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quarta-feira, 24 de março de 2010

Por que Lula??? Isso faz parte da democracia.‏

Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; e que também não entende de economia; pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.

Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos [14 universidades públicas e estendeu mais de 40 campi], e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade [meio milhão de bolsas para pobres em escolas particulares].

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 291 dólares [valores de janeiro de 2010], e não quebrou a previdência como queria FHC.

Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG-Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis [maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta].

Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8 [criou o G-20].

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu;mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos) uma mulher no cargo de primeira ministra, e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC; antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir; e hoje o PAC é um amortecedor da crise.

Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre [como também na linha branca de eletrodomésticos].

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais; é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual [o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...].

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com George Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador;.. é amigo do tal John Sweeny [presidente da AFL-CIO - American Federation Labor-Central Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...]e entra na Casa Branca com credencial de negociador e fala direto com o Tio Sam lá, nos "States".

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa; é ator da [maior] mudança geopolítica das Américas [na história].

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas; faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Lula, que não entende nada de nada;.. é bem melhor que todos os outros...!

domingo, 21 de março de 2010

Brasileiros contestam origem de asteroide que extinguiu dinos

Observações feitas por astrônomos brasileiros põem em xeque uma hipótese apresentada em 2007, por pesquisadores americanos e europeus ,sobre a natureza do objeto espacial que, há 65 milhões de anos, teria desencadeado a extinção dos dinossauros.

Segundo o trabalho de 2007, publicado na revista Nature, a desintegração de um grande asteroide no cinturão de objetos que orbita o Sol entre Marte e Júpiter teria dado origem a toda uma família de rochas espaciais, a Baptistina.

Cálculos feitos pelos autores do trabalho indicaram que vários desses fragmentos teriam mergulhado em direção ao Sistema Solar interior, provocando, entre outras, a cratera de Tycho, na Lua, e a de Chicxulub, no México. O fim dos dinossauros estaria ligado ao impacto de Chicxulub.

Mas Jorge Carvano e Daniela Lazzaro, do Observatório Nacional, encontraram uma falha grave na sequência que vai de Baptistina ao México: os vestígios deixados pela grande colisão de 65 milhões de anos atrás e a composição do maior asteroide da família, o 298 Baptistina, são incompatíveis.

"Quando caiu o objeto no México, o material foi volatilizado e se espalhou pela atmosfera, depositando-se pelo planeta todo", explica Carvano. Em camadas de sedimento do subsolo, cientistas encontraram vestígios do asteroide de Chicxulub e foram capazes de determinar suas características.

"As camadas de sedimento da época do impacto são compatíveis com um tipo de meteorito, o CM2, que é um material muito antigo, e que tem algumas propriedades, como albedo, que é a quantidade de luz que reflete". Os meteoritos CM2 têm albedo baixo, o que significa que refletem pouca luz e, portanto, são muito escuros.

Já o asteroide 298 Baptistina, de acordo com as observações realizadas por Carvano e Daniela em três telescópios - dois baseados no Chile e um no Brasil - tem albedo, nas palavras do astrônomo, "muito alto". Isso indica uma composição e uma história diferentes do meteorito de Chicxulub.

A medição do brilho do asteroide não apenas quebra o suposto elo entre a família de asteroides e a extinção dos dinossauros, mas também põe em questão o resultado de todos os cálculos apresentados no trabalho de 2007, que propunha uma conexão entre Baptistina e diversos eventos do Sistema Solar. "A família tem um albedo diferente, e seria muito mais jovem do que eles dizem", explica Carvano.

Além disso, o albedo de um objeto no espaço afeta a forma como ele reage à pressão da luz do Sol e, portanto, sua trajetória.

Um artigo descrevendo as conclusões dos brasileiros deve ser publicado em breve na página na internet do periódico especializado Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ovni Nazista

Óvni Nazista

Documentário histórico mostrando a tecnologia alemã da II guerra mundial e a possível explicação aos discos voadores como máquinas de guerra nazista.

Para ver o documentário na íntegra clique aqui.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Ayrton Senna na chuva


Ayrton supera 5 adversários em uma volta, mostrando toda a sua habilidade em correr na chuva. Saudade de levantar domingo de manhã para ver estes espetáculos.

domingo, 22 de novembro de 2009

sábado, 7 de novembro de 2009

Diferenças entre Socialismo e Comunismo



A principal diferença entre o socialismo e o comunismo é a existência do Estado.

Desde o surgimento do comunismo, ideologia criada após a Revolução Russa, as palavras “socialismo” e “comunismo” passaram a ser usadas como sinônimos por todo o século XX. Na verdade, embora ambas as teorias caminhem para o mesmo objetivo, existem certas diferenças conceituais entre as duas palavras. Em síntese, podemos dizer que o socialismo é uma etapa de transição do capitalismo para o comunismo.

Socialismo é um conjunto de doutrinas que tem por fim a socialização dos meios de produção. Partindo do pressuposto de que os problemas sociais derivam das desigualdades entre os indivíduos, o sistema visa à extinção da propriedade privada. O governo investiria no cidadão desde seu nascimento, no entanto, ficaria como se fosse o “dono” daquele indivíduo, sendo o mesmo, obrigado a seguir regras rígidas e a trabalhar para todos na medida de suas possibilidades.

Nesse sentido, ainda existe a necessidade de existência do Estado para coordenar a socialização dos meios de produção e defender os interesses dos trabalhadores contra a volta do sistema capitalista.

Comunismo é um sistema de governo onde não existem classes sociais, propriedade privada, e o mais importante, não existe a figura do Estado; essa é a diferença. Em outras palavras, o socialismo é uma etapa de transição anterior ao comunismo que visa o desaparecimento do capitalismo. No comunismo, não há a necessidade de existência de um Estado em virtude do fato de que todas as decisões políticas são tomadas pela democracia operária.

Ao contrário do que muitos pensam, a etapa do comunismo nunca foi atingida por nenhum país, uma vez que não houve nenhuma sociedade onde se registrou a ausência de um Estado.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

China Tank Man

Nos 20 anos do massacre da Praça Celestial,
China tira Twitter e blogs do ar
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O Protesto na Praça da Paz Celestial em 1989, mais conhecido como Massacre da Praça da Paz Celestial, ou ainda Massacre de 4 de Junho consistiu em uma série de manifestações lideradas por estudantes na República Popular da China, que ocorreram entre os dias 15 de abril e 4 de junho de 1989, em Pequim, capital do país. Os manifestantes (em torno de cem mil) eram oriundos de diferentes grupos, desde intelectuais que acreditavam que o governo do Partido Comunista era demasiado repressivo e corrupto, a trabalhadores da cidade, que acreditavam que as reformas econômicas na China haviam sido lentas e que a inflação e o desemprego estavam dificultando suas vidas. O acontecimento que iniciou os protestos foi o falecimento de Hu Yaobang.

