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sexta-feira, 14 de maio de 2010

XIII Olimpíada Brasileira de Astronomia

Apliquei hoje(14/05/2010-sexta-feira) a prova da OBA. Os alunos estavam bastante ansiosos e achei a prova deste ano muito mais fácil e melhor montada que a prova da Olimpíada do ano anterior. Foi muito útil pedir para lerem primeiro a prova, procurando informações que ajudassem a resolver as questões propostas. Os alunos gostaram muito da experiência e houveram aqueles mais simplistas que reduziram a prova a tão somente um exercício de matemática. A verdade é que fazendo contas com três aulas para a prova, tava fácil tirar dez.
Foi uma prova fácil e agradável. 2009 estava mais difícil.

domingo, 28 de março de 2010

Fusão Nuclear do Sol

A fusão nuclear é um tipo de reação que produz imensas quantidades de energia. Ela ocorre naturalmente no interior do Sol, gerando a energia térmica que necessitamos para sobreviver na Terra.

A cada segundo o Sol libera energia equivalente a um milhão de bombas de Hidrogênio.

No sol, onde a fusão nuclear ocorre naturalmente, os núcleos de tipos de gás hidrogênio se fundem formando o gás hélio e perde uma partícula atômica chamada nêutron, que se converte em enorme quantidade de energia.

2 átomos de Hidrogênio fundem-se em um átomo de Hélio

A temperaturas de 15.000.000 ºC (quinze milhões de graus Célcius), os núcleos de dois átomos de hidrogênio se fundem ou unem.
O intenso calor e pressão do Sol fazem com que seus átomos se choquem uns contra os outros em reações conhecidas como fusão nuclear. O núcleo de cada átomo libera energia que sentimos na forma de calor e enxergamos na forma luz.

Definição de Átomo

Todas as substâncias são formadas de pequenas partículas chamadas átomos. Para se ter uma idéia, eles são tão pequenos que uma cabeça de alfinete pode conter 60 milhões deles.


Os gregos antigos foram os primeiros a saber que a matéria é formada por tais partículas, as quais chamaram átomo, que significa indivisível. Os átomos porém são compostos de partículas menores: os prótons, os nêutrons e os elétrons. No átomo, os elétrons orbitam o núcleo, que contém prótons e nêutrons.
Elétrons são minúsculas partículas que vagueiam aleatoriamente ao redor do núcleo central do átomo, sua massa é cerca de 1840 vezes menor que a do Núcleo. Prótons e nêutrons são as partículas localizadas no interior do núcleo que contém a maior parte da massa do átomo.



O Interior do Átomo

No centro de um átomo está o seu núcleo, que apesar de pequeno, contém quase toda a massa do átomo. Os prótons e os nêutrons são as partículas nele encontradas, cada um com uma massa atômica unitária.

O Número de prótons no núcleo estabelece o número atômico do elemento químico e, o número de prótons somado ao número de nêutrons é o número de massa atômica. Os elétrons ficam fora do núcleo e tem pequena massa.

Há no máximo sete camadas em torno do núcleo e nelas estão os elétrons que orbitam o núcleo. Cada camada pode conter um número limitado de elétrons fixado em 8 elétrons por camada.

Hidrogênio – O Verdadeiro Onipotente

Tudo no universo existe por que o Hidrogênio se funde e cria novos elementos liberando uma energia astronômica no espaço.

O Hidrogênio é a forma mais simples de matéria porque seu átomo é constituído de apenas um elétron, esta simplicidade resulta no fato de que este é o elemento mais abundante em todo o universo.

As estrelas, primeiros corpos celestes, dominantes no espaço são apenas condensações desta matéria que se aglutinaram devido a sua gravidade. Possuem rotação porque os átomos da nuvem de hidrogênio rotacionam entre seu elétron e seu próton. Hoje se sabe que foi necessária uma nuvem de gás dez vezes maior que o sol para a pressão em seu núcleo iniciar a fusão do Hidrogênio em Hélio.

Este acontecimento marca o início do sistema solar, todos os corpos celestes iniciaram sua existência no mesmo tempo: 4,6 bilhões de anos.

Estrelas maiores fundem ainda seus átomos de Hélio em Lítio até o Ferro. Nosso sol apenas consegue a combustão do hélio, quando este acaba, a gravidade interna colapsa porque não há pressão interna que sustente a superfície. Este desmoronamento estelar deve acontecer em 5 bilhões de anos deixando exposto o núcleo de nossa estrela.

Os átomos, a partir do Ferro, produzido em estrelas com tamanho dez vezes maior que nosso sol, é despejado no universo quando ocorre o fim do combustível interno, liberando imensas massas do metal numa explosão chamada “supernova”. Os elementos já criados a partir da fusão nuclear destes simples elementos químicos são suficientes para formar todas as coisas que existem.

