no horário local, um dos astronautas, provavelmente Chaffee. Dois segundos depois White foi ouvindo dizer: "Fogo no cockpit".

Levaram cinco minutos até que os técnicos conseguissem abrir a cabine, mas os astronautas foram encontrados mortos devido à fumaça e queimaduras. Investigações indicaram que a causa mais provável do acidente foi uma faísca gerada por um curto circuito próximo a um grupo de fios que ficava próximo ao banco de Grissom.

24 de abril de 1967

O cosmonauta russo Vladimir Komarov foi o primeiro homem morto no espaço. A nave soviética Soyuz 1 caiu depois de um voo cheio de problemas, que durou 26 horas e 40 minutos.

Depois do lançamento, apenas um dos painéis solares se abriu, reduzindo o fornecimento de energia e o funcionamento de alguns instrumentos da cápsula. No final da missão, a Soyuz conseguiu reentrar na atmosfera terrestre, mas os paraquedas se emaranharam, fazendo com que a nave colidisse com o chão a 320 km/h, matando Komarov.

29 de junho de 1971

Os cosmonautas Gueorgui Dobrovolsky, Vladimir Volkov e Viktor Patsaiev, tripulantes da nave Soyuz 11, morrem em razão de uma despressurização no módulo, durante o pouso na Terra.

A Soyuz 11 havia sido lançada em 6 de junho de 1971 rumo à Salyut 1, a primeira estação espacial colocada em órbita --esses cosmonautas foram os primeiros a ocupar o complexo. Na volta para a terra, uma válvula aberta fez com que o oxigênio disponível para a tripulação escapasse. Dobrovolsky, Volkov e Patsaiev foram encontrados mortos quando o módulo pousou.

O curioso é que não seriam esses os cosmonautas que cumpririam a missão --eles faziam parte da equipe reserva. Entretanto, antes do lançamento, um dos tripulantes teve suspeita de tuberculose, fazendo com que toda a equipe fosse trocada.

28 de janeiro de 1986

O ônibus espacial norte-americano Challenger explode 73 segundos após ser lançado de Cabo Canaveral, na Flórida, matando sete tripulantes --entre eles a professora Christa McAuliffe, que tinha sido encarregada de dar a seus alunos uma aula sobre o que ela iria ver no espaço.

Também estavam abordo do veículo Francis R. "Dick' Scobee (comandante), Michael J. Smith, Ellison S. Onizuka, Judith A. Resnick, Ronald E. McNair e Gregory B. Jarvis. O acidente, transmitido ao vivo pela TV, ocorreu na 25ª missão de um ônibus espacial, após vários dias de adiamento. Um vazamento de combustível no foguete de propulsão do ônibus espacial causou a explosão da nave. O programa de ônibus espaciais foi interrompido durante as investigações e sofreu mudanças drásticas após o acidente.

1º de fevereiro de 2003

O Columbia, ônibus espacial da Nasa (agência espacial dos EUA), com sete astronautas a bordo, se desintegra ao reentrar na atmosfera terrestre, após uma missão de 16 dias. A investigação da catástrofe determinou que pedaços da espuma isolante que se soltaram do tanque exterior de combustível durante o lançamento atingiram a cobertura térmica da nave. O fato causou rachaduras, por onde vazaram gases ígneos, que acabaram por causar a explosão.

Como resultado desse acidente, os outros três membros da frota de naves --o Discovery, Atlantis e Endeavour-- foram submetidos a uma série de modificações para reforçar a segurança. A Nasa só voltou a lançar um ônibus espacial em 2005.

Segundo o relatório da comissão independente que investigou o caso, o acidente foi consequência da política protecionista da Nasa e sua relutância em lidar com questões de segurança. Engenheiros da Nasa notaram o defeito e pediram investigações antes do retorno do Columbia, mas não obtiveram resposta da administração da agência.

Estavam a bordo da nave Rick D. Husband (comandante), Willie McCool, Michael P. Anderson, David M. Brown, Kalpana Chawla, Laurel Blair Salton Clark e Ilan Ramon.

Os EUA respondem por 71% das mortes e a Rússia por 29%.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u593795.shtml


Aquecimento Global -Geleiras da Bolívia estão derretendo

sábado, 21 de novembro de 2009

Crianças de Gaza tentam bater recorde de mais pipas empinadas

Mais de seis mil pipas foram lançadas em praia no norte de Gaza. Para organizador, mais da metade das pipas voou ao mesmo tempo.