Os protestos consistiam em marchas (caminhadas) pacíficas nas ruas de Pequim. As estimativas das mortes civis,segundo informações da Cruz Vermelha chinesa é de 2 600. O número de feridos é estimado em torno de sete mil e dez mil. A repressão do protesto pelo governo da República Popular da China foi condenada pela comunidade internacional.

No dia 4 os protestos estudantis se intensificam muito. No dia 5 de junho, um jovem solitário e desarmado invade a Praça da Paz Celestial e anonimamente faz parar uma fileira de tanques de guerra. O fotógrafo Jeff Widener, da Associated Press, registrou o momento e a imagem ganhou os principais jornais do mundo. O rapaz, que ficou conhecido como "o rebelde desconhecido" foi eleito pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do século XX.
Sua identidade e seu paradeiro são desconhecidos até hoje.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pré-Sal



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

HOTDOG E COCA-COLA


Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Davi de Miranda
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Licenciatura Plena em Geografia (GED0611) – Geografia Econômica
01/10/09


RESUMO

Informa o dicionário eletrônico Priberam de Língua Portuguesa que por globalização se define: “2. Fenômeno ou processo mundial de integração ou partilha de informações, de culturas e de mercados.” O presente trabalho destina-se a descrever a observação das influências da globalização na sociedade.

Palavras-chave: Economia; Mundial; Mercados; Capital.


1 INTRODUÇÃO

Após a Segunda Guerra Mundial o mundo viu a construção de entidades e organizações internacionais com o objetivo de padronizar a política internacional voltada na época a dois blocos econômicos que disputavam ideologicamente a supremacia. Esta disputa ficou conhecida como “Guerra Fria” e marcou significativamente a economia global. Com o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas o bloco comunista viu muito limitado seu campo. De imediato, a nova nação chamada Rússia adotara economia relativamente aberta ao capital estrangeiro em alinhamento com a economia capitalista adotada pelos E.U.A. Este acontecimento resultou em uma “Nova Ordem Mundial” planificada e adotada em todo mundo. Significou em si a superioridade do modelo baseado na economia de mercado em detrimento da economia planificada, resultando num modelo econômico generalista e mais abrangente chamado “economia globalizada” que rapidamente absorveu a economia européia influenciando o restante do mundo agora unificado economicamente. Esta condição favoreceu uma maior presença de produtos estrangeiros e significou a consolidação de marcas que aderiram à globalização e trouxeram novos valores aos países envolvidos.

2 PRODUÇÃO GLOBAL PARA O MERCADO GLOBAL

Há quem defenda a defenda a idéia de que a mundialização global inicia-se com a circunavegação de Fernão de Magalhães em 1519, mas são as últimas décadas as que resultam em um grande padrão aberto aos capitais estrangeiros adotados pelas sociedades inseridas neste processo.
FIGURA 1 - RONALD REAGAN E MARGARET THATCHER, CASA BRANCA, 1988.
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Thatcherismo

Políticas econômicas anti protecionistas adotadas por Margaret Thatcher e Ronald Reagan permitiram uma abertura de mercado sem precedentes na história do comércio internacional, defensores do modelo liberal econômico que defende a mínima participação estatal nos rumos da economia de um país, pouca intervenção do governo no mercado de trabalho, livre circulação de capitais internacionais, abertura da economia para a entrada de multinacionais e adoção de medidas contra o protecionismo econômico.

3 MERCOSUL E ARROZ

A globalização estimulou a formação (principalmente nos anos 90) de blocos econômicos, associações regionais de livre mercado que derrubaram as barreiras protecionistas. À frente dessas organizações estão o Nafta (Acordo Norte-Americano de Livre Comércio) sob a liderança dos Estados Unidos e envolvendo Canadá e México, a UE (União Européia), tendo a economia alemã como mais forte, e o bloco do Pacífico, sob comando do Japão. Através do Gatt (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) e OMC (Organização Mundial de Comércio), a superação econômica das barreiras nacionais ganhou ada vez mais intensidade, abrindo caminhos para integrações até entre os próprios blocos econômicos regionais.

Às associações econômicas regionais, com diminuição dos protecionismos e atração de investimentos internacionais, acrescentou-se a limitação dos gastos governamentais, com a prevalência da economia de mercado e a busca de um “Estado mínimo”, redirecionando sua atuação e tamanho, com privatizações.

O arroz, alimento típico da culinária nacional, consumido popularmente pelo povo brasileiro, é basicamente de origem uruguaia e argentina. O levantamento da produção, importação e preço do arroz a partir das safras de 1995/96 até 2000/2001 do Ministério da Agricultura aponta que no período de março de 1999 a fevereiro de 2000 a Argentina e Uruguai exportaram para o Brasil 92% da nossa importação, enquanto os restantes 8% ficaram a cargo dos EUA (5%) e Vietnã (3%).

O total importado, entre arroz com e sem casca, esbramato, beneficiado e quebrado totalizou 890.779 toneladas. Quanto ao preço, durante o ano 2000, em janeiro, o produtor recebia por saca de 50Kg, R$ 13.77, em fevereiro R$ 13,10, em março R$ 12,26, em abril R$ 11,67 e em maio R$ 11,20. Todavia o saco de 50 Kg custava a esse produtor R$ 13,43. E o produto importado chegava ao Rio Grande do Sul a R$ 12,75 a 11,50.

Em 1998, o Senador do Rio Grande do Sul, Pedro Simon solidário com os arrozeiros brasileiros que, a uma semana do início do plantio, ainda enfrentavam dificuldades para conseguir crédito agrícola, suspendeu as importações do produto por considerar um absurdo que o Brasil continuasse importando arroz, quando o estado do Rio Grande do Sul produz segundo o senador gaúcho, um grão de tão boa qualidade, reclamou o parlamentar. Conforme Simon, em seu pronunciamento de 18/06/1998, o Brasil importa arroz subsidiado e de má qualidade enquanto a lavoura de arroz em seu estado é uma das mais modernas existente.