Todo o Ferro de nosso planeta, mesmo aquele que circula em nossas veias, foi, portanto criado em outra estrela que quando explodiu arremessou sua matéria em nossa região. O Hidrogênio, junto a outro gás, o Oxigênio resulta em água, matéria necessária para as formas de vida e a composição dos planetas.

O Hidrogênio, a matéria mais comum e mais básica do universo criou tudo o que existe. E não um Deus super poderoso. Não é necessário Deus, bastam Hidrogênio e gravidade para criar pressão e calor, resultando em energia e assim criar todo o universo.

Veja numa tabela periódica de Química, o Hidrogênio é o primeiro elemento, o mais leve, abundante e simples elemento da natureza. O universo visto à luz da ciência é natural, totalmente auto-regulador e auto-suficiente. Deus, se existe, seria um “extra” desnecessário, um interventor supranatural que não teria utilidade na regência cosmológica.

Toda a matéria tem em comum essa providencia atômica. Tudo no universo tem um mesmo princípio, todas as coisas são feitas de elementos químicos, fundidos ou combinados.



quarta-feira, 17 de março de 2010

Primeiro exoplaneta "normal" é descoberto por satélite com participação brasileira


Concepção artística do exoplaneta Corot-9b, do tamanho de Júpiter, em frente a estrela similar ao Sol, na constelação Serpens Cauda, distante cerca de 1.500 anos-luz da Terra

Cientistas anunciaram a descoberta de um exoplaneta com características similares às dos planetas do Sistema Solar, chamado de CoRot-9b. O planeta, que está fora de nosso Sistema Solar, está bem próximo de uma estrela como o Sol, na constelação Serpens Cauda, distante cerca de 1.500 anos-luz da Terra. O planeta foi visto pelo satélite CoRoT, que é uma parceria internacional com participação de laboratórios franceses e de mais seis países europeus e do Brasil.

De acordo com o professor Sylvio Ferraz-Mello, do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, os cálculos realizados até o momento apontam que a temperatura do CoRot-9b varia de 20 graus negativos a 150 graus positivos. “Nessas temperaturas pode até existir água no estado líquido”, avalia o pesquisador, que integra a equipe de mais de 60 cientistas que atuam no satélite.

"Ele é o primeiro exoplaneta cujas propriedades podem ser profundamente estudadas", diz Claire Moutou, outro pesquisador do grupo. CoRot-9b é do tamanho de Júpiter (que possui cerca de 300 vezes a massa da Terra) e tem a órbita parecida com a de Mercúrio.

Ferraz-Melo conta que as observações tiveram início em 2008. “Na verdade, o CoRot9-b foi descoberto há cerca de dois anos, mas somente agora é que ele foi anunciado”, conta.

As informações sobre a temperatura e a forma do novo exoplaneta foram obtidas por medidas espectrográficas feitas a partir de um observatório no Chile. O trabalho no IAG, de acordo com o professor, envolve duas frentes de estudos: o tratamento das observações feitas no Chile, que permite obter medidas espectrográficas que determinam a massa do planeta, por exemplo, e o estudo dos fenômenos das marés nos planetas, que afetam sua rotação.

“O CoRot-9b não é completamente esférico. Ele é levemente ovalado”, observa o cientista, destacando que o planeta que acaba de ser anunciado demonstra um grande potencial para futuros estudos de suas características físicas e atmosféricas.

O satélite CoRoT identificou o planeta após 150 dias de observações durante o verão de 2008. Os parâmetros do planeta foram verificados no ano passado com o IAC-80 telescópio no Observatório do Teide, em Tenerife, e com outros telescópios, enquanto que as observações com o instrumento HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher) no telescópio de 3,6 metros do ESO no Chile, medido a sua massa, e confirmou estabelecido que Corot-9b é de fato um exoplaneta.

O satélite CoRoT é um projeto internacional que envolve pesquisadores da França, Áustria, Bélgica, Brasil, Alemanha e Espanha. O Observatório Europeu Austral tem a participação de 14 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça. O anúncio da descoberta acaba de ser publicado na Revista Nature.

* Com informações da Agência USP e do Observatório Europeu do Hemisfério Sul (ESO)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Icebergs de Diamante!

Devido a pressão atmosférica muito maior nos planetas gasosos, especula-se que em Urano e Netuno o carbono tenha construído icebergs de diamante.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Closed Caption para NASA

O perfil da agência espacial americana decepciona pela falta de closed caption em vários de seus filmes.

The home observatory

Although small telescopes can easily be stored indoors and carried out to the observing site, larger instruments need a permanent observatory. Refractors above 10 cm (4 in) and reflectors above 20 cm (8 in) are strictly nonportable unless dismantled, which is not recommended.
The first requirement for a home observatory is a suitable site. A roof top should be avoided, since this will subject the telescope to an unwelcome mixture of vibration and warm air currents from the building beneath. This reduces possible sites to the garden, where you should try to find an unobstructed horizon, taking into account trees, streetlights and so on. The form that the observatory should take can fall into one of three categories: the revolving dome, the run-off shed and the run-off roof. Although difficult to construct, the revolving dome offers maximum protection against stray light and the weather. For most reflectors, a run-off shed arrangement is suitable. It offers good protection against the weather when the telescope is not in use but is very exposed during observations.

