English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

HOTDOG E COCA-COLA


Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Davi de Miranda
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Licenciatura Plena em Geografia (GED0611) – Geografia Econômica
01/10/09


RESUMO

Informa o dicionário eletrônico Priberam de Língua Portuguesa que por globalização se define: “2. Fenômeno ou processo mundial de integração ou partilha de informações, de culturas e de mercados.” O presente trabalho destina-se a descrever a observação das influências da globalização na sociedade.

Palavras-chave: Economia; Mundial; Mercados; Capital.


1 INTRODUÇÃO

Após a Segunda Guerra Mundial o mundo viu a construção de entidades e organizações internacionais com o objetivo de padronizar a política internacional voltada na época a dois blocos econômicos que disputavam ideologicamente a supremacia. Esta disputa ficou conhecida como “Guerra Fria” e marcou significativamente a economia global. Com o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas o bloco comunista viu muito limitado seu campo. De imediato, a nova nação chamada Rússia adotara economia relativamente aberta ao capital estrangeiro em alinhamento com a economia capitalista adotada pelos E.U.A. Este acontecimento resultou em uma “Nova Ordem Mundial” planificada e adotada em todo mundo. Significou em si a superioridade do modelo baseado na economia de mercado em detrimento da economia planificada, resultando num modelo econômico generalista e mais abrangente chamado “economia globalizada” que rapidamente absorveu a economia européia influenciando o restante do mundo agora unificado economicamente. Esta condição favoreceu uma maior presença de produtos estrangeiros e significou a consolidação de marcas que aderiram à globalização e trouxeram novos valores aos países envolvidos.

2 PRODUÇÃO GLOBAL PARA O MERCADO GLOBAL

Há quem defenda a defenda a idéia de que a mundialização global inicia-se com a circunavegação de Fernão de Magalhães em 1519, mas são as últimas décadas as que resultam em um grande padrão aberto aos capitais estrangeiros adotados pelas sociedades inseridas neste processo.
FIGURA 1 - RONALD REAGAN E MARGARET THATCHER, CASA BRANCA, 1988.
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Thatcherismo

Políticas econômicas anti protecionistas adotadas por Margaret Thatcher e Ronald Reagan permitiram uma abertura de mercado sem precedentes na história do comércio internacional, defensores do modelo liberal econômico que defende a mínima participação estatal nos rumos da economia de um país, pouca intervenção do governo no mercado de trabalho, livre circulação de capitais internacionais, abertura da economia para a entrada de multinacionais e adoção de medidas contra o protecionismo econômico.

3 MERCOSUL E ARROZ

A globalização estimulou a formação (principalmente nos anos 90) de blocos econômicos, associações regionais de livre mercado que derrubaram as barreiras protecionistas. À frente dessas organizações estão o Nafta (Acordo Norte-Americano de Livre Comércio) sob a liderança dos Estados Unidos e envolvendo Canadá e México, a UE (União Européia), tendo a economia alemã como mais forte, e o bloco do Pacífico, sob comando do Japão. Através do Gatt (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) e OMC (Organização Mundial de Comércio), a superação econômica das barreiras nacionais ganhou ada vez mais intensidade, abrindo caminhos para integrações até entre os próprios blocos econômicos regionais.

Às associações econômicas regionais, com diminuição dos protecionismos e atração de investimentos internacionais, acrescentou-se a limitação dos gastos governamentais, com a prevalência da economia de mercado e a busca de um “Estado mínimo”, redirecionando sua atuação e tamanho, com privatizações.

O arroz, alimento típico da culinária nacional, consumido popularmente pelo povo brasileiro, é basicamente de origem uruguaia e argentina. O levantamento da produção, importação e preço do arroz a partir das safras de 1995/96 até 2000/2001 do Ministério da Agricultura aponta que no período de março de 1999 a fevereiro de 2000 a Argentina e Uruguai exportaram para o Brasil 92% da nossa importação, enquanto os restantes 8% ficaram a cargo dos EUA (5%) e Vietnã (3%).

O total importado, entre arroz com e sem casca, esbramato, beneficiado e quebrado totalizou 890.779 toneladas. Quanto ao preço, durante o ano 2000, em janeiro, o produtor recebia por saca de 50Kg, R$ 13.77, em fevereiro R$ 13,10, em março R$ 12,26, em abril R$ 11,67 e em maio R$ 11,20. Todavia o saco de 50 Kg custava a esse produtor R$ 13,43. E o produto importado chegava ao Rio Grande do Sul a R$ 12,75 a 11,50.

Em 1998, o Senador do Rio Grande do Sul, Pedro Simon solidário com os arrozeiros brasileiros que, a uma semana do início do plantio, ainda enfrentavam dificuldades para conseguir crédito agrícola, suspendeu as importações do produto por considerar um absurdo que o Brasil continuasse importando arroz, quando o estado do Rio Grande do Sul produz segundo o senador gaúcho, um grão de tão boa qualidade, reclamou o parlamentar. Conforme Simon, em seu pronunciamento de 18/06/1998, o Brasil importa arroz subsidiado e de má qualidade enquanto a lavoura de arroz em seu estado é uma das mais modernas existente.

Após dois anos, em ano 2000 o ministro Paulo Costa Leite do Superior Tribunal de Justiça anulou a vigência da liminar do Senador gaúcho, Pedro Simon (PMDB-RS) que em 1998 proibia a importação do grão argentino e uruguaio. A importação é garantida pelo acordo de livre comércio do MERCOSUL, e seu impedimento estava provocando duas importantes conseqüências: a perda de credibilidade da política externa brasileira e o comprometimento da consolidação do MERCOSUL o que se revela gravemente danoso para a economia nacional.

A determinação do então presidente do STJ foi tomada após análise de pedido de suspensão de segurança encaminhado pela Advocacia Geral da União (AGU). Ao afastar os efeitos da posição adotada pelo TRF (sediado em Porto Alegre), o ministro Paulo Costa Leite entendeu que a liminar obtida pelos produtores rurais do Rio Grande do Sul acabou se constituindo num risco maior para o país porque a suspensão da importação poderia causar o desabastecimento interno de arroz além de causar prejuízos nas relações com o MERCOSUL, prejudicando os consumidores internos de arroz, visto que o Brasil, não sendo auto-suficiente na produção, importa de vários países.O Brasil é signatário de tratados internacionais cujas normas e diretrizes não podem ser desrespeitadas; - compromissos assumidos pelo Brasil em tratados internacionais não permitem a aplicação de preços mínimos de importação; - a decisão pode causar a ruptura da autonomia e da separação entre os Poderes, porque a definição da política de importação e exportação nacional é ato tipicamente administrativo e incumbe apenas ao Executivo, não cabendo ao Judiciário entrar nessa seara; - a suspensão da importação causa grave lesão à ordem e economia públicas, pois fere o Tratado de Assunção, afrontando as normas da Organização Mundial de Comércio.

3.1 PREPARO REGIONAL DO ARROZ ESTÁ DESAPARECENDO NO NORDESTE

Geovanice Galvão, pernambucana moradora de Guarulhos, São Paulo, conta uma maneira de preparar arroz que está sumindo do cotidiano em Recife, o arroz cozido e lavado, que recebe um modo de preparo semelhante ao macarrão. Atualmente os costumes de outras regiões chegam no nordeste através da TV e internet, o tempo das pessoas está muito controlado, e as pessoas fazem arroz à maneira que se faz no sul, sudeste pondo uma quantidade de água que seca totalmente no preparo. O problema é que no preparo antigo não ia óleo e o sal acaba diminuído pelo processo de lavagem, atualmente o arroz é refogado e guarda todo o sal do preparo.