As crianças de Gaza tentaram nesta quinta-feira (30/07/09) bater o recorde de voo simultâneo de pipas com o lançamento de seis mil desses brinquedos na praia do norte da Faixa, cujo céu ficou recoberto de uma sinfonia de cores.

Centenas de crianças palestinas tentam estabelecer nesta quinta-feira (30), em Beit Lahiya, um novo recorde mundial para o maior número de pessoas soltando pipas. (Foto: Adel Hana/AP)


O organizador do evento, Zuhir Haniyeh, afirmou que mais da metade das pipas voou ao mesmo tempo, o que, se for confirmado, bateria o recorde alcançado no ano passado na Alemanha, quando 713 pipas foram empinadas simultaneamente.

A prova foi patrocinada pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNRWA), cujo diretor local, John Ging, mostrou esperança de que a marca tenha sido batida.

Os participantes procediam de diversos acampamentos financiados pela UNRWA, e o evento se desenvolveu perto da casa da família do menino Huda Ghalia, morto há três anos pelo bombardeio de um navio da Marinha israelense.

As pipas, bastante coloridas, tinham impressas frases pedindo que Israel coloque fim ao cerco que submete a Gaza desde que, há dois anos, o movimento islâmico Hamas obteve o controle da Faixa.


A prova foi patrocinada pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNRWA), cujo diretor local, John Ging, mostrou esperança de que a marca tenha sido batida. (Foto: Adel Hana/AP)

http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1249120-6091,00-CRIANCAS+DE+GAZA+TENTAM+BATER+RECORDE+DE+MAIS+PIPAS+EMPINADAS.html

Pintinhos coloridos são vendidos por R$ 0,15 nas Filipinas

(Foto: Cheryl Ravelo/Reuters)

Pintinhos pintados são exibidos nesta quarta-feira (29/07/09) em Manila, nas Filipinas. Os pintinhos coloridos são vendidos como animais de estimação por 4 pesos (R$ 0,15) cada um.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

UNIBURKA

Distorções à parte.

Você é um universitário careta e conservador e que morre de medo de mulher? Peça hoje mesmo sua transferência para a Uniburka.



terça-feira, 10 de novembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Justiça proíbe preso de receber visitas de gata na Alemanha


A Justiça alemã proibiu um preso de receber visitas de sua gata de estimação na cadeia, de acordo com o jornal "Bild".

O budista Peter Keonig, de 46 anos, acredita que Gisela é sua mãe reencarnada e pediu autorização para vê-la.

"Eu sei que é a mamãe. Ela me olha do mesmo jeito que minhã mãe me olhava. Preciso vê-la como outros presos veem suas mulheres e filhos", disse Keonig, que cumpre pena de cinco anos por roubo a banco em Werl.

O tribunal não aceitou o pedido do preso, mas afirmou que respeita a liberdade religiosa de cada um. Keonig está liberado para escrever para o animal.

domingo, 8 de novembro de 2009

Entre Muros: A fronteira interna da Alemanha

Interessante documentário da Deutsche Welle sobre o muro de Berlim

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Super médico africano

domingo, 1 de novembro de 2009

Mãos de polvo

Ainda com a mesma idéia, de que quando você vai pra cama com alguém, está indo (mesmo que indiretamente) pra cama com todos os parceiros anteriores desta pessoa, temos esta campanha que mostra alguns caras com muitas mãos.
Sabe aquele papo de que a pessoa parece ter mãos de polvo? Então, essa campanha mostra!

"Cada vez que você dorme com alguém, você também dorme com o seu passado." Em versões hetero e gay:

sábado, 24 de outubro de 2009

Lula acertou ao falar que crise era 'marolinha', diz 'Le Monde'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma visão "bastante correta" ao dizer, no ano passado, que a crise no Brasil provocaria apenas uma "marolinha", diz artigo publicado no jornal francês Le Monde nesta quinta-feira, 17.

O diário argumenta que a recessão no Brasil durou apenas um semestre, citando o aumento de 1,9% do PIB no segundo trimestre de 2009, após queda nos dois trimestres imediatamente anteriores, além da recuperação da Bolsa de Valores de São Paulo e do real.

"A rápida recuperação do Brasil demonstra a precisão da estratégia adotada pelo governo e concentrada no apoio do mercado interno. As reduções de impostos a favor das indústrias de automóveis e de eletrodomésticos mantiveram as vendas nestes nestes dois setores cruciais", afirma o jornal, lembrando ainda que a confiança do consumidor brasileiro jamais chegou a ser abalada.