A sliding-roof observatories (left) reasonably simple to make from a garden shed. It offers good protection for the telescope but not for the observer, who is totally exposed in winter. The roof should be opened toward the north to give a clear view of southern skies, and to the south for northern skies.


A domed-roof observatory allows a view of any part of the night sky. The walls of the structure can be made from treated wood and the dome, which must be light, reasonably strong and flexible, from sheets of aluminium.

Refractors and other tall telescopes are better housed in a run-off roof observatory. The high sides of such a building will not cause too much obstruction, since the height of the telescope will ensure that only a few degrees of sky will be lost from view.

Whatever type is chosen, the construction must be rigid. A good combination of materials is wood for the walls and clear, corrugated plastic for the roof. For long life and protection of your equipment, ensure that joints are waterproof.

Your observatory will require regular, routine maintenance. All moving parts must be kept lubricated and free from rust. Any exposed wooden surfaces should also be treated at least once a year with preservative or else be kept well painted.


All exterior wooden surfaces should be treated with preservative or kept well painted. A hinged roof shutter is the simplest method of creating an observing space for the telescope.
A wall flap swings down when the telescope is in use. The concrete base and rail are hidden by the structure.

An observatory such as this should not cause too many constructional problems for a handy person. An ideal size is about 2.5 m (8 ft) square. The base is made of concrete and the structure is built on a specially made iron rail mounted on wheels, which enables it to rotate.

Inside the observatory, keep clutter to a minimum. With some Newtonian reflectors, the eyepiece is on top of the tube, so you will need observing steps. If you have electric drive, a supply of electricity will be needed, but make sure that it is properly earthed. On a convenient inside wall, a mounted star chart will afford quick reference to many naked-eye stars.


http://library.thinkquest.org/21008/data/sky/home_observatory.html

domingo, 31 de janeiro de 2010

Marte está próximo



Olhe para o céu, veja a Lua, ao lado esquerdo de nosso satélite aparecerá uma estrela laranja com brilho intenso e que não pisca. É Marte e se você tiver algum instrumento de observação poderá ver a calota polar do sul daquele planeta já que é inverno no hemisfério norte o polo sul está apontado para nós.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Sonda espacial pousa em Titan, maior lua de Saturno

Sexta-feira, 14/01/2005

A sonda espacial Huygens pousou em Titan, a maior lua de Saturno. Durante cinco horas, a sonda mandou imagens e sons que do relevo e atmosfera, podem revelar a a geologia e o clima daquele satélite.
Veja abaixo uma reportagem da época.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Distribuição de massas no sistema solar


% Massa Total

99.8000000 Sol
0.1000000 Júpiter
0.0500000 Cometas
0.0400000 Outros planetas
0.0000500 Satélites e anéis
0.0000020 Asteróides
0.0000001 Poeira cósmica

Interessante observar que o sistema solar inteiro (menos o Sol) é feito com 0,02% da massa restante e se considerarmos que Júpiter sozinho representa 0,01% sobram apenas 0,01 para todos os demais corpos.
Considerando massa em relação à massa da Terra temos:

Júpiter 317,80
Saturno 95,1
Urano 14,6
Netuno 17,2
Terra 1 (Somos o quinto planeta em massa..)

* informações do observatório nacional
http://www.on.br/site_edu_dist_2009/site/modulos/modulo_1/1-introducao/1-introducao.html (tabelas 4 e 5)

Sol em Marte


Foto do nascer do sol em marte, observe que em Marte a atmosfera reflete a luz do sol escondendo as estrelas, ao contrário do que acontece na Lua.

Nascer do Sol na Lua

Fui querer ver o nascer do Sol em outros lugares, pra ver como era.. comecei pela lua.


Como não há atmosfera na Lua, o Sol não atrapalha a observação das estrelas uma vez que não há ar para refletir os raios solares como acontece na Terra ou em Marte. Quando o sol nasce não vemos mais as estrelas.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Falha geológica lunar

Nova foto da cratera Victoria em Marte

Resolução enorme, vale a pena ver.

Encontrado sistema solar em formação

Nesta foto é possível observar "chuvas" de gases sobre o disco que formará futuros planetas.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Sonda japonesa Hinode revela superfície do Sol

Marte, pouco maior que a metade da Terra



O planeta Marte é pouco maior que nossa lua, a imagem pode ajudar a entender melhor esta questão dimensional.

Io, Jupiter's moon


Io é o corpo vulcanimente mais ativo do sistema solar, a atração de Júpiter cominada com a das outras luas ativa constantemente seus vulcões.

Mars Surface



Mapas do planeta vermelho