4 PROBLEMAS MUNDIAIS

A industrialização da sociedade na busca da satisfação do mercado consumidor mundializado consumiu os recursos naturais do planeta e provocou grave problema de conservação do meio ambiente. Esta questão em particular promoveu o envolvimento das pessoas numa melhora das condições ambientais. Mesmo em países com baixo índice de CO2 como o Brasil a população tem buscado alternativas para o lixo como a reciclagem, economia no consumo de água e questões atmosféricas. Esta preocupação geral é justificada uma vez que a climatologia terrestre apresenta variações por toda a Terra, sem levar em conta fatores econômicos e industriais. A possibilidade de mudança do clima fez com que os habitantes racionais do planeta envolvido se engajassem numa ideologia ecológica vista na maioria dos países existentes.
Esta forma de comunicação climática levou as pessoas a se preocuparem com outro lugar além de seu espaço geográfico, preocupando-se com uma necessidade comum a toda sociedade, mas o desgaste dos recursos causado pelo consumismo acelerado não é a única preocupação globalizada, se por um lado faltam recursos, por outro sobram produtos de marcas hoje mundiais e com ele outro problema: doenças.
A obesidade nos seres humanos tem aumentado nos últimos anos em razão da forma de vida praticamente igual entre os indivíduos, regrados pelas normas das necessidades cotidianas hodiernas e pela comida “fast food” comercializada em várias partes do mundo.
O site da rede americana Mac Donald’s informa em seu site americano que está presente em 120 países, trazendo consigo a ideologia americana de capitalismo e demais marcas subseqüentes aos lanches produzidos pela marca, como a Coca Cola por exemplo. A partir da política de Margaret Thatcher de economia aberta, adota por diversos outros países posteriormente, a rede americana de lanches se expandiu por diversos países, mesmo entre aqueles que adotavam o sistema comunista.
FIGURA 2 – MAC DONALD’S NA RÚSSIA
FONTE: http://www.thingsihateaboutbackpacking.com

4.1 HISTÓRICO DA MUNDIALIZAÇÃO DO McDONALD’S

· 1988: O McDonald's abre seu primeiro restaurante num país comunista. Em Győr, na Hungria e logo depois em Belgrado, na Iugoslávia.
· 1990: Em 31 de Janeiro, o primeiro McDonald's da União Soviética abre em Moscou. Foi durante algum tempo o maior McDonald's do mundo (hoje o maior fica em Pequim). Por motivos políticos, o McDonald's Canadá foi o responsável independente, com pouco apoio da matriz norte-americana; uma parede no restaurante moscovita mostra junta a bandeira canadense e soviética. Para superar problemas de abastecimento, a empresa criou sua própria cadeia de fornecedores, inclusive fazendas da então União Soviética.
· 1991: É inaugurado o primeiro restaurante em Portugal. No Cascaishopping no dia 23 de Maio.
· 1992: Em 23 de Abril, o maior restaurante McDonald's do mundo até os dias atuais é inaugurando em Pequim, capital da China (mais de 700 assentos).
· 1994: É inaugurado o primeiro McDonald's na África. Na cidade do Cairo, Egito.
· 1996: O primeiro McDonald's indiano abre.
· 1996: O primeiro McDonald's abre na Belarus, que se torna o centésimo país a receber uma franquia. Na cerimônia de abertura, a milícia bielo-russa é acusada de uso brutal da força contra membros do público que queriam entrar no restaurante em Minsk.
· 1998: Em Portugal é aberto um restaurante no Parque das Nações, local onde se realizou a EXPO 98. A essa altura era o maior da Europa.
· 2000: Eric Schlosser publica Fast Food Nation (Nação Fast-Food), um livro que critica os restaurantes fast-food em geral, particularmente McDonald's.

5 CONCLUSÃO

Acordei, abri os olhos e procurei meus chinelos populares fabricados no Brasil e vendidos desde o ano passado na Europa. Abri meu notebook de marca americana produzido nacionalmente comprado a preço baixo conseguido pela redução de impostos que o governo federal ofereceu na forma de subsídio. Entro no servidor de E-mail, informo login e password, new message, coloco o email do professor, locado num servidor brasileiro. Anexo o arquivo agora lido e clico em send. Me levanto, tomo leite em pó de marca suíça e vacas argentinas misturado com achocolatado em pó de marca americana, produzido empresa transnacional alimentícia.
No banheiro sabonete e pasta de dente são de uma empresa anglo-holandesa que produz o sabão em pó que uso pra lavar roupa. Depois da higiene vou pro colégio num ônibus de marca estrangeira onde encontro alunos com variadas marcas estampadas em tênis e bonés, aplico atividades e depois do expediente matinal vou almoçar arroz uruguaio, feijão paulista, salada de múltiplos vegetais não nativos, bife e refrigerante americano misto de laranja e manga, esta última fruta típica da China, que justifica a embalagem com motivos orientais.
Mais um período de aulas e volto pra casa de carona com uma professora de inglês que possui carro de marca alemã, produzido no Brasil e exportado para países da América Latina e Ásia. Ao chegar, ouço música internacional um pouco, conectado à internet, ocasião em que posso conversar gratuitamente com pessoas em países distantes pra treinar diferentes idiomas utilizando um programa comum de mensagens instantâneas. Vou pra academia, onde percebo a presença de marcas ligadas ao esporte nas pessoas que ali freqüentam, depois dos exercícios volto pra casa, tomar banho num chuveiro estrangeiro, com sabonete internacionalmente conhecido, shampoo europeu para depois me enxugar numa toalha americana. Me visto e vou comer um Hot-dog com coca-cola vendido numa calçada próxima à minha casa.
Durante o preparo daquela que será minha janta, vou tomando refrigerante e vou pensando no que escrever na conclusão do trabalho da empresa de outro estado na qual estudo. De repente percebo a internacionalidade do meu lanche comprado por dois reais: o pão trazido por imigrantes italianos que acabou substituindo a tapioca no café da manhã do Brasil, a maionese, um creme gorduroso e calórico francês, a mostarda, um condimento árabe, catchup que vem dos E.U.A., purê de batata à moda britânica, salsicha criada na Alemanha e milho dos países andinos.
Percebi através do lanche que a globalização surgiu para atender ao capitalismo principalmente nos países desenvolvidos de modo que os mesmos pudessem buscar novos mercados, tendo em vista que o consumo interno se encontrava saturado e pode ser encarada como uma fase posterior do capitalismo. Com o declínio do socialismo, o sistema capitalista se tornou predominante no mundo. A conseqüente consolidação do capitalismo iniciou a era da globalização, principalmente, econômica e comercial. O processo de globalização estreitou as relações comerciais entre os países e as empresas. As multinacionais ou transnacionais contribuíram para a efetivação do processo de globalização, tendo em vista que essas empresas desenvolvem atividades em diferentes territórios, por isso meu lanche saiu economicamente viável, embora as marcas sejam estrangeiras a fabricação é nacional, marcas como Coca-Cola, Sadia, Hellmann’s, Arisco satisfazem o mercado interno brasileiro reduzindo custos de importação.
.