No artigo, intitulado "A retomada do crescimento mundial se baseia nos Brics", o Le Monde traça o panorama econômico dos países do grupo - Brasil, Rússia, Índia e China - um ano após a queda do banco Lehman Brothers, considerada o marco da atual crise financeira global.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,lula-teve-visao-correta-ao-falar-que-crise-era-marolinha-diz-le-monde,436390,0.htm

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Homens x ratos


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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

HOTDOG E COCA-COLA


Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Davi de Miranda
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Licenciatura Plena em Geografia (GED0611) – Geografia Econômica
01/10/09


RESUMO

Informa o dicionário eletrônico Priberam de Língua Portuguesa que por globalização se define: “2. Fenômeno ou processo mundial de integração ou partilha de informações, de culturas e de mercados.” O presente trabalho destina-se a descrever a observação das influências da globalização na sociedade.

Palavras-chave: Economia; Mundial; Mercados; Capital.


1 INTRODUÇÃO

Após a Segunda Guerra Mundial o mundo viu a construção de entidades e organizações internacionais com o objetivo de padronizar a política internacional voltada na época a dois blocos econômicos que disputavam ideologicamente a supremacia. Esta disputa ficou conhecida como “Guerra Fria” e marcou significativamente a economia global. Com o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas o bloco comunista viu muito limitado seu campo. De imediato, a nova nação chamada Rússia adotara economia relativamente aberta ao capital estrangeiro em alinhamento com a economia capitalista adotada pelos E.U.A. Este acontecimento resultou em uma “Nova Ordem Mundial” planificada e adotada em todo mundo. Significou em si a superioridade do modelo baseado na economia de mercado em detrimento da economia planificada, resultando num modelo econômico generalista e mais abrangente chamado “economia globalizada” que rapidamente absorveu a economia européia influenciando o restante do mundo agora unificado economicamente. Esta condição favoreceu uma maior presença de produtos estrangeiros e significou a consolidação de marcas que aderiram à globalização e trouxeram novos valores aos países envolvidos.

2 PRODUÇÃO GLOBAL PARA O MERCADO GLOBAL

Há quem defenda a defenda a idéia de que a mundialização global inicia-se com a circunavegação de Fernão de Magalhães em 1519, mas são as últimas décadas as que resultam em um grande padrão aberto aos capitais estrangeiros adotados pelas sociedades inseridas neste processo.
FIGURA 1 - RONALD REAGAN E MARGARET THATCHER, CASA BRANCA, 1988.
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Thatcherismo

Políticas econômicas anti protecionistas adotadas por Margaret Thatcher e Ronald Reagan permitiram uma abertura de mercado sem precedentes na história do comércio internacional, defensores do modelo liberal econômico que defende a mínima participação estatal nos rumos da economia de um país, pouca intervenção do governo no mercado de trabalho, livre circulação de capitais internacionais, abertura da economia para a entrada de multinacionais e adoção de medidas contra o protecionismo econômico.

3 MERCOSUL E ARROZ

A globalização estimulou a formação (principalmente nos anos 90) de blocos econômicos, associações regionais de livre mercado que derrubaram as barreiras protecionistas. À frente dessas organizações estão o Nafta (Acordo Norte-Americano de Livre Comércio) sob a liderança dos Estados Unidos e envolvendo Canadá e México, a UE (União Européia), tendo a economia alemã como mais forte, e o bloco do Pacífico, sob comando do Japão. Através do Gatt (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) e OMC (Organização Mundial de Comércio), a superação econômica das barreiras nacionais ganhou ada vez mais intensidade, abrindo caminhos para integrações até entre os próprios blocos econômicos regionais.

Às associações econômicas regionais, com diminuição dos protecionismos e atração de investimentos internacionais, acrescentou-se a limitação dos gastos governamentais, com a prevalência da economia de mercado e a busca de um “Estado mínimo”, redirecionando sua atuação e tamanho, com privatizações.

O arroz, alimento típico da culinária nacional, consumido popularmente pelo povo brasileiro, é basicamente de origem uruguaia e argentina. O levantamento da produção, importação e preço do arroz a partir das safras de 1995/96 até 2000/2001 do Ministério da Agricultura aponta que no período de março de 1999 a fevereiro de 2000 a Argentina e Uruguai exportaram para o Brasil 92% da nossa importação, enquanto os restantes 8% ficaram a cargo dos EUA (5%) e Vietnã (3%).