Após dois anos, em ano 2000 o ministro Paulo Costa Leite do Superior Tribunal de Justiça anulou a vigência da liminar do Senador gaúcho, Pedro Simon (PMDB-RS) que em 1998 proibia a importação do grão argentino e uruguaio. A importação é garantida pelo acordo de livre comércio do MERCOSUL, e seu impedimento estava provocando duas importantes conseqüências: a perda de credibilidade da política externa brasileira e o comprometimento da consolidação do MERCOSUL o que se revela gravemente danoso para a economia nacional.

A determinação do então presidente do STJ foi tomada após análise de pedido de suspensão de segurança encaminhado pela Advocacia Geral da União (AGU). Ao afastar os efeitos da posição adotada pelo TRF (sediado em Porto Alegre), o ministro Paulo Costa Leite entendeu que a liminar obtida pelos produtores rurais do Rio Grande do Sul acabou se constituindo num risco maior para o país porque a suspensão da importação poderia causar o desabastecimento interno de arroz além de causar prejuízos nas relações com o MERCOSUL, prejudicando os consumidores internos de arroz, visto que o Brasil, não sendo auto-suficiente na produção, importa de vários países.O Brasil é signatário de tratados internacionais cujas normas e diretrizes não podem ser desrespeitadas; - compromissos assumidos pelo Brasil em tratados internacionais não permitem a aplicação de preços mínimos de importação; - a decisão pode causar a ruptura da autonomia e da separação entre os Poderes, porque a definição da política de importação e exportação nacional é ato tipicamente administrativo e incumbe apenas ao Executivo, não cabendo ao Judiciário entrar nessa seara; - a suspensão da importação causa grave lesão à ordem e economia públicas, pois fere o Tratado de Assunção, afrontando as normas da Organização Mundial de Comércio.

3.1 PREPARO REGIONAL DO ARROZ ESTÁ DESAPARECENDO NO NORDESTE

Geovanice Galvão, pernambucana moradora de Guarulhos, São Paulo, conta uma maneira de preparar arroz que está sumindo do cotidiano em Recife, o arroz cozido e lavado, que recebe um modo de preparo semelhante ao macarrão. Atualmente os costumes de outras regiões chegam no nordeste através da TV e internet, o tempo das pessoas está muito controlado, e as pessoas fazem arroz à maneira que se faz no sul, sudeste pondo uma quantidade de água que seca totalmente no preparo. O problema é que no preparo antigo não ia óleo e o sal acaba diminuído pelo processo de lavagem, atualmente o arroz é refogado e guarda todo o sal do preparo.


4 PROBLEMAS MUNDIAIS

A industrialização da sociedade na busca da satisfação do mercado consumidor mundializado consumiu os recursos naturais do planeta e provocou grave problema de conservação do meio ambiente. Esta questão em particular promoveu o envolvimento das pessoas numa melhora das condições ambientais. Mesmo em países com baixo índice de CO2 como o Brasil a população tem buscado alternativas para o lixo como a reciclagem, economia no consumo de água e questões atmosféricas. Esta preocupação geral é justificada uma vez que a climatologia terrestre apresenta variações por toda a Terra, sem levar em conta fatores econômicos e industriais. A possibilidade de mudança do clima fez com que os habitantes racionais do planeta envolvido se engajassem numa ideologia ecológica vista na maioria dos países existentes.
Esta forma de comunicação climática levou as pessoas a se preocuparem com outro lugar além de seu espaço geográfico, preocupando-se com uma necessidade comum a toda sociedade, mas o desgaste dos recursos causado pelo consumismo acelerado não é a única preocupação globalizada, se por um lado faltam recursos, por outro sobram produtos de marcas hoje mundiais e com ele outro problema: doenças.
A obesidade nos seres humanos tem aumentado nos últimos anos em razão da forma de vida praticamente igual entre os indivíduos, regrados pelas normas das necessidades cotidianas hodiernas e pela comida “fast food” comercializada em várias partes do mundo.
O site da rede americana Mac Donald’s informa em seu site americano que está presente em 120 países, trazendo consigo a ideologia americana de capitalismo e demais marcas subseqüentes aos lanches produzidos pela marca, como a Coca Cola por exemplo. A partir da política de Margaret Thatcher de economia aberta, adota por diversos outros países posteriormente, a rede americana de lanches se expandiu por diversos países, mesmo entre aqueles que adotavam o sistema comunista.
FIGURA 2 – MAC DONALD’S NA RÚSSIA
FONTE: http://www.thingsihateaboutbackpacking.com

4.1 HISTÓRICO DA MUNDIALIZAÇÃO DO McDONALD’S

· 1988: O McDonald's abre seu primeiro restaurante num país comunista. Em Győr, na Hungria e logo depois em Belgrado, na Iugoslávia.
· 1990: Em 31 de Janeiro, o primeiro McDonald's da União Soviética abre em Moscou. Foi durante algum tempo o maior McDonald's do mundo (hoje o maior fica em Pequim). Por motivos políticos, o McDonald's Canadá foi o responsável independente, com pouco apoio da matriz norte-americana; uma parede no restaurante moscovita mostra junta a bandeira canadense e soviética. Para superar problemas de abastecimento, a empresa criou sua própria cadeia de fornecedores, inclusive fazendas da então União Soviética.
· 1991: É inaugurado o primeiro restaurante em Portugal. No Cascaishopping no dia 23 de Maio.
· 1992: Em 23 de Abril, o maior restaurante McDonald's do mundo até os dias atuais é inaugurando em Pequim, capital da China (mais de 700 assentos).
· 1994: É inaugurado o primeiro McDonald's na África. Na cidade do Cairo, Egito.
· 1996: O primeiro McDonald's indiano abre.
· 1996: O primeiro McDonald's abre na Belarus, que se torna o centésimo país a receber uma franquia. Na cerimônia de abertura, a milícia bielo-russa é acusada de uso brutal da força contra membros do público que queriam entrar no restaurante em Minsk.
· 1998: Em Portugal é aberto um restaurante no Parque das Nações, local onde se realizou a EXPO 98. A essa altura era o maior da Europa.
· 2000: Eric Schlosser publica Fast Food Nation (Nação Fast-Food), um livro que critica os restaurantes fast-food em geral, particularmente McDonald's.