6 REFERÊNCIAS

SUAPESQUISA. neoliberalismo. Disponível em: http://www.suapesquisa.com/geografia/neoliberalismo.htm. Acessado em 04/10/09
HAVAIANAS. História das Havaianas. Disponível em http://www.havaianas.com.br/#/history. Acessado em 04/10/09
WIKIPEDIA. McDonalds. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/McDonald%27s. Acessado em 04/10/09
MACDONALDS. MacDonalds Russia. Disponível em http://www.mcdonalds.com/countries/russia.html. Acessado em 04/10/09
PRIBERAM. Globalização. Disponível em http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=globalização. Acessado em 04/10/09
UNILEVER. Sobre a Unilever. Disponível em http://www.unilever.com.br/aboutus/. Acessado em 04/10/09
DIREITO2. Presidente do STJ libera importação de arroz. Disponível em http://www.direito2.com.br/stj/2000/jun/8/presidente_do_stj_libera_importacao_de_arroz_do_mercosul. Acessado em 04/10/09
DIREITO2. Simon critica importação de arroz. Disponível em http://www.direito2.com.br/asen/1998/set/18/simon-critica-importaao-de-arroz-pelo-brasil. acessado em 04/10/09
Pronunciamento do Senador Pedro Simon (PMDB-RS) de 18/06/1998. Disponível em http://www.senado.gov.br/sf/atividade/pronunciamento/detTexto.asp?t=229198. Acessado em 04/10/09

domingo, 4 de outubro de 2009

História da Educação

O ENSINO DURANTE O RENASCIMENTO EUROPEU


Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Sidnei S. Taveira

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Geografia a Distância (GED0611) – História da Educação
07/03/2008


RESUMO

Este trabalho busca expor as evoluções pelas quais sofreu o ensino durante este período (séculos XV, XVI e XVII) de transição do pensamento medieval para o pensamento moderno no velho continente e o desenvolvimento de uma nova estrutura de educação européia chamada “Renascimento” por alguns historiadores.
Este “Paper” é baseado em pesquisas sobre esta nova concepção educativa humanista e objeta mostrar a evolução do pensamento crítico e humanista na sociedade européia daquela época estabelecendo comparações com o ensino medieval e expondo as metodologias criadas neste contexto que serviram de apoio ao pensamento moderno e contemporâneo.

Palavras-chave: Renascimento; Educação; Europa, Séc. XV, XVI e XVII.


1 INTRODUÇÃO


O Renascimento Cultural manifestou-se primeiro na Península Itálica, tendo como principais centros as cidades de Milão, Gênova, Veneza, Florença e Roma, de onde se difundiu para todos os países da Europa Ocidental. Porém, o movimento apresentou maior expressão na Itália.
Além de atingir a Filosofia, as Artes e as Ciências, o Renascimento fez parte de uma ampla gama de transformações culturais, sociais, econômicas, políticas e religiosas que caracterizam a transição do Feudalismo para o Capitalismo. Nesse sentido, o Renascimento pode ser entendido como um elemento de ruptura, no plano cultural, com a estrutura medieval.

2 NOVAS IDÉIAS

Nos séculos anteriores o conceito estático do homem prevaleceu numa sociedade onde as potencialidades eram limitadas tanto na vida social como na individual. A ideologia cristã medieval apresentava limites concretos: o pecado original e o Juízo Final.
Com o Renascimento surge um conceito dinâmico do homem. O homem passou a ter controle sobre a sua própria história. A relação entre indivíduo e a realidade objetiva na qual ele está inserido se entrelaçam; o passado, o presente e o futuro transformam-se em criações humanas. O tempo e o espaço se humanizam e o infinito transforma-se numa realidade social. O Renascimento estende-se por todos os aspectos da sociedade sejam eles, políticos, econômicos, culturais, sociais, artísticos, envolvendo a vida de todos, influenciando nas maneiras de pensar, nas práticas morais, nos ideais éticos, religiosos, na ciência. Estes aspectos aparecem ligados e num mesmo período, afetando as estruturas básicas da sociedade e provocando alterações desta estrutura social e econômica.
O movimento renascentista é contemporâneo entre dois sistemas sociais e econômicos mais estáveis da época; por um lado o feudalismo e por outro a burguesia, o que em alguns locais, promoveu uma revolução social e econômica isto por que o desenvolvimento do conceito renascentista do homem permite que este se desenvolva e destrua a relação tradicional entre o indivíduo e a comunidade, dissolvendo os elos naturais que ligava o homem à sua situação social e ao seu lugar previamente definido na sociedade, abalando toda a estrutura social existente. O homem passa de agente passivo do processo histórico, à agente ativo da construção do processo. O indivíduo torna-se capaz de aprender a sua própria história como um processo e de conceber de maneira científica a natureza com a qual forma verdadeiramente o todo, o que lhe permite dominá-la na prática. Com o desenvolvimento das forças de produção burguesas, a estrutura social e o indivíduo nela inserido se tornaram dinâmicos. O novo modo de comportamento e a nova maneira de viver em evolução produziram sua própria ideologia, encontrando os elementos desta, parte na antiguidade e parte em certas tendências do cristianismo.

2.2 A RENOVAÇÃO DAS ANTIGAS ESCOLAS FILOSÓFICAS

Uma das manifestações características da Renascença é o renovamento das antigas escolas filosóficas, clássicas, gregas. Na Idade Média o pensamento clássico foi bem conhecido e valorizado. No entanto, tal conhecimento e valorização diziam respeito aos maiores filósofos gregos, em especial a Aristóteles.

Na Renascença, ao contrário, volta-se à sancta antiquitas, em oposição ao espírito cristão. E valorizam-se as antigas escolas filosóficas, realçando-lhes o conteúdo de humanidade, presente em todas elas, não obstante a variedade de suas orientações. Naturalmente não são, nem podiam ser, as escolas filosóficas clássicas em sua espontaneidade original, pois, entre a classicidade e a Renascença, medeiam quinze séculos, profundamente influenciados pela mensagem cristã. E, após o aparecimento da Cruz, já não é mais possível o retorno à serenidade clássica de Aristóteles ou ao ascetismo imanentista dos estóicos.

Na Renascença são representadas, mais ou menos, todas as escolas filosóficas antigas: o platonismo, o aristotelismo, o estoicismo, o epicurismo, o ceticismo e o ecletismo. Especialmente as duas primeiras e, entre estas, precipuamente a primeira. O aristotelismo da Renascença exclui, naturalmente, a interpretação de Aristóteles dada por Tomás de Aquino, e sustenta ou a interpretação naturalista de Alexandre de Afrodísia, ou a panteísta de Averroés. O platonismo é, mais propriamente, neoplatonismo: já porque assim se tinha fixado na antigüidade e neste sentido influenciara toda a Idade Média (pseudo Dionísio Areopagita, Scoto Erígena, Mestre Eckart); já porque a sua fundamental concepção panteísta e o seu potenciamento do espírito humano podiam melhor corresponder ao imanentismo e humanismo da Renascença.

O Platonismo
O ídolo da Renascença é Platão: artista e dialético, teórico do amor e da beleza, iniciador da ciência matemática da natureza. Em 1404 Leonardo Bruni aretino (1369-1440) publicava a primeira tradução parcial de Platão, iniciando, destarte, a renascença platônica. Em 1429 o camaldulense frei Ambrósio Traversari, de volta de Constantinopla, levava para a Itália o conjunto completo dos escritos platônicos.

Entretanto foi o Concílio de Florença (1439) que deu um impulso decisivo aos estudos platônicos na Itália bem como aos estudos aristotélicos e dos filósofos clássicos, em geral. Esse Concílio foi convocado para a união da igreja grega com a igreja latina, e chamou para a Itália vários doutores orientais, conhecedores profundos de Platão. Outros vieram pouco depois, devido à queda de Constantinopla (1453) em mãos dos turcos. Famoso é Jorge Gemistos Pleton (1355-1450), autor da obra Sobre a Diferença da Filosofia Platônica e Aristotélica, que, realmente, é uma polêmica antiaristotélica.

Esse escrito provocou uma resposta violenta ao aristotélico Jorge de Trebizonda (Comparatio Platonis et Aristotelis). Este filósofo - apelando também para Tomás de Aquino - sustenta a superioridade de Aristóteles sobre Platão pelo seu espírito científico, pela sua doutrina em torno de Deus e da alma, e pela conseqüente possibilidade de concordar a sua filosofia com o cristianismo.