O total importado, entre arroz com e sem casca, esbramato, beneficiado e quebrado totalizou 890.779 toneladas. Quanto ao preço, durante o ano 2000, em janeiro, o produtor recebia por saca de 50Kg, R$ 13.77, em fevereiro R$ 13,10, em março R$ 12,26, em abril R$ 11,67 e em maio R$ 11,20. Todavia o saco de 50 Kg custava a esse produtor R$ 13,43. E o produto importado chegava ao Rio Grande do Sul a R$ 12,75 a 11,50.

Em 1998, o Senador do Rio Grande do Sul, Pedro Simon solidário com os arrozeiros brasileiros que, a uma semana do início do plantio, ainda enfrentavam dificuldades para conseguir crédito agrícola, suspendeu as importações do produto por considerar um absurdo que o Brasil continuasse importando arroz, quando o estado do Rio Grande do Sul produz segundo o senador gaúcho, um grão de tão boa qualidade, reclamou o parlamentar. Conforme Simon, em seu pronunciamento de 18/06/1998, o Brasil importa arroz subsidiado e de má qualidade enquanto a lavoura de arroz em seu estado é uma das mais modernas existente.

Após dois anos, em ano 2000 o ministro Paulo Costa Leite do Superior Tribunal de Justiça anulou a vigência da liminar do Senador gaúcho, Pedro Simon (PMDB-RS) que em 1998 proibia a importação do grão argentino e uruguaio. A importação é garantida pelo acordo de livre comércio do MERCOSUL, e seu impedimento estava provocando duas importantes conseqüências: a perda de credibilidade da política externa brasileira e o comprometimento da consolidação do MERCOSUL o que se revela gravemente danoso para a economia nacional.

A determinação do então presidente do STJ foi tomada após análise de pedido de suspensão de segurança encaminhado pela Advocacia Geral da União (AGU). Ao afastar os efeitos da posição adotada pelo TRF (sediado em Porto Alegre), o ministro Paulo Costa Leite entendeu que a liminar obtida pelos produtores rurais do Rio Grande do Sul acabou se constituindo num risco maior para o país porque a suspensão da importação poderia causar o desabastecimento interno de arroz além de causar prejuízos nas relações com o MERCOSUL, prejudicando os consumidores internos de arroz, visto que o Brasil, não sendo auto-suficiente na produção, importa de vários países.O Brasil é signatário de tratados internacionais cujas normas e diretrizes não podem ser desrespeitadas; - compromissos assumidos pelo Brasil em tratados internacionais não permitem a aplicação de preços mínimos de importação; - a decisão pode causar a ruptura da autonomia e da separação entre os Poderes, porque a definição da política de importação e exportação nacional é ato tipicamente administrativo e incumbe apenas ao Executivo, não cabendo ao Judiciário entrar nessa seara; - a suspensão da importação causa grave lesão à ordem e economia públicas, pois fere o Tratado de Assunção, afrontando as normas da Organização Mundial de Comércio.

3.1 PREPARO REGIONAL DO ARROZ ESTÁ DESAPARECENDO NO NORDESTE

Geovanice Galvão, pernambucana moradora de Guarulhos, São Paulo, conta uma maneira de preparar arroz que está sumindo do cotidiano em Recife, o arroz cozido e lavado, que recebe um modo de preparo semelhante ao macarrão. Atualmente os costumes de outras regiões chegam no nordeste através da TV e internet, o tempo das pessoas está muito controlado, e as pessoas fazem arroz à maneira que se faz no sul, sudeste pondo uma quantidade de água que seca totalmente no preparo. O problema é que no preparo antigo não ia óleo e o sal acaba diminuído pelo processo de lavagem, atualmente o arroz é refogado e guarda todo o sal do preparo.