5 CONCLUSÃO

Acordei, abri os olhos e procurei meus chinelos populares fabricados no Brasil e vendidos desde o ano passado na Europa. Abri meu notebook de marca americana produzido nacionalmente comprado a preço baixo conseguido pela redução de impostos que o governo federal ofereceu na forma de subsídio. Entro no servidor de E-mail, informo login e password, new message, coloco o email do professor, locado num servidor brasileiro. Anexo o arquivo agora lido e clico em send. Me levanto, tomo leite em pó de marca suíça e vacas argentinas misturado com achocolatado em pó de marca americana, produzido empresa transnacional alimentícia.
No banheiro sabonete e pasta de dente são de uma empresa anglo-holandesa que produz o sabão em pó que uso pra lavar roupa. Depois da higiene vou pro colégio num ônibus de marca estrangeira onde encontro alunos com variadas marcas estampadas em tênis e bonés, aplico atividades e depois do expediente matinal vou almoçar arroz uruguaio, feijão paulista, salada de múltiplos vegetais não nativos, bife e refrigerante americano misto de laranja e manga, esta última fruta típica da China, que justifica a embalagem com motivos orientais.
Mais um período de aulas e volto pra casa de carona com uma professora de inglês que possui carro de marca alemã, produzido no Brasil e exportado para países da América Latina e Ásia. Ao chegar, ouço música internacional um pouco, conectado à internet, ocasião em que posso conversar gratuitamente com pessoas em países distantes pra treinar diferentes idiomas utilizando um programa comum de mensagens instantâneas. Vou pra academia, onde percebo a presença de marcas ligadas ao esporte nas pessoas que ali freqüentam, depois dos exercícios volto pra casa, tomar banho num chuveiro estrangeiro, com sabonete internacionalmente conhecido, shampoo europeu para depois me enxugar numa toalha americana. Me visto e vou comer um Hot-dog com coca-cola vendido numa calçada próxima à minha casa.
Durante o preparo daquela que será minha janta, vou tomando refrigerante e vou pensando no que escrever na conclusão do trabalho da empresa de outro estado na qual estudo. De repente percebo a internacionalidade do meu lanche comprado por dois reais: o pão trazido por imigrantes italianos que acabou substituindo a tapioca no café da manhã do Brasil, a maionese, um creme gorduroso e calórico francês, a mostarda, um condimento árabe, catchup que vem dos E.U.A., purê de batata à moda britânica, salsicha criada na Alemanha e milho dos países andinos.
Percebi através do lanche que a globalização surgiu para atender ao capitalismo principalmente nos países desenvolvidos de modo que os mesmos pudessem buscar novos mercados, tendo em vista que o consumo interno se encontrava saturado e pode ser encarada como uma fase posterior do capitalismo. Com o declínio do socialismo, o sistema capitalista se tornou predominante no mundo. A conseqüente consolidação do capitalismo iniciou a era da globalização, principalmente, econômica e comercial. O processo de globalização estreitou as relações comerciais entre os países e as empresas. As multinacionais ou transnacionais contribuíram para a efetivação do processo de globalização, tendo em vista que essas empresas desenvolvem atividades em diferentes territórios, por isso meu lanche saiu economicamente viável, embora as marcas sejam estrangeiras a fabricação é nacional, marcas como Coca-Cola, Sadia, Hellmann’s, Arisco satisfazem o mercado interno brasileiro reduzindo custos de importação.
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6 REFERÊNCIAS

SUAPESQUISA. neoliberalismo. Disponível em: http://www.suapesquisa.com/geografia/neoliberalismo.htm. Acessado em 04/10/09
HAVAIANAS. História das Havaianas. Disponível em http://www.havaianas.com.br/#/history. Acessado em 04/10/09
WIKIPEDIA. McDonalds. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/McDonald%27s. Acessado em 04/10/09
MACDONALDS. MacDonalds Russia. Disponível em http://www.mcdonalds.com/countries/russia.html. Acessado em 04/10/09
PRIBERAM. Globalização. Disponível em http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=globalização. Acessado em 04/10/09
UNILEVER. Sobre a Unilever. Disponível em http://www.unilever.com.br/aboutus/. Acessado em 04/10/09
DIREITO2. Presidente do STJ libera importação de arroz. Disponível em http://www.direito2.com.br/stj/2000/jun/8/presidente_do_stj_libera_importacao_de_arroz_do_mercosul. Acessado em 04/10/09
DIREITO2. Simon critica importação de arroz. Disponível em http://www.direito2.com.br/asen/1998/set/18/simon-critica-importaao-de-arroz-pelo-brasil. acessado em 04/10/09
Pronunciamento do Senador Pedro Simon (PMDB-RS) de 18/06/1998. Disponível em http://www.senado.gov.br/sf/atividade/pronunciamento/detTexto.asp?t=229198. Acessado em 04/10/09

domingo, 4 de outubro de 2009

História da Educação

O ENSINO DURANTE O RENASCIMENTO EUROPEU


Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Sidnei S. Taveira

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Geografia a Distância (GED0611) – História da Educação
07/03/2008


RESUMO

Este trabalho busca expor as evoluções pelas quais sofreu o ensino durante este período (séculos XV, XVI e XVII) de transição do pensamento medieval para o pensamento moderno no velho continente e o desenvolvimento de uma nova estrutura de educação européia chamada “Renascimento” por alguns historiadores.
Este “Paper” é baseado em pesquisas sobre esta nova concepção educativa humanista e objeta mostrar a evolução do pensamento crítico e humanista na sociedade européia daquela época estabelecendo comparações com o ensino medieval e expondo as metodologias criadas neste contexto que serviram de apoio ao pensamento moderno e contemporâneo.

Palavras-chave: Renascimento; Educação; Europa, Séc. XV, XVI e XVII.


1 INTRODUÇÃO


O Renascimento Cultural manifestou-se primeiro na Península Itálica, tendo como principais centros as cidades de Milão, Gênova, Veneza, Florença e Roma, de onde se difundiu para todos os países da Europa Ocidental. Porém, o movimento apresentou maior expressão na Itália.
Além de atingir a Filosofia, as Artes e as Ciências, o Renascimento fez parte de uma ampla gama de transformações culturais, sociais, econômicas, políticas e religiosas que caracterizam a transição do Feudalismo para o Capitalismo. Nesse sentido, o Renascimento pode ser entendido como um elemento de ruptura, no plano cultural, com a estrutura medieval.