Da parte platônica, replicou contra Jorge de Trebizonda o seu concidadão Basílio Bessarione (1403-1472) com o escrito In calumniatorem Platonis. Bessarione, eminente prelado da igreja oriental, veio para a Itália com o séqüito do imperador João VII Paleólogo, para tratar da unificação da igreja grega com a igreja latina. Foi feito cardeal pelo Papa Eugênio IV e permaneceu na Itália, cooperando eficazmente para o incremento do ressuscitado helenismo.

Depois desse platonismo de importação oriental, na Segunda metade do século XV surge e firma-se um platonismo italiano. O centro foi precisamente Florença, onde foi celebrado o famoso Concílio. Seu principal representante foi Marsílio Ficino, animador da célebre academia platônica florentina. Esta academia nasceu graças a um cenáculo de literatos, artistas e pensadores, amigos da casa De Médicis. Fizeram parte deste cenáculo Poliziano, Pulci, João Pico della Mirandola e o próprio Lourenço, o Magnífico.

Marcílio Ficino nasceu em 1433 em Figline Valdarno. Protegido por Cosme De Médices, que o presenteou com uma Quinta, onde teve sua sede a academia platônica, pode consagrar toda a sua vida aos prediletos estudos filosóficos. Em 1473 foi ordenado padre e a sua vida foi muito austera no meio de Florença do século XV. Faleceu em 1499.

Sua atividade principal foi traduzir. Traduziu elegantemente, para o latim, Platão (1477) e Plotino (1485), além de outros neoplatônicos. Expôs o seu pensamento em uma grande obra (Theologia platonica de immortalitate animorum - 1491), em que procura concordar o platonismo, de que era entusiasta, com o cristianismo, em que acreditava seriamente. Entretanto não foi um metafísico, mas um eclético e suas finalidades eram morais. Sua idéia animadora é a exaltação do homem como microcosmo, síntese do universo: conceito antigo, neoplatônico, mas que teve no humanismo do Renascimento um valor e um significado particulares. Outra idéia sua inspiradora é o conceito de uma continuidade do desenvolvimento religioso, que vai desde os antigos sábios e filósofos - Zoroastro, Orfeu, Pitágoras, Platão - até o cristianismo: expressão do universalismo religioso da Renascença.

Depois de Marsílio Ficino, o mais famoso platônico pode ser considerado João Pico della Mirandolla (1463-1494), autor de De dignitate hominis, que professa verdadeiramente um ecletismo baseado no platonismo e no cabalismo. Dotado da mais vasta e heterogênea cultura, após várias peregrinações, estabeleceu-se em Florença junto de Lourenço, o Magnífico. Aí entrou em contato com Marsílio Ficino, que influiu no seu temperamento exuberante e passional, equilibrando-o filosófica e religiosamente. "Blasonava de poder disputar de omni rescibili - escreve Franca - e foi tido por seus contemporâneos como um prodígio de memória. Aos 18 anos sabia 22 línguas"!

O Aristotelismo
Não é sempre fácil distinguir o aristotelismo do platonismo da Renascença, porquanto, freqüentemente, aparecem confusos no sincretismo neoplatônico, que é a tendência especulativa dominante na época. Também o aristotelismo, como o platonismo, teve impulso, graças aos sábios gregos vindos para a Itália, tradutores de Aristóteles e dos seus comentadores, entre os quais lembramos, no século XV, Teodoro de Gaza e o já mencionado Jorge de Trebizonda.

Como já foi dito, o aristotelismo da Renascença se distingue em duas correntes principais: a naturalista inspirando-se em Alexandre Afrodísio, e a panteísta-neoplatônica, inspirando-se em Averroés, ambas contrárias à interpretação tomista-cristã. Prevalece a escola alexandrina, cujo imanentismo naturalista é mais conforme ao espírito do Renascimento. A escola averroísta, entretanto, considerando o intelecto humano como sendo a atividade de uma essência transcendente e divina, contrasta o humanismo imanentista da mesma Renascença.

O mais famoso entre esses novos aristotélicos é Pedro Pomponazzi , alexandrista, nascido em Mântua em 1462, professor de filosofia nas universidades de Pádua, Ferrara e Bolonha, onde faleceu em 1525. É célebre o seu opúsculo Sobre a Imortalidade da Alma, publicado em Bolonha em 1516. Neste opúsculo conclui em favor da mortalidade da alma, sustentando que esta realiza o seu fim último na vida terrena. Para conciliar, pois, esse seu racionalismo com a religião cristã, recorre a certas distinções que relembram a velha teoria averroísta das duas verdades: a religião é, no fundo, justificada como sendo a filosofia do vulgo, para finalidade prática e pedagógica.

Respondiam a Pomponazzi, Nifo (averroísta) e Contarini (tomista) com dois ensaios tendo o mesmo título (Sobre a Imortalidade da Alma); e Pomponazzi replica como uma Apologia (contra Contarini) e com um Defensorium (contra Nifo). Nem a morte pôs termo àquela polêmica.

O aristotelismo teve, na Renascença, uma fortuna especial no campo da estética, da poética, em torno de que se disputou longa e fervidamente, em especial por parte dos literatos. Parte-se da Poética de Aristóteles, cuja primeira tradução remonta ao ano de 1498, por obra de Jorge Valla. Aristóteles sustentara ser a arte - bem como a história - uma imitação da realidade. Entretanto, a arte é superior à história, porquanto tem como objeto o universal, o necessário, a essência das coisas; ao passo que a história tem como objeto o particular, o contingente, o acidental. Em torno deste tema se travam as disputas mais variadas.


O Estoicismo
O espírito autônomo da Renascença devia provar viva simpatia para o sábio estóico, impassível, dominador das coisas e dos eventos. O estoicismo não foi apenas objeto de admiração cultural, literária, mas tornou-se ideal de vida moral em lugar do cristianismo, escola de energia e de conforto.

O estoicismo da Renascença, porém, é preso pela ação, diversamente do estoicismo clássico, negador da ação, considerada causa de perturbação. O estoicismo renascentista enaltece o homem, a vida, o mundo, contra a concepção transcendente e ascética cristã. Seja como for, a moral estóica, mais ou menos ajustada ao cristianismo, desfrutou de grande favor junto dos filósofos das mais diferentes tendências nos séculos XVI e XVII. O estóico mais notável da Renascença foi o belga Justo Lípsio (1547-1606), professor em Lovaina, autor de De Constantia, e de Manuductio ad stoicam philosophiam.

O Epicurismo
O epicurismo, melhor do que o estoicismo, condizia com o espírito humanista, imanentista e mundano da Renascença, em especial na vida gozadora e requintada, voluptuosa e artística da cortes esplêndidas da época, e também na literatura e no pensamento. João Boccaccio, autor do Decamerone, em o século XIV, e Lourenço, o Magnífico, no século XV, são duas expressões práticas desse espírito epicurista.

O expoente mais notável dessa tendência epicurista é Lourenço Valla (1407-1459), autor do famoso livro De voluptate ac de vero bono, onde o autor compara a moral estóica e a epicurista, simpatizando, naturalmente, com esta última. Quanto à vida futura, Valla oscila entre a sua negação e uma representação no sentido hedonista, e tente, uma certa conciliação entre epicurismo e cristianismo; mas fica decididamente hostil ao ascetismo, quer cristão, quer estóico.