4 PROBLEMAS MUNDIAIS

A industrialização da sociedade na busca da satisfação do mercado consumidor mundializado consumiu os recursos naturais do planeta e provocou grave problema de conservação do meio ambiente. Esta questão em particular promoveu o envolvimento das pessoas numa melhora das condições ambientais. Mesmo em países com baixo índice de CO2 como o Brasil a população tem buscado alternativas para o lixo como a reciclagem, economia no consumo de água e questões atmosféricas. Esta preocupação geral é justificada uma vez que a climatologia terrestre apresenta variações por toda a Terra, sem levar em conta fatores econômicos e industriais. A possibilidade de mudança do clima fez com que os habitantes racionais do planeta envolvido se engajassem numa ideologia ecológica vista na maioria dos países existentes.
Esta forma de comunicação climática levou as pessoas a se preocuparem com outro lugar além de seu espaço geográfico, preocupando-se com uma necessidade comum a toda sociedade, mas o desgaste dos recursos causado pelo consumismo acelerado não é a única preocupação globalizada, se por um lado faltam recursos, por outro sobram produtos de marcas hoje mundiais e com ele outro problema: doenças.
A obesidade nos seres humanos tem aumentado nos últimos anos em razão da forma de vida praticamente igual entre os indivíduos, regrados pelas normas das necessidades cotidianas hodiernas e pela comida “fast food” comercializada em várias partes do mundo.
O site da rede americana Mac Donald’s informa em seu site americano que está presente em 120 países, trazendo consigo a ideologia americana de capitalismo e demais marcas subseqüentes aos lanches produzidos pela marca, como a Coca Cola por exemplo. A partir da política de Margaret Thatcher de economia aberta, adota por diversos outros países posteriormente, a rede americana de lanches se expandiu por diversos países, mesmo entre aqueles que adotavam o sistema comunista.
FIGURA 2 – MAC DONALD’S NA RÚSSIA
FONTE: http://www.thingsihateaboutbackpacking.com

4.1 HISTÓRICO DA MUNDIALIZAÇÃO DO McDONALD’S

· 1988: O McDonald's abre seu primeiro restaurante num país comunista. Em Győr, na Hungria e logo depois em Belgrado, na Iugoslávia.
· 1990: Em 31 de Janeiro, o primeiro McDonald's da União Soviética abre em Moscou. Foi durante algum tempo o maior McDonald's do mundo (hoje o maior fica em Pequim). Por motivos políticos, o McDonald's Canadá foi o responsável independente, com pouco apoio da matriz norte-americana; uma parede no restaurante moscovita mostra junta a bandeira canadense e soviética. Para superar problemas de abastecimento, a empresa criou sua própria cadeia de fornecedores, inclusive fazendas da então União Soviética.
· 1991: É inaugurado o primeiro restaurante em Portugal. No Cascaishopping no dia 23 de Maio.
· 1992: Em 23 de Abril, o maior restaurante McDonald's do mundo até os dias atuais é inaugurando em Pequim, capital da China (mais de 700 assentos).
· 1994: É inaugurado o primeiro McDonald's na África. Na cidade do Cairo, Egito.
· 1996: O primeiro McDonald's indiano abre.
· 1996: O primeiro McDonald's abre na Belarus, que se torna o centésimo país a receber uma franquia. Na cerimônia de abertura, a milícia bielo-russa é acusada de uso brutal da força contra membros do público que queriam entrar no restaurante em Minsk.
· 1998: Em Portugal é aberto um restaurante no Parque das Nações, local onde se realizou a EXPO 98. A essa altura era o maior da Europa.
· 2000: Eric Schlosser publica Fast Food Nation (Nação Fast-Food), um livro que critica os restaurantes fast-food em geral, particularmente McDonald's.