2 NOVAS IDÉIAS

Nos séculos anteriores o conceito estático do homem prevaleceu numa sociedade onde as potencialidades eram limitadas tanto na vida social como na individual. A ideologia cristã medieval apresentava limites concretos: o pecado original e o Juízo Final.
Com o Renascimento surge um conceito dinâmico do homem. O homem passou a ter controle sobre a sua própria história. A relação entre indivíduo e a realidade objetiva na qual ele está inserido se entrelaçam; o passado, o presente e o futuro transformam-se em criações humanas. O tempo e o espaço se humanizam e o infinito transforma-se numa realidade social. O Renascimento estende-se por todos os aspectos da sociedade sejam eles, políticos, econômicos, culturais, sociais, artísticos, envolvendo a vida de todos, influenciando nas maneiras de pensar, nas práticas morais, nos ideais éticos, religiosos, na ciência. Estes aspectos aparecem ligados e num mesmo período, afetando as estruturas básicas da sociedade e provocando alterações desta estrutura social e econômica.
O movimento renascentista é contemporâneo entre dois sistemas sociais e econômicos mais estáveis da época; por um lado o feudalismo e por outro a burguesia, o que em alguns locais, promoveu uma revolução social e econômica isto por que o desenvolvimento do conceito renascentista do homem permite que este se desenvolva e destrua a relação tradicional entre o indivíduo e a comunidade, dissolvendo os elos naturais que ligava o homem à sua situação social e ao seu lugar previamente definido na sociedade, abalando toda a estrutura social existente. O homem passa de agente passivo do processo histórico, à agente ativo da construção do processo. O indivíduo torna-se capaz de aprender a sua própria história como um processo e de conceber de maneira científica a natureza com a qual forma verdadeiramente o todo, o que lhe permite dominá-la na prática. Com o desenvolvimento das forças de produção burguesas, a estrutura social e o indivíduo nela inserido se tornaram dinâmicos. O novo modo de comportamento e a nova maneira de viver em evolução produziram sua própria ideologia, encontrando os elementos desta, parte na antiguidade e parte em certas tendências do cristianismo.

2.2 A RENOVAÇÃO DAS ANTIGAS ESCOLAS FILOSÓFICAS

Uma das manifestações características da Renascença é o renovamento das antigas escolas filosóficas, clássicas, gregas. Na Idade Média o pensamento clássico foi bem conhecido e valorizado. No entanto, tal conhecimento e valorização diziam respeito aos maiores filósofos gregos, em especial a Aristóteles.

Na Renascença, ao contrário, volta-se à sancta antiquitas, em oposição ao espírito cristão. E valorizam-se as antigas escolas filosóficas, realçando-lhes o conteúdo de humanidade, presente em todas elas, não obstante a variedade de suas orientações. Naturalmente não são, nem podiam ser, as escolas filosóficas clássicas em sua espontaneidade original, pois, entre a classicidade e a Renascença, medeiam quinze séculos, profundamente influenciados pela mensagem cristã. E, após o aparecimento da Cruz, já não é mais possível o retorno à serenidade clássica de Aristóteles ou ao ascetismo imanentista dos estóicos.

Na Renascença são representadas, mais ou menos, todas as escolas filosóficas antigas: o platonismo, o aristotelismo, o estoicismo, o epicurismo, o ceticismo e o ecletismo. Especialmente as duas primeiras e, entre estas, precipuamente a primeira. O aristotelismo da Renascença exclui, naturalmente, a interpretação de Aristóteles dada por Tomás de Aquino, e sustenta ou a interpretação naturalista de Alexandre de Afrodísia, ou a panteísta de Averroés. O platonismo é, mais propriamente, neoplatonismo: já porque assim se tinha fixado na antigüidade e neste sentido influenciara toda a Idade Média (pseudo Dionísio Areopagita, Scoto Erígena, Mestre Eckart); já porque a sua fundamental concepção panteísta e o seu potenciamento do espírito humano podiam melhor corresponder ao imanentismo e humanismo da Renascença.

O Platonismo
O ídolo da Renascença é Platão: artista e dialético, teórico do amor e da beleza, iniciador da ciência matemática da natureza. Em 1404 Leonardo Bruni aretino (1369-1440) publicava a primeira tradução parcial de Platão, iniciando, destarte, a renascença platônica. Em 1429 o camaldulense frei Ambrósio Traversari, de volta de Constantinopla, levava para a Itália o conjunto completo dos escritos platônicos.

Entretanto foi o Concílio de Florença (1439) que deu um impulso decisivo aos estudos platônicos na Itália bem como aos estudos aristotélicos e dos filósofos clássicos, em geral. Esse Concílio foi convocado para a união da igreja grega com a igreja latina, e chamou para a Itália vários doutores orientais, conhecedores profundos de Platão. Outros vieram pouco depois, devido à queda de Constantinopla (1453) em mãos dos turcos. Famoso é Jorge Gemistos Pleton (1355-1450), autor da obra Sobre a Diferença da Filosofia Platônica e Aristotélica, que, realmente, é uma polêmica antiaristotélica.

Esse escrito provocou uma resposta violenta ao aristotélico Jorge de Trebizonda (Comparatio Platonis et Aristotelis). Este filósofo - apelando também para Tomás de Aquino - sustenta a superioridade de Aristóteles sobre Platão pelo seu espírito científico, pela sua doutrina em torno de Deus e da alma, e pela conseqüente possibilidade de concordar a sua filosofia com o cristianismo.

Da parte platônica, replicou contra Jorge de Trebizonda o seu concidadão Basílio Bessarione (1403-1472) com o escrito In calumniatorem Platonis. Bessarione, eminente prelado da igreja oriental, veio para a Itália com o séqüito do imperador João VII Paleólogo, para tratar da unificação da igreja grega com a igreja latina. Foi feito cardeal pelo Papa Eugênio IV e permaneceu na Itália, cooperando eficazmente para o incremento do ressuscitado helenismo.

Depois desse platonismo de importação oriental, na Segunda metade do século XV surge e firma-se um platonismo italiano. O centro foi precisamente Florença, onde foi celebrado o famoso Concílio. Seu principal representante foi Marsílio Ficino, animador da célebre academia platônica florentina. Esta academia nasceu graças a um cenáculo de literatos, artistas e pensadores, amigos da casa De Médicis. Fizeram parte deste cenáculo Poliziano, Pulci, João Pico della Mirandola e o próprio Lourenço, o Magnífico.

Marcílio Ficino nasceu em 1433 em Figline Valdarno. Protegido por Cosme De Médices, que o presenteou com uma Quinta, onde teve sua sede a academia platônica, pode consagrar toda a sua vida aos prediletos estudos filosóficos. Em 1473 foi ordenado padre e a sua vida foi muito austera no meio de Florença do século XV. Faleceu em 1499.