O Ceticismo
Também o ceticismo da Renascença foi inspirado pelo ceticismo clássico. E também este novo ceticismo renascentista surgiu mais por fins práticos do que por motivos teoréticos. Os motivos mais específicos que deram origem ao ceticismo da Renascença foram: a sede do individual, da concretidade; a paixão pela observação detalhada própria do pensamento moderno em geral, em oposição ao pensamento antigo e medieval, voltados para o universo e o abstrato; a variedade e o contraste das diversas escolas e tradições (filosóficas e religiosas); a mentalidade literária da época, apaixonada pela estética, e incapaz de levantar grandes construções sistemáticas; a religiosidade persistente, que julgava salvar a fé deprimindo a razão, tendo esta atacado, freqüente e violentamente, a religião; o contraste entre a exigência religiosa e o paganismo da vida que surgia de novo. O ceticismo da Renascença tem seus maiores expoentes fora da Itália, e o maior é Montaigne.

Miguel de Montaigne (1533-1592), francês, é o autor dos famosos Essais: "Que sais-je"? O seu interesse é voltado para o estudo do eu, não como substância espiritual, e sim como caráter, centro unitário das mais variadas experiências humanas. Tudo o mais lhe parece incerto: os sentidos enganam-nos, a razão perde-se num labirinto infindo, a moral varia conforme os tempos e os lugares. Daí a necessidade da fé, mas de uma fé em que Deus serve ao homem. Este - como já pensavam os céticos antigos - atinge a paz abandonando-se à diretriz da natureza. O que especialmente emerge em Montaigne é o individualismo da Renascença.

3 NOVAS ESCOLAS E NOVAS MATÉRIAS


Por volta de 1150, são fundadas as primeiras universidades medievais – Bolonha (1088), Paris (1150) e Oxford (1167) — em 1500 já seriam mais de setenta. Esse foi efetivamente o ponto de partida para o modelo actual de universidade. Algumas dessas instituições recebiam da Igreja ou de Reis o título de Studium Generale; e eram consideradas os locais de ensino mais prestigiados da Europa, seus acadêmicos eram encorajados a partilhar documentos e dar cursos em outros institutos por todo o continente.

Tratando-se não apenas de instituições de ensino, as universidades medievais eram também locais de pesquisa e produção do saber, além de focos de vigorosos debates e muitas polêmicas. Isso também ficou claro nas crises em que estas instituições estiveram envolvidas e pelas intervenções que sofreram do poder real e eclesiástico. A filosofia natural estudada nas faculdades de Arte dessas instituições tratava do estudo objetivo da natureza e do universo físico. Esse era um campo independente e separado da teologia; entendido como uma área de estudo essencial em si mesma, bem como um fundamento para a obtenção de outros saberes.

Outro fator importante para o florescimento intelectual do período foi a atividade cultural das novas ordens mendicantes: especialmente os Dominicanos e os Franciscanos. Ao contrário de ordens monásticas, voltadas para a vida contemplativa nos mosteiros, essas novas ordens eram dedicadas à convivência no mundo leigo e procuravam defender a fé cristã pela pregação e pelo uso da razão. A integração dessas ordens nas universidades medievais proporcionava a infra-estrutura necessária para a existência de comunidades científicas e iria gerar muitos frutos para o estudo da natureza, especialmente com a famosa escola Franciscana de Oxford.

O influxo de textos gregos, as ordens mendicantes e a multiplicação das universidades iriam agir conjuntamente nesse novo mundo que se alimentava do turbilhão das cidades em crescimento. Em 1200 já havia traduções latinas razoavelmente precisas dos principais trabalhos dos autores antigos mais cruciais para a filosofia: Aristóteles, Platão, Euclides, Ptolomeu, Arquimedes e Galeno. Nessa altura a filosofia natural (e.g. ciência) contida nesses textos começou a ser trabalhada e desenvolvida por intelectuais notáveis do escolasticismo. Alguns dos nomes mais importantes do período são: Robert Grosseteste, Roger Bacon, Alberto Magno, Tomás de Aquino, Duns Scot, William de Ockham, Jean Buridan e Nicole d'Oresme. Eles geraram novas tendências para uma abordagem mais concreta e empírica da natureza, representando um prelúdio do pensamento moderno.


3.1 EDUCAÇÃO FÍSICA

O interesse pelas civilizações antigas, durante o Renascimento, levou a redescoberta dos exercícios físicos, que tiveram tão importante papel na mais evoluída até então, de todas as culturas, a grega.
As escolas do Renascimento fizeram da Educação Física uma parte importante do sistema educacional então vigorante e incluíram em seus programas de atividades os exercícios de equitação, corridas pedestres, salto, esgrima, diversos jogos com bolo e outras modalidades esportivas, praticadas todos os dias pelos alunos, ao ar livre e sem limitação do tempo.
Nele existe, portanto, uma demanda e também uma oferta de moeda – através do Banco Central – , que juntas determinam uma taxa de juros. Aqui, a igualdade entre a oferta e a demanda de moeda é dá a condição de equilíbrio no mercado monetário. E é ele que impõem, além da taxa de juros, o estoque de moeda.

4.0 JOÃO AMOS COMENIUS (1592-1670)

Comenius foi o criador da Didática Moderna e um dos maiores educadores do século XVII; já no século 17, ele concebeu uma teoria humanista e espiritualista da formação do homem que resultou em propostas pedagógicas hoje consagradas ou tidas como muito avançadas. Entre essas idéias estavam : o respeito ao estágio de desenvolvimento da criança no processo de aprendizagem, a construção do conhecimento através da experiência, da observação e da ação e uma educação sem punição mas com diálogo, exemplo e ambiente adequado. Comenius pregava ainda a necessidade da interdisciplinaridade, da afetividade do educador e de um ambiente escolar arejado, bonito, com espaço livre e ecológico. Estão ainda entre as ações propostas pelo educador checo: coerência de propósitos educacionais entre família e escola, desenvolvimento do raciocínio lógico e do espírito científico e a formação do homem religioso, social, político, racional, afetivo e moral.

Comenius defendia a idéia de que a aprendizagem se iniciava pelos sentidos pois as impressões sensoriais obtidas através da experiência com objetos seriam internalizadas e, mais tarde, interpretadas pela razão. Seu método didático constituiu-se basicamente de três elementos: compreensão, retenção e práticas. Através delas se pode chegar a três qualidades fundamentais: erudição, virtude e religião, a quais correspondem três faculdades que é preciso adquirir: intelecto, vontade e memória.
O método deve seguir os seguintes momentos:
tudo o que se deve saber deve ser ensinado;
qualquer coisa que se ensine deverá ser ensinada em sua aplicação prática, no seu uso definido;
deve ensinar-se de maneira direta e clara;
ensinar a verdadeira natureza das coisas, partindo de suas causas;
explicar primeiro os princípios gerais;
ensinar as coisas em seu devido tempo;
não abandonar nenhum assunto até sua perfeita compreensão;
dar a devida importância às diferenças que existem entre as coisas.


5 CONCLUSÃO

O Renascimento foi uma nova visão de mundo estimulada pela burguesia em ascensão. Suas principais características eram o racionalismo (em oposição à fé), o antropocentrismo (em oposição ao teocentrismo) e o individualismo (em oposição ao coletivismo cristão). O Humanismo foi um movimento intelectual que pregava a pesquisa, a crítica e a observação, em oposição ao princípio da autoridade. O Renascimento e o Humanismo nasceram na Itália, em função da riqueza das cidades italianas, da presença de sábios bizantinos, da herança clássica da Antiga Roma e da difusão do mecenato. A invenção da Imprensa contribuiu muito para a divulgação de novas idéias.