5 CONCLUSÃO

Acordei, abri os olhos e procurei meus chinelos populares fabricados no Brasil e vendidos desde o ano passado na Europa. Abri meu notebook de marca americana produzido nacionalmente comprado a preço baixo conseguido pela redução de impostos que o governo federal ofereceu na forma de subsídio. Entro no servidor de E-mail, informo login e password, new message, coloco o email do professor, locado num servidor brasileiro. Anexo o arquivo agora lido e clico em send. Me levanto, tomo leite em pó de marca suíça e vacas argentinas misturado com achocolatado em pó de marca americana, produzido empresa transnacional alimentícia.
No banheiro sabonete e pasta de dente são de uma empresa anglo-holandesa que produz o sabão em pó que uso pra lavar roupa. Depois da higiene vou pro colégio num ônibus de marca estrangeira onde encontro alunos com variadas marcas estampadas em tênis e bonés, aplico atividades e depois do expediente matinal vou almoçar arroz uruguaio, feijão paulista, salada de múltiplos vegetais não nativos, bife e refrigerante americano misto de laranja e manga, esta última fruta típica da China, que justifica a embalagem com motivos orientais.
Mais um período de aulas e volto pra casa de carona com uma professora de inglês que possui carro de marca alemã, produzido no Brasil e exportado para países da América Latina e Ásia. Ao chegar, ouço música internacional um pouco, conectado à internet, ocasião em que posso conversar gratuitamente com pessoas em países distantes pra treinar diferentes idiomas utilizando um programa comum de mensagens instantâneas. Vou pra academia, onde percebo a presença de marcas ligadas ao esporte nas pessoas que ali freqüentam, depois dos exercícios volto pra casa, tomar banho num chuveiro estrangeiro, com sabonete internacionalmente conhecido, shampoo europeu para depois me enxugar numa toalha americana. Me visto e vou comer um Hot-dog com coca-cola vendido numa calçada próxima à minha casa.
Durante o preparo daquela que será minha janta, vou tomando refrigerante e vou pensando no que escrever na conclusão do trabalho da empresa de outro estado na qual estudo. De repente percebo a internacionalidade do meu lanche comprado por dois reais: o pão trazido por imigrantes italianos que acabou substituindo a tapioca no café da manhã do Brasil, a maionese, um creme gorduroso e calórico francês, a mostarda, um condimento árabe, catchup que vem dos E.U.A., purê de batata à moda britânica, salsicha criada na Alemanha e milho dos países andinos.
Percebi através do lanche que a globalização surgiu para atender ao capitalismo principalmente nos países desenvolvidos de modo que os mesmos pudessem buscar novos mercados, tendo em vista que o consumo interno se encontrava saturado e pode ser encarada como uma fase posterior do capitalismo. Com o declínio do socialismo, o sistema capitalista se tornou predominante no mundo. A conseqüente consolidação do capitalismo iniciou a era da globalização, principalmente, econômica e comercial. O processo de globalização estreitou as relações comerciais entre os países e as empresas. As multinacionais ou transnacionais contribuíram para a efetivação do processo de globalização, tendo em vista que essas empresas desenvolvem atividades em diferentes territórios, por isso meu lanche saiu economicamente viável, embora as marcas sejam estrangeiras a fabricação é nacional, marcas como Coca-Cola, Sadia, Hellmann’s, Arisco satisfazem o mercado interno brasileiro reduzindo custos de importação.
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6 REFERÊNCIAS

SUAPESQUISA. neoliberalismo. Disponível em: http://www.suapesquisa.com/geografia/neoliberalismo.htm. Acessado em 04/10/09
HAVAIANAS. História das Havaianas. Disponível em http://www.havaianas.com.br/#/history. Acessado em 04/10/09
WIKIPEDIA. McDonalds. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/McDonald%27s. Acessado em 04/10/09
MACDONALDS. MacDonalds Russia. Disponível em http://www.mcdonalds.com/countries/russia.html. Acessado em 04/10/09
PRIBERAM. Globalização. Disponível em http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=globalização. Acessado em 04/10/09
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domingo, 4 de outubro de 2009

Psicologia Geral e do Desenvolvimento

A FAMÍLIA NA ATUALIDADE

Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Sidnei Scleifer Taveira
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Licenciatura Plena em Geografia (GED0611) – Psicologia Geral e do Desenvolvimento
22/06/08


RESUMO


A família participa dos dinamismos próprios das relações sociais e sofre as influências do contexto político, econômico e cultural no qual está imersa. A perda de validade de valores e modelos da tradição e a incerteza a respeito das novas propostas que se apresentam, desafiam a família a conviver com certa fluidez e abrem um leque de possibilidades que valorizam a criatividade numa dinâmica do tipo tentativa de acerto e erro.

Palavra Chave:Relações Sociais; Contextos Políticos; Acerto e Erros.