Sua atividade principal foi traduzir. Traduziu elegantemente, para o latim, Platão (1477) e Plotino (1485), além de outros neoplatônicos. Expôs o seu pensamento em uma grande obra (Theologia platonica de immortalitate animorum - 1491), em que procura concordar o platonismo, de que era entusiasta, com o cristianismo, em que acreditava seriamente. Entretanto não foi um metafísico, mas um eclético e suas finalidades eram morais. Sua idéia animadora é a exaltação do homem como microcosmo, síntese do universo: conceito antigo, neoplatônico, mas que teve no humanismo do Renascimento um valor e um significado particulares. Outra idéia sua inspiradora é o conceito de uma continuidade do desenvolvimento religioso, que vai desde os antigos sábios e filósofos - Zoroastro, Orfeu, Pitágoras, Platão - até o cristianismo: expressão do universalismo religioso da Renascença.

Depois de Marsílio Ficino, o mais famoso platônico pode ser considerado João Pico della Mirandolla (1463-1494), autor de De dignitate hominis, que professa verdadeiramente um ecletismo baseado no platonismo e no cabalismo. Dotado da mais vasta e heterogênea cultura, após várias peregrinações, estabeleceu-se em Florença junto de Lourenço, o Magnífico. Aí entrou em contato com Marsílio Ficino, que influiu no seu temperamento exuberante e passional, equilibrando-o filosófica e religiosamente. "Blasonava de poder disputar de omni rescibili - escreve Franca - e foi tido por seus contemporâneos como um prodígio de memória. Aos 18 anos sabia 22 línguas"!

O Aristotelismo
Não é sempre fácil distinguir o aristotelismo do platonismo da Renascença, porquanto, freqüentemente, aparecem confusos no sincretismo neoplatônico, que é a tendência especulativa dominante na época. Também o aristotelismo, como o platonismo, teve impulso, graças aos sábios gregos vindos para a Itália, tradutores de Aristóteles e dos seus comentadores, entre os quais lembramos, no século XV, Teodoro de Gaza e o já mencionado Jorge de Trebizonda.

Como já foi dito, o aristotelismo da Renascença se distingue em duas correntes principais: a naturalista inspirando-se em Alexandre Afrodísio, e a panteísta-neoplatônica, inspirando-se em Averroés, ambas contrárias à interpretação tomista-cristã. Prevalece a escola alexandrina, cujo imanentismo naturalista é mais conforme ao espírito do Renascimento. A escola averroísta, entretanto, considerando o intelecto humano como sendo a atividade de uma essência transcendente e divina, contrasta o humanismo imanentista da mesma Renascença.

O mais famoso entre esses novos aristotélicos é Pedro Pomponazzi , alexandrista, nascido em Mântua em 1462, professor de filosofia nas universidades de Pádua, Ferrara e Bolonha, onde faleceu em 1525. É célebre o seu opúsculo Sobre a Imortalidade da Alma, publicado em Bolonha em 1516. Neste opúsculo conclui em favor da mortalidade da alma, sustentando que esta realiza o seu fim último na vida terrena. Para conciliar, pois, esse seu racionalismo com a religião cristã, recorre a certas distinções que relembram a velha teoria averroísta das duas verdades: a religião é, no fundo, justificada como sendo a filosofia do vulgo, para finalidade prática e pedagógica.

Respondiam a Pomponazzi, Nifo (averroísta) e Contarini (tomista) com dois ensaios tendo o mesmo título (Sobre a Imortalidade da Alma); e Pomponazzi replica como uma Apologia (contra Contarini) e com um Defensorium (contra Nifo). Nem a morte pôs termo àquela polêmica.

O aristotelismo teve, na Renascença, uma fortuna especial no campo da estética, da poética, em torno de que se disputou longa e fervidamente, em especial por parte dos literatos. Parte-se da Poética de Aristóteles, cuja primeira tradução remonta ao ano de 1498, por obra de Jorge Valla. Aristóteles sustentara ser a arte - bem como a história - uma imitação da realidade. Entretanto, a arte é superior à história, porquanto tem como objeto o universal, o necessário, a essência das coisas; ao passo que a história tem como objeto o particular, o contingente, o acidental. Em torno deste tema se travam as disputas mais variadas.


O Estoicismo
O espírito autônomo da Renascença devia provar viva simpatia para o sábio estóico, impassível, dominador das coisas e dos eventos. O estoicismo não foi apenas objeto de admiração cultural, literária, mas tornou-se ideal de vida moral em lugar do cristianismo, escola de energia e de conforto.

O estoicismo da Renascença, porém, é preso pela ação, diversamente do estoicismo clássico, negador da ação, considerada causa de perturbação. O estoicismo renascentista enaltece o homem, a vida, o mundo, contra a concepção transcendente e ascética cristã. Seja como for, a moral estóica, mais ou menos ajustada ao cristianismo, desfrutou de grande favor junto dos filósofos das mais diferentes tendências nos séculos XVI e XVII. O estóico mais notável da Renascença foi o belga Justo Lípsio (1547-1606), professor em Lovaina, autor de De Constantia, e de Manuductio ad stoicam philosophiam.

O Epicurismo
O epicurismo, melhor do que o estoicismo, condizia com o espírito humanista, imanentista e mundano da Renascença, em especial na vida gozadora e requintada, voluptuosa e artística da cortes esplêndidas da época, e também na literatura e no pensamento. João Boccaccio, autor do Decamerone, em o século XIV, e Lourenço, o Magnífico, no século XV, são duas expressões práticas desse espírito epicurista.

O expoente mais notável dessa tendência epicurista é Lourenço Valla (1407-1459), autor do famoso livro De voluptate ac de vero bono, onde o autor compara a moral estóica e a epicurista, simpatizando, naturalmente, com esta última. Quanto à vida futura, Valla oscila entre a sua negação e uma representação no sentido hedonista, e tente, uma certa conciliação entre epicurismo e cristianismo; mas fica decididamente hostil ao ascetismo, quer cristão, quer estóico.