6 REFERÊNCIAS

BRASILESCOLA. Renascimento. Disponível em 07/03/2008 em:
http://www.brasilescola.com/historiag/renascimento.htm

CENTRO DE REFERÊNCIA EDUCACIONAL. Comenius. Disponível em 07/03/2008 em:
http://www.centrorefeducacional.com.br/comenius.htm

Greggersen, Gabriele. A Educação no Renascimento. Disponível em 07/03/2008 em:
http://209.85.165.104/search?q=cache:8yRS_qRzT3oJ:www.ftsa.edu.br/downloads/didatica.pdf+gabriele+greggersen+renascimento&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1

MEDICINE-AND-HEALTH. Exercícios Físicos - Ginástica. Disponível em 07/03/2008 em:
http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/1724603-exerc%C3%ADcios-f%C3%ADsicos-gin%C3%A1stica/


MUNDODOSFILÓSOFOS. Renascença. Disponível em 07/03/2008 em:
http://www.mundodosfilosofos.com.br/renascenca.htm

WIKIPÉDIA. Renascimento no Século XII. Disponível em 07/03/2008 em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento_do_S%C3%A9culo_XII

Fundamentos Epistemológicos da Geografia

A MAÇÃ DE GALILEU

Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Arildo João de Souza
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Geografia a Distância (GED0611) – Fundamentos Epistemológicos da Geografia
23/05/08


RESUMO

Este trabalho sustenta a idéia de que a Geografia na França no início do século XX de Vidal de La Blache é não só concordante com a escola determinista alemã de Ratzel, mas também complementar a esta. Esta constatação é baseada nas leituras indicadas como material de apoio no site da instituição e outros materiais disponíveis na bibliografia deste trabalho emprestados no Farol do Saber Heitor Stocker de França, no Bairro Alto, em Curitiba.

Palavras-chave: Geografia; França; de La Blache; Ratzel.


1 INTRODUÇÃO

A sociedade franco-germânica do final do século XIX e início do século XX viviam um conflito militar de guerra e a disputa pelo leste francês nos estados da Eusácia e Lorena se tornou um evento de disputa entre a Geografia ensinada nestes países. A escola alemã é cronologicamente anterior à francesa e era baseada num ponto de vista que favorecia o “Determinismo Geográfico” usado na Alemanha, contrário aos desejos da recente república burguesa da França.
Vidal de La Blache representa a geografia francesa, uma complementação do determinismo de Ratzel, a qual permite a possibilidade de que o homem exerça influência sobre o meio ao mesmo tempo em que o meio exerça influência ao homem.


2 DISTORÇÕES DO DETERMINISMO E CORREÇÕES BLACHENIANAS

O determinismo geográfico alemão defendia que as características dos povos se devem à influência do meio natural o que fundamentava teorias polêmicas como "o calor torna os habitantes dos trópicos preguiçosos" e "mudanças freqüentes na pressão barométrica tornam os habitantes das latitudes médias mais inteligentes".
Geógrafos deterministas como Carl Ritter, Ellen Churchill Semple e Ellsworth Huntington buscaram estudar cientificamente a importância das influências naturais no homem. Carente de argumentos válidos, este pensamento passou a ser repudiado também pela perspectiva tendenciosa e muitas vezes intolerante que apresentava.
O geógrafo alemão Friedrich Ratzel afirmava que o meio exerce influência, mas não determina o homem, e a classe militar justificava a exploração das colônias servindo-se destas teorias deterministas que serviam muito bem aos propósitos da classe dominante naquele meio. Vidal de La Blache defende a possibilidade de o homem intervir no meio e influenciar o espaço como complementação da teoria de Ratzel, muito embora muitos tratassem estas propostas como uma forma de oposição ao pensamento alemão.

A escola francesa passou a defender Para La Blache os conceitos de lugar, paisagem e região, como territorialidade, se sobrepunham. A relação dos homens com os lugares ao longo da História produzia um fator técnico e cultural que dá a estes lugares a sua identidade, criando padrões de comportamento herdados e transmitidos a outras gerações.
Essa identidade marcada pela co-relação entre os homens e a natureza foi chamada de “gênero de vida”.
Para La Blache, a região tem a dimensão de uma realidade territorial concreta, física, representando um quadro de referência para a população que a habita. Nesse sentido, os conceitos de região e paisagem eram a chave para se compreender a diversidade do mundo.

3 DISTINÇÕES POLÍTICAS E GEOGRÁFICAS

Para atingir as metas citadas anteriormente a política macroeconômica possui alguns instrumentos. São eles as políticas fiscal, monetária, cambial e comercial e de rendas, que envolvem a atuação do governo.


3.1 POLÍTICA FISCAL

Diz respeito aos instrumentos disponíveis pelo governo para a arrecadação de impostos e contribuições, e o controle de suas despesas. Ela também é utilizada para estimular ou inibir os gastos do setor privado.

Assim, se o objetivo é reduzir a taxa de inflação, as medidas fiscais empregadas são a redução dos gastos da coletividade ou o aumento da carga tributária, o que inibe o consumo. Porém, se a meta é o crescimento do emprego, aumentam-se os gastos públicos e diminuem-se os tributos, elevando assim a demanda. Se o objetivo a atingir é a melhor distribuição da renda, então os recursos utilizados devem se dar em benefício dos menos favorecidos. O governo passa, então, a gastar em regiões mais atrasadas, impor impostos progressivos, ou seja, quanto maior o nível de renda, maior a proporção paga do imposto em relação à renda, etc.

O Princípio da Anterioridade rege que a execução de uma medida só pode ocorrer a partir do ano seguinte ao de sua aprovação pelo Congresso Nacional. Segundo este princípio constitucional, a que toda política tributária deve obedecer, é proibido que as autoridades públicas cobrem impostos ou contribuições no mesmo exercício financeiro em que a lei tenha sido publicada.


3.2 POLÍTICA MONETÁRIA

Nesta, o governo atua sobre a quantidade de moeda e títulos públicos, sendo os recursos disponíveis a sua emissão, compra e venda de títulos, regulamentação sobre crédito e taxas de juros, entre outros.

Se o objetivo é controlar a inflação, por exemplo, compra-se títulos públicos, diminuindo o estoque monetário da economia. Quando se anseia o crescimento econômico, o meio seria aumentar o estoque de moedas.

Esta política não necessita obedecer o Princípio da Anterioridade e pode ser implementada logo depois da sua aprovação. E é exatamente esta a vantagem da política monetária sobre a política fiscal já que ambas representam meios diferentes para as mesmas finalidades – melhor distribuição de renda, questão distributiva.


3.3 POLÍTICA CAMBIAL E COMERCIAL

Ambas atuam sobre o setor externo da economia. A política Cambial diz respeito a ação do governo sobre a taxa de câmbio. O governo fixa ou permite que a taxa de câmbio seja flexível, através do Banco Central. A política Comercial refere-se aos instrumentos que estimulam as exportações – estímulos fiscais e taxas de juros subsidiadas – e ao controle das importações – tarifas e barreiras maiores.


3.4 POLÍTICA DE RENDAS

Refere-se a interferência do governo na formação de renda, através do controle e congelamento dos preços. Esse controle sobre os preços e salários é obtido através do combate ao aumento persistente e generalizado nos preços, que é a inflação. As políticas antiinflacionárias brasileiras são o salário mínimo, o congelamento de preços e salários etc.


4 ESTRUTURA DE ANÁLISE MACROECONÔMICA

A estrutura básica macroeconômica constitui-se de cinco mercados, que através de suas ofertas e demandas determinam os agregados macroeconômicos. São eles:


4.1 MERCADO DE BENS E SERVIÇOS

Determina o nível de produção agregada, bem como o nível geral de preços. Para Garcia e Vasconcellos (2002, p. 90) “A idéia seria a de idealizarmos a economia como se ela teoricamente produzisse apenas um único bem, que seria obtido através da agregação dos diversos bens produzidos.”