INTRODUÇÃO

A família na atualidade,caracteriza-se por uma grande variedade de formas que documentam a inadequação dos diversos modelos da tradição para compreender os grupos familiares da atualidade . A família patriarcal, estudada que se afirmou no contexto da cultura rural, entrou em colapso há tempo. Os modelos de comportamento que regulamentavam as relações entre os sexos e as relações de parentesco foram abandonados, ainda que, em algumas regiões e nas classes sociais menos escolarizadas e menos expostas à influência da cultura atual, possam ser reconhecidas sobrevivências de valores e de comportamentos passados que, no entanto, não gozam mais de legitimidade social, sendo reduzida a possibilidade que se reproduzam nas novas gerações. A família emerge como "o local para as lutas entre a tradição e a modernidade, mas também uma metáfora para elas" A crise do patriarcado, entendido como "enfraquecimento de um modelo de família baseado no estável exercício da autoridade/domínio do homem adulto, seu chefe, sobre a família inteira" observa-se que "a crise do patriarcado, induzida pela interação entre capitalismo informatizado e movimentos sociais pela identidade feminista e sexual, manifesta-se na crescente variedade de modos nos quais as pessoas escolhem conviver e criar as crianças"O valor da igualdade foi progressivamente assimilado ao quotidiano da convivência familiar, dando origem a formas mais democráticas e igualitárias de partilhar tarefas e responsabilidades entre marido e mulher. São abandonados os modelos tradicionais que atribuíam o primado ao marido, reservando para as mulheres tarefas prevalentemente domésticas, mas não emergem novos modelos familiares que tenham uma validade universalmente reconhecida e aceita.A exigência de satisfação no presente colocou em questão o ideal do sacrifício individual para o bem da família. O limite da disponibilidade individual ao sacrifício para o bem do outro ficou mais baixo, sendo mais rapidamente alcançado o ponto de saturação no relacionamento conjugal. A independência econômica dos cônjuges configura uma responsabilidade familiar mais compartilhada e uma posição social igualitária e, ao mesmo tempo, facilita a ruptura do vínculo familiar, quando a convivência não é mais fonte de satisfação e de prazer.
As mudanças atingem simultaneamente os aspectos institucionais da realidade familiar bem como as identidades pessoais e as relações mais íntimas entre os membros da família. Nesse sentido, observa que "ao nível dos valores sociais, a sexualidade torna-se uma necessidade pessoal que não deve necessariamente ser canalizada e institucionalizada para o interior da família" . Por outro lado, a possibilidade de gerar filhos sem o concurso da relação sexual "abre horizontes inteiramente novos à experimentação social", dissociando-se, dessa maneira, a reprodução da espécie das funções sociais e pessoais da família Os aspectos "objetivos" da convivência familiar cedem o passo a aspectos "subjetivos", por definição mais instáveis e flutuantes, decorrentes do dinamismo que as relações familiares assumem no mundo moderno. Verifica-se uma desinstitucionalização da família, no sentido de considerá-la como uma realidade privada, relevante apenas para o percurso existencial dos próprios membros. Prevalece a legitimação da família como grupo social expressivo de afetos, emoções e sentimentos, diminuindo o seu significado público. Reduz-se, assim, a importância da família como instituição, assentada na dimensão jurídica dos vínculos familiares.
A igualdade entre os sexos estende-se do quotidiano familiar até o trabalho profissional e ao empenho cultural e político, com uma progressiva tendência a não identificar nenhum trabalho como tipicamente masculino ou exclusivamente feminino. Estas mudanças foram incorporadas ao código civil, que reformulou o direito de família de modo a atender às modernas exigências.A perspectiva de realização pessoal pôs um fim à definição da mulher como rainha do lar e abriu as portas das empresas ao trabalho feminino. Isto aumentou sensivelmente os rendimentos domésticos e as possibilidades de consumo familiar e, simultaneamente, reduziu a dedicação às tarefas domésticas e à educação dos filhos.A mulher entrou no mundo do trabalho e no âmbito social, aproximando-se de modelos anteriormente masculinos mais de quanto o homem tenha-se envolvido com as tarefas domésticas, podendo-se notar uma menor aproximação dele aos papéis tradicionalmente femininos.A política de baixos salários pressiona a mulher para trabalhar. Sua entrada no mercado de trabalho, que nasceu de uma reivindicação de maior liberdade, responde, às vezes, à necessidade de cobrir o orçamento familiar. A discriminação de gênero mostra-se nos salários, para a mulher quase sempre mais baixos, em paridade de funções, dos que são pagos aos homens. Dessa maneira, o sistema produtivo também se beneficia das mudanças que ocorrem na família.