O Ceticismo
Também o ceticismo da Renascença foi inspirado pelo ceticismo clássico. E também este novo ceticismo renascentista surgiu mais por fins práticos do que por motivos teoréticos. Os motivos mais específicos que deram origem ao ceticismo da Renascença foram: a sede do individual, da concretidade; a paixão pela observação detalhada própria do pensamento moderno em geral, em oposição ao pensamento antigo e medieval, voltados para o universo e o abstrato; a variedade e o contraste das diversas escolas e tradições (filosóficas e religiosas); a mentalidade literária da época, apaixonada pela estética, e incapaz de levantar grandes construções sistemáticas; a religiosidade persistente, que julgava salvar a fé deprimindo a razão, tendo esta atacado, freqüente e violentamente, a religião; o contraste entre a exigência religiosa e o paganismo da vida que surgia de novo. O ceticismo da Renascença tem seus maiores expoentes fora da Itália, e o maior é Montaigne.

Miguel de Montaigne (1533-1592), francês, é o autor dos famosos Essais: "Que sais-je"? O seu interesse é voltado para o estudo do eu, não como substância espiritual, e sim como caráter, centro unitário das mais variadas experiências humanas. Tudo o mais lhe parece incerto: os sentidos enganam-nos, a razão perde-se num labirinto infindo, a moral varia conforme os tempos e os lugares. Daí a necessidade da fé, mas de uma fé em que Deus serve ao homem. Este - como já pensavam os céticos antigos - atinge a paz abandonando-se à diretriz da natureza. O que especialmente emerge em Montaigne é o individualismo da Renascença.

3 NOVAS ESCOLAS E NOVAS MATÉRIAS


Por volta de 1150, são fundadas as primeiras universidades medievais – Bolonha (1088), Paris (1150) e Oxford (1167) — em 1500 já seriam mais de setenta. Esse foi efetivamente o ponto de partida para o modelo actual de universidade. Algumas dessas instituições recebiam da Igreja ou de Reis o título de Studium Generale; e eram consideradas os locais de ensino mais prestigiados da Europa, seus acadêmicos eram encorajados a partilhar documentos e dar cursos em outros institutos por todo o continente.

Tratando-se não apenas de instituições de ensino, as universidades medievais eram também locais de pesquisa e produção do saber, além de focos de vigorosos debates e muitas polêmicas. Isso também ficou claro nas crises em que estas instituições estiveram envolvidas e pelas intervenções que sofreram do poder real e eclesiástico. A filosofia natural estudada nas faculdades de Arte dessas instituições tratava do estudo objetivo da natureza e do universo físico. Esse era um campo independente e separado da teologia; entendido como uma área de estudo essencial em si mesma, bem como um fundamento para a obtenção de outros saberes.

Outro fator importante para o florescimento intelectual do período foi a atividade cultural das novas ordens mendicantes: especialmente os Dominicanos e os Franciscanos. Ao contrário de ordens monásticas, voltadas para a vida contemplativa nos mosteiros, essas novas ordens eram dedicadas à convivência no mundo leigo e procuravam defender a fé cristã pela pregação e pelo uso da razão. A integração dessas ordens nas universidades medievais proporcionava a infra-estrutura necessária para a existência de comunidades científicas e iria gerar muitos frutos para o estudo da natureza, especialmente com a famosa escola Franciscana de Oxford.

O influxo de textos gregos, as ordens mendicantes e a multiplicação das universidades iriam agir conjuntamente nesse novo mundo que se alimentava do turbilhão das cidades em crescimento. Em 1200 já havia traduções latinas razoavelmente precisas dos principais trabalhos dos autores antigos mais cruciais para a filosofia: Aristóteles, Platão, Euclides, Ptolomeu, Arquimedes e Galeno. Nessa altura a filosofia natural (e.g. ciência) contida nesses textos começou a ser trabalhada e desenvolvida por intelectuais notáveis do escolasticismo. Alguns dos nomes mais importantes do período são: Robert Grosseteste, Roger Bacon, Alberto Magno, Tomás de Aquino, Duns Scot, William de Ockham, Jean Buridan e Nicole d'Oresme. Eles geraram novas tendências para uma abordagem mais concreta e empírica da natureza, representando um prelúdio do pensamento moderno.


3.1 EDUCAÇÃO FÍSICA

O interesse pelas civilizações antigas, durante o Renascimento, levou a redescoberta dos exercícios físicos, que tiveram tão importante papel na mais evoluída até então, de todas as culturas, a grega.
As escolas do Renascimento fizeram da Educação Física uma parte importante do sistema educacional então vigorante e incluíram em seus programas de atividades os exercícios de equitação, corridas pedestres, salto, esgrima, diversos jogos com bolo e outras modalidades esportivas, praticadas todos os dias pelos alunos, ao ar livre e sem limitação do tempo.
Nele existe, portanto, uma demanda e também uma oferta de moeda – através do Banco Central – , que juntas determinam uma taxa de juros. Aqui, a igualdade entre a oferta e a demanda de moeda é dá a condição de equilíbrio no mercado monetário. E é ele que impõem, além da taxa de juros, o estoque de moeda.

4.0 JOÃO AMOS COMENIUS (1592-1670)

Comenius foi o criador da Didática Moderna e um dos maiores educadores do século XVII; já no século 17, ele concebeu uma teoria humanista e espiritualista da formação do homem que resultou em propostas pedagógicas hoje consagradas ou tidas como muito avançadas. Entre essas idéias estavam : o respeito ao estágio de desenvolvimento da criança no processo de aprendizagem, a construção do conhecimento através da experiência, da observação e da ação e uma educação sem punição mas com diálogo, exemplo e ambiente adequado. Comenius pregava ainda a necessidade da interdisciplinaridade, da afetividade do educador e de um ambiente escolar arejado, bonito, com espaço livre e ecológico. Estão ainda entre as ações propostas pelo educador checo: coerência de propósitos educacionais entre família e escola, desenvolvimento do raciocínio lógico e do espírito científico e a formação do homem religioso, social, político, racional, afetivo e moral.

Comenius defendia a idéia de que a aprendizagem se iniciava pelos sentidos pois as impressões sensoriais obtidas através da experiência com objetos seriam internalizadas e, mais tarde, interpretadas pela razão. Seu método didático constituiu-se basicamente de três elementos: compreensão, retenção e práticas. Através delas se pode chegar a três qualidades fundamentais: erudição, virtude e religião, a quais correspondem três faculdades que é preciso adquirir: intelecto, vontade e memória.
O método deve seguir os seguintes momentos:
tudo o que se deve saber deve ser ensinado;
qualquer coisa que se ensine deverá ser ensinada em sua aplicação prática, no seu uso definido;
deve ensinar-se de maneira direta e clara;
ensinar a verdadeira natureza das coisas, partindo de suas causas;
explicar primeiro os princípios gerais;
ensinar as coisas em seu devido tempo;
não abandonar nenhum assunto até sua perfeita compreensão;
dar a devida importância às diferenças que existem entre as coisas.