O nível geral dos preços e do agregado da produção depende da demanda agregada – consumidores, empresas, governo, setor externo – e da oferta agregada de bens e serviços. Para que ao menos houvesse um equilíbrio de mercado, seria necessário que a oferta agregada de bens e serviços fosse igual a demanda agregada de bens e serviços.

O mercado de bens e serviços define as variáveis de: nível de renda, produto nacional e de preços, consumo, poupança e investimentos agregados e exportações e importações globais.


4.2 MERCADO DE TRABALHO

Nesse mercado admite-se um único tipo de mão-de-obra, independente do grau de qualificação, escolaridade, sexo etc. Ele determina os salários e o nível de emprego.

A oferta de mão-de-obra dá-se pelo salário e pela evolução da população economicamente ativa. E a procura de mão-de-obra ocorre pelo seu custo à empresa e do nível de produção desejada pela mesma. O equilíbrio nesse mercado se dá pela igualdade entre a oferta e a demanda de mão-de-obra.

Esse mercado determina o nível de emprego e a taxa de salário.


4.3 MERCADO MONETÁRIO

Existem em função de que todas as operações comerciais da economia são realizadas através da moeda. Nele existe, portanto, uma demanda e também uma oferta de moeda – através do Banco Central – , que juntas determinam uma taxa de juros. Aqui, a igualdade entre a oferta e a demanda de moeda é dá a condição de equilíbrio no mercado monetário. E é ele que impõem, além da taxa de juros, o estoque de moeda.


4.4 MERCADO DE TÍTULOS

Determina o preço dos títulos, por exemplo, do título público federal.

Ele analisa o papel dos agentes econômicos superavitários – que gastam menos e ganham mais, podendo efetuar empréstimos – e dos agentes econômicos deficitários – que gastam mais que ganham, que geralmente recorrem à empréstimos dos superavitários.

Quando a oferta de títulos se iguala a sua demanda, ocorre o equilíbrio desse mercado.


4.5 MERCADO DE DIVISAS

Divisas são moedas estrangeiras, dessa forma ele também é chamado de mercado de moeda estrangeira, e cuida das transações da economia com o resto do mundo.

Para que ocorra um equilíbrio nesse mercado a oferta de divisas – gerada pelas exportações e entrada de capital – seja iguala sua demanda – gerada pelas importações e saída de capital financeiro. A taxa de câmbio é a variável determinada neste mercado que possui interferência do Banco Central, que fixa ou deixa a taxa de câmbio flutuar.

Na análise macroeconômica, os gastos do governo e a oferta da moeda [...] não são determinadas nesses mercados, mas sim de forma autônoma pelas autoridades. [...] já que dependem do tipo de política econômica adotada pelas autoridades. [...] Elas vão condicionar o comportamento de todos os demais agregados, [...] (GARCIA; VASCONCELLOS, 2002, p. 92).


5 CONCLUSÃO

O estudo da Macroeconomia dá ênfase a questões de curto prazo ou conjunturais, relacionadas com o nível de atividade, de emprego e de preços. No sentido de minimizar as flutuações econômicas relativas a essas questões foi enfatizado, especificamente, o papel dos instrumentos de política fiscal, monetária, cambial, comercial e de rendas. Esses, por sua vez, necessitam da intervenção do governo no sentido de regular a atividade econômica e levar a economia ao pleno emprego. O governo, principalmente através de seus gastos, seria um elemento fundamental para a inversão do quadro de recessões e de desemprego, uma vez que aumentando seus gastos, estaria aumentando a despesa agregada e, conseqüentemente o nível de produção. Daí observa-se o grande paradigma da Teoria Macroeconômica que tem sido a questão do grau de intervenção do Estado na atividade econômica.

A questão da inflação também é bastante importante, pois ela acarreta distorções sobre a distribuição da renda, sobre o balanço de pagamentos etc. Além disso, as fontes de inflação costumam diferir em função das condições de cada país. Assim sendo, leva-se em conta, por exemplo, o tipo de estrutura de mercado – oligopolistas, concorrencial, etc. – , que condiciona a capacidade dos vários setores repassarem aumentos de custos aos preços dos produtos. Outro exemplo é o do grau de abertura da economia ao comércio externo, pois quanto mais aberta a economia à competição externa, maior a concorrência interna entre fabricantes, e menores os preços dos produtos.

Como a abordagem do desenvolvimento deu-se sobre os fundamentos macroeconômicos, recomenda-se uma análise mais aprofundada nas questões referentes à inflação, ao setor externo, ao desenvolvimento e crescimento econômico, a determinação da renda e do produto nacional, para obter uma melhor compreensão no que se refere ao estudo da Macroeconomia.


6 REFERÊNCIAS

GARCIA, Manuel Enriquez; VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de. Fundamentos de economia. São Paulo: Saraiva, 2002.

Psicologia Geral e do Desenvolvimento

A FAMÍLIA NA ATUALIDADE

Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Sidnei Scleifer Taveira
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Licenciatura Plena em Geografia (GED0611) – Psicologia Geral e do Desenvolvimento
22/06/08


RESUMO


A família participa dos dinamismos próprios das relações sociais e sofre as influências do contexto político, econômico e cultural no qual está imersa. A perda de validade de valores e modelos da tradição e a incerteza a respeito das novas propostas que se apresentam, desafiam a família a conviver com certa fluidez e abrem um leque de possibilidades que valorizam a criatividade numa dinâmica do tipo tentativa de acerto e erro.

Palavra Chave:Relações Sociais; Contextos Políticos; Acerto e Erros.