A família sempre foi o lugar do encontro entre diferentes gerações, a história é constituída por uma seqüência de gerações, ora prevalecendo a cooperação, ora o conflito. Nas últimas décadas, as novas gerações divergem da geração dos adultos e dos avós, quanto às metas que merecem ser perseguidas, aos valores que devem ser respeitados e aos critérios para discernir o que vale ou o que deve ser descartado. Por essas e por outras razões, as novas gerações experimentam, muitas vezes, uma distância e uma estranheza com relação aos pais e à geração mais velha em geral. Um confronto sistemático a respeito de aspectos relevantes da existência, em geral, é recusado, sendo considerado desgastante e improdutivo, enquanto costuma ser valorizado o ambiente da afetividade familiar, mesmo sem estendê-lo a uma comparação mais empenhativa. No quotidiano, prevalecem formas de acomodação prática e o diálogo é substituído por negociações pontuais.
Os vínculos de pertença, que ligam os pais aos filhos e vice-versa, tendem, nesse ambiente, a serem mais frouxos. Os pais reclamam que o mundo ao qual os filhos se referem como "superado", na realidade é por eles ignorado e descartado sem o receio de perder algo de interessante. A relativa freqüência de paternidade e maternidade precoces documenta a complexidade dessas relações. Nos últimos tempos, a imprensa noticiou atos de grave violência entre pais e filhos, chegando ao parricídio, ao matricídio e ao assassinato do filho por parte do velho pai, deixando entrever quão profunda e grave é a distância que foi construída entre as gerações. Por outro lado, às vezes, os adultos aderem à frivolidade das modas, segundo modelos de comportamento semelhantes aos da nova geração.
As lutas para a libertação da mulher promoveram a dignidade, conquistando liberdades para a condição feminina e igualdade de oportunidades com o homem, impensáveis até poucas décadas atrás. Mas, às vezes, a mulher vê aumentar os pesos e a dureza da vida diante de responsabilidades que deve administrar solitariamente. Outros exemplos podem ser dados a respeito da figura masculina, que tarda a recompor sua identidade nas novas condições socioculturais e tende a desaparecer da família. De maneira análoga, os filhos são chamados a carregar pesos de ausências, de rupturas de vínculos, às vezes excessivos para eles.
Na pós-modernidade convivem as posições mais extremadas, na busca daquela satisfação imediata, que aposta tudo no "aqui e agora", livres de referências ao passado, rigorosamente rejeitado e sem projeto claro de futuro. Os indivíduos parecem dispor de uma liberdade total, sem limites. Prosperam nestas circunstâncias as modas, com seu poder de sedução, que procuram orientar para um significado econômico mais definido os impulsos da liberdade individual, segundo os interesses do mercador a conveniência de uma opção ou de outra.
No caso da relação ocasional, não é elaborado um projeto comum de vida, aliás este é explicitamente recusado. A relação nupcial tende a acolher a totalidade das pessoas envolvidas, numa aceitação recíproca que valoriza as qualidades e convive com as limitações e com os defeitos, já conhecidos e assumidos como parte integrante do relacionamento. Refere-se a uma relação que tende à totalidade não somente num determinado momento, mas também no seu desenvolvimento ao longo do tempo. Por isso, relações de nupcialidade, lá onde podem ser reconhecidas, constituem uma companhia para a vida inteira com suas inevitáveis variações, uma companhia à tarefa de cada um e à construção da existência, resultando importante para o percurso humano de quem está envolvido. Nela o ser humano faz a experiência elementar, realística e benéfica de uma pertença que o faz crescer e que o torna protagonista da própria existência. Uma comunhão de habitação, de tarefas e de recursos concretiza uma história comum, que tem, no matrimônio e na família, a sua realização.
A relação ocasional caracteriza-se pelo exercício de uma sexualidade que não quer criar vínculos, a não ser momentâneos. Considera-se ocasional uma relação que não se torna projeto comum de vida, não está aberta à procriação, não gera algum tipo de vínculo e é parcial, na medida em que do outro interessa apenas um pormenor, por uma porção limitada de tempo. A parcialidade que ignora o outro no seu significado pessoal e o reduz a instrumento do próprio interesse, descreve o contexto no qual surgem os abusos e as violências sexuais. Estes também constituem relações ocasionais, nas quais a parcialidade do interesse pela outra pessoa alcança o limite máximo e explode em violência.
Na sociedade atual, a nupcialidade poderá ser vivida só como conseqüência da compreensão da importância que ela contém para a realização da pessoa. Não será mais um conjunto de circunstâncias biológicas, históricas e culturais que poderá induzir as pessoas a viverem a sexualidade no horizonte do amor nupcial, mas uma livre decisão, movida por uma autoconsciência capaz de escolher o que reconhece como mais adequado para proporcionar uma qualidade de vida melhor.

CONCLUSÃO
Nesse ambiente de profundas mudanças que atingem a família e que continuam a suceder-se em ritmo acelerado, os contextos familiares existentes, na pluralidade de configurações historicamente observáveis, parecem ser impelidos a uma permanente reformulação dos significados vividos, das metas propostas e dos métodos para que a convivência familiar continue sendo fonte de satisfação e de esperança quanto à utilidade dos sacrifícios enfrentados.

REFERENCIAS.
WWW.colanaweb.com.br
WWW.bibliotecavirtual.com.br