5 CONCLUSÃO

O Renascimento foi uma nova visão de mundo estimulada pela burguesia em ascensão. Suas principais características eram o racionalismo (em oposição à fé), o antropocentrismo (em oposição ao teocentrismo) e o individualismo (em oposição ao coletivismo cristão). O Humanismo foi um movimento intelectual que pregava a pesquisa, a crítica e a observação, em oposição ao princípio da autoridade. O Renascimento e o Humanismo nasceram na Itália, em função da riqueza das cidades italianas, da presença de sábios bizantinos, da herança clássica da Antiga Roma e da difusão do mecenato. A invenção da Imprensa contribuiu muito para a divulgação de novas idéias.

6 REFERÊNCIAS

BRASILESCOLA. Renascimento. Disponível em 07/03/2008 em:
http://www.brasilescola.com/historiag/renascimento.htm

CENTRO DE REFERÊNCIA EDUCACIONAL. Comenius. Disponível em 07/03/2008 em:
http://www.centrorefeducacional.com.br/comenius.htm

Greggersen, Gabriele. A Educação no Renascimento. Disponível em 07/03/2008 em:
http://209.85.165.104/search?q=cache:8yRS_qRzT3oJ:www.ftsa.edu.br/downloads/didatica.pdf+gabriele+greggersen+renascimento&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1

MEDICINE-AND-HEALTH. Exercícios Físicos - Ginástica. Disponível em 07/03/2008 em:
http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/1724603-exerc%C3%ADcios-f%C3%ADsicos-gin%C3%A1stica/


MUNDODOSFILÓSOFOS. Renascença. Disponível em 07/03/2008 em:
http://www.mundodosfilosofos.com.br/renascenca.htm

WIKIPÉDIA. Renascimento no Século XII. Disponível em 07/03/2008 em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento_do_S%C3%A9culo_XII

História da Educação I

OS DESAFIOS DA CIÊNCIA

Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Sidnei Schleifer Taveira
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Geografia / licenciatura (GED 0611) História da Educação
06/03/08



RESUMO
O texto objetiva apresentar um panorama do movimento cultural e científico conhecido como Renascimento; abordando a educação deste período.

Palavras-chave: Educação no Renascimento; humanismo.

1 INTRODUÇÃO

O Renascimento cultural na Europa Ocidental é considerado elemento fundador e diferenciador do início dos tempos modernos. As transformações no aspecto cultural vividas pelos renascentistas trouxeram um novo posicionamento humano frente às mudanças de caráter sócio econômicas da época. Assim, a educação no período passou a corresponder as mudanças no plano cultural, desvalorizando as concepções predominantes do ensino Medieval e, apresentando uma nova pedagogia.

2 A Educação no Renascimento

O Renascimento Cultural iniciado nas cidades mercantis da Itália ocorreu sobretudo, pelo desenvolvimento do comércio que floresceu nestas regiões do Mediterrâneo, em contato com as rotas comerciais do Oriente. A burguesia enquanto elemento dinamizador deste movimento, foi a principal responsável por patrocinar a produção artística da época. Interessada enquanto classe em defender uma visão de mundo centrada no homem, diferentemente da nobreza que valorizava os ideais cavaleirescos, a vida nas cortes e a visão teológica do mundo. Para a burguesia em ascensão não interessava mais a sociedade estamental das três ordens, típicas da visão de mundo medieval e defendida pela Igreja Católica. A ética que passa a nortear o pensamento renascentista funda-se no individualismo, na capacidade humana de traçar seu próprio destino, não dependendo mais da roda da fortuna.
O pensamento renascentista caracterizou-se por redimensionar o homem no centro do universo, (antropocentrismo), pela busca de explicações racionais de todas as coisas. É neste sentido que as artes e a filosofia expressadas neste momento trazem a tona o pensamento clássico Grego e Romano “O Homem é a medida de todas as coisas das que são enquanto são e das que não são enquanto não são” (Heráclito de Éfeso). Também percebe-se neste período a retomada dos estudos filosóficos de Platão, já que o Aristotelismo tinha sido a base do pensamento da Patrística Medieval. Os pensadores ou filósofos Renascentistas, como Picco de La Mirandola, que escreveu 900 teses querendo demonstrar a superioridade humana em relação aos anjos, ou no mínimo que o homem não deve se considerar posto em uma hierarquia onde anjos são superiores. É o antropocentrismo lutando contra o pensamento medieval.
É ainda no plano científico que os renacentistas estão focados em desmitificar as concepções em vigor. Francis Bacon, na Inglaterra, Galileu Galilei, Descartes, Nicolau Copérnico, foram exemplos de pessoas que trouxeram uma nova metodologia à ciência, fundando uma perspectiva científica baseada na observação e sistematização dos resultados observados, a ciência moderna. No campo educacional estas transformações passam a serem realizadas dentro das Universidades Européias, onde o estudo do trivium medieval (gramática, retórica e lógica), cedem espaço para o florescimento de novos, ou nascentes campos do saber.
O pensamento pedagógico Renascentista influenciou diretamente a educação através da teoria heliocêntrica, defendida por Copérnico (1473 - 1543), contrapondo um fundamento defendido pela Igreja Católica e invertendo humanamente a ordem do Universo. As grandes navegações do séc. XIV, que deram origem ao capitalismo comercial foram responsáveis, através do contato com outras civilizações até então desconhecidas, como os Astecas e Maias da Mesoamérica, pelo desenvolvimento dos conhecimentos antropológicos. Surgia face ao homem europeu o embate direto com culturas completamente diversas, o outro. As aventuras do Alemão Hans Staden entre os Tupinambás do Brasil tiveram ampla circulação nas cortes da Europa, difundindo modos de vida (antropologia). Não devemos deixar de mencionar a invenção da imprensa por Gutemberg, facilitando a impressão das idéias que passaram a circular numa velocidade então desconhecida. A educação Renascentista visava a formação do homem burguês, valorizando a razão humana como elemento capaz de transformar.


3 CONCLUSÃO
O Renascimento entendido como movimento cultural e científico na Europa Ocidental, teve profundas repercussões na Educação praticada no período. A Visão teológica predominante da Idade Média, passa a partir de entã6 a ceder es


4 REFERENCIAS

Conhecimento científico . Disponível em : http://pt.wikipedia.org/wiki/Conhecimento_cientifico. Acesso em 30 jan. 2008.