INTRODUÇÃO

A família na atualidade,caracteriza-se por uma grande variedade de formas que documentam a inadequação dos diversos modelos da tradição para compreender os grupos familiares da atualidade . A família patriarcal, estudada que se afirmou no contexto da cultura rural, entrou em colapso há tempo. Os modelos de comportamento que regulamentavam as relações entre os sexos e as relações de parentesco foram abandonados, ainda que, em algumas regiões e nas classes sociais menos escolarizadas e menos expostas à influência da cultura atual, possam ser reconhecidas sobrevivências de valores e de comportamentos passados que, no entanto, não gozam mais de legitimidade social, sendo reduzida a possibilidade que se reproduzam nas novas gerações. A família emerge como "o local para as lutas entre a tradição e a modernidade, mas também uma metáfora para elas" A crise do patriarcado, entendido como "enfraquecimento de um modelo de família baseado no estável exercício da autoridade/domínio do homem adulto, seu chefe, sobre a família inteira" observa-se que "a crise do patriarcado, induzida pela interação entre capitalismo informatizado e movimentos sociais pela identidade feminista e sexual, manifesta-se na crescente variedade de modos nos quais as pessoas escolhem conviver e criar as crianças"O valor da igualdade foi progressivamente assimilado ao quotidiano da convivência familiar, dando origem a formas mais democráticas e igualitárias de partilhar tarefas e responsabilidades entre marido e mulher. São abandonados os modelos tradicionais que atribuíam o primado ao marido, reservando para as mulheres tarefas prevalentemente domésticas, mas não emergem novos modelos familiares que tenham uma validade universalmente reconhecida e aceita.A exigência de satisfação no presente colocou em questão o ideal do sacrifício individual para o bem da família. O limite da disponibilidade individual ao sacrifício para o bem do outro ficou mais baixo, sendo mais rapidamente alcançado o ponto de saturação no relacionamento conjugal. A independência econômica dos cônjuges configura uma responsabilidade familiar mais compartilhada e uma posição social igualitária e, ao mesmo tempo, facilita a ruptura do vínculo familiar, quando a convivência não é mais fonte de satisfação e de prazer.
As mudanças atingem simultaneamente os aspectos institucionais da realidade familiar bem como as identidades pessoais e as relações mais íntimas entre os membros da família. Nesse sentido, observa que "ao nível dos valores sociais, a sexualidade torna-se uma necessidade pessoal que não deve necessariamente ser canalizada e institucionalizada para o interior da família" . Por outro lado, a possibilidade de gerar filhos sem o concurso da relação sexual "abre horizontes inteiramente novos à experimentação social", dissociando-se, dessa maneira, a reprodução da espécie das funções sociais e pessoais da família Os aspectos "objetivos" da convivência familiar cedem o passo a aspectos "subjetivos", por definição mais instáveis e flutuantes, decorrentes do dinamismo que as relações familiares assumem no mundo moderno. Verifica-se uma desinstitucionalização da família, no sentido de considerá-la como uma realidade privada, relevante apenas para o percurso existencial dos próprios membros. Prevalece a legitimação da família como grupo social expressivo de afetos, emoções e sentimentos, diminuindo o seu significado público. Reduz-se, assim, a importância da família como instituição, assentada na dimensão jurídica dos vínculos familiares.
A igualdade entre os sexos estende-se do quotidiano familiar até o trabalho profissional e ao empenho cultural e político, com uma progressiva tendência a não identificar nenhum trabalho como tipicamente masculino ou exclusivamente feminino. Estas mudanças foram incorporadas ao código civil, que reformulou o direito de família de modo a atender às modernas exigências.A perspectiva de realização pessoal pôs um fim à definição da mulher como rainha do lar e abriu as portas das empresas ao trabalho feminino. Isto aumentou sensivelmente os rendimentos domésticos e as possibilidades de consumo familiar e, simultaneamente, reduziu a dedicação às tarefas domésticas e à educação dos filhos.A mulher entrou no mundo do trabalho e no âmbito social, aproximando-se de modelos anteriormente masculinos mais de quanto o homem tenha-se envolvido com as tarefas domésticas, podendo-se notar uma menor aproximação dele aos papéis tradicionalmente femininos.A política de baixos salários pressiona a mulher para trabalhar. Sua entrada no mercado de trabalho, que nasceu de uma reivindicação de maior liberdade, responde, às vezes, à necessidade de cobrir o orçamento familiar. A discriminação de gênero mostra-se nos salários, para a mulher quase sempre mais baixos, em paridade de funções, dos que são pagos aos homens. Dessa maneira, o sistema produtivo também se beneficia das mudanças que ocorrem na família.
A família sempre foi o lugar do encontro entre diferentes gerações, a história é constituída por uma seqüência de gerações, ora prevalecendo a cooperação, ora o conflito. Nas últimas décadas, as novas gerações divergem da geração dos adultos e dos avós, quanto às metas que merecem ser perseguidas, aos valores que devem ser respeitados e aos critérios para discernir o que vale ou o que deve ser descartado. Por essas e por outras razões, as novas gerações experimentam, muitas vezes, uma distância e uma estranheza com relação aos pais e à geração mais velha em geral. Um confronto sistemático a respeito de aspectos relevantes da existência, em geral, é recusado, sendo considerado desgastante e improdutivo, enquanto costuma ser valorizado o ambiente da afetividade familiar, mesmo sem estendê-lo a uma comparação mais empenhativa. No quotidiano, prevalecem formas de acomodação prática e o diálogo é substituído por negociações pontuais.
Os vínculos de pertença, que ligam os pais aos filhos e vice-versa, tendem, nesse ambiente, a serem mais frouxos. Os pais reclamam que o mundo ao qual os filhos se referem como "superado", na realidade é por eles ignorado e descartado sem o receio de perder algo de interessante. A relativa freqüência de paternidade e maternidade precoces documenta a complexidade dessas relações. Nos últimos tempos, a imprensa noticiou atos de grave violência entre pais e filhos, chegando ao parricídio, ao matricídio e ao assassinato do filho por parte do velho pai, deixando entrever quão profunda e grave é a distância que foi construída entre as gerações. Por outro lado, às vezes, os adultos aderem à frivolidade das modas, segundo modelos de comportamento semelhantes aos da nova geração.
As lutas para a libertação da mulher promoveram a dignidade, conquistando liberdades para a condição feminina e igualdade de oportunidades com o homem, impensáveis até poucas décadas atrás. Mas, às vezes, a mulher vê aumentar os pesos e a dureza da vida diante de responsabilidades que deve administrar solitariamente. Outros exemplos podem ser dados a respeito da figura masculina, que tarda a recompor sua identidade nas novas condições socioculturais e tende a desaparecer da família. De maneira análoga, os filhos são chamados a carregar pesos de ausências, de rupturas de vínculos, às vezes excessivos para eles.
Na pós-modernidade convivem as posições mais extremadas, na busca daquela satisfação imediata, que aposta tudo no "aqui e agora", livres de referências ao passado, rigorosamente rejeitado e sem projeto claro de futuro. Os indivíduos parecem dispor de uma liberdade total, sem limites. Prosperam nestas circunstâncias as modas, com seu poder de sedução, que procuram orientar para um significado econômico mais definido os impulsos da liberdade individual, segundo os interesses do mercador a conveniência de uma opção ou de outra.
No caso da relação ocasional, não é elaborado um projeto comum de vida, aliás este é explicitamente recusado. A relação nupcial tende a acolher a totalidade das pessoas envolvidas, numa aceitação recíproca que valoriza as qualidades e convive com as limitações e com os defeitos, já conhecidos e assumidos como parte integrante do relacionamento. Refere-se a uma relação que tende à totalidade não somente num determinado momento, mas também no seu desenvolvimento ao longo do tempo. Por isso, relações de nupcialidade, lá onde podem ser reconhecidas, constituem uma companhia para a vida inteira com suas inevitáveis variações, uma companhia à tarefa de cada um e à construção da existência, resultando importante para o percurso humano de quem está envolvido. Nela o ser humano faz a experiência elementar, realística e benéfica de uma pertença que o faz crescer e que o torna protagonista da própria existência. Uma comunhão de habitação, de tarefas e de recursos concretiza uma história comum, que tem, no matrimônio e na família, a sua realização.
A relação ocasional caracteriza-se pelo exercício de uma sexualidade que não quer criar vínculos, a não ser momentâneos. Considera-se ocasional uma relação que não se torna projeto comum de vida, não está aberta à procriação, não gera algum tipo de vínculo e é parcial, na medida em que do outro interessa apenas um pormenor, por uma porção limitada de tempo. A parcialidade que ignora o outro no seu significado pessoal e o reduz a instrumento do próprio interesse, descreve o contexto no qual surgem os abusos e as violências sexuais. Estes também constituem relações ocasionais, nas quais a parcialidade do interesse pela outra pessoa alcança o limite máximo e explode em violência.
Na sociedade atual, a nupcialidade poderá ser vivida só como conseqüência da compreensão da importância que ela contém para a realização da pessoa. Não será mais um conjunto de circunstâncias biológicas, históricas e culturais que poderá induzir as pessoas a viverem a sexualidade no horizonte do amor nupcial, mas uma livre decisão, movida por uma autoconsciência capaz de escolher o que reconhece como mais adequado para proporcionar uma qualidade de vida melhor.

CONCLUSÃO
Nesse ambiente de profundas mudanças que atingem a família e que continuam a suceder-se em ritmo acelerado, os contextos familiares existentes, na pluralidade de configurações historicamente observáveis, parecem ser impelidos a uma permanente reformulação dos significados vividos, das metas propostas e dos métodos para que a convivência familiar continue sendo fonte de satisfação e de esperança quanto à utilidade dos sacrifícios enfrentados.

REFERENCIAS.
WWW.colanaweb.com.br
WWW.bibliotecavirtual.com.br

Didática e Avaliação

OS PILARES DE JACQUES DELORS

Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Davi de Miranda

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Licenciatura Plena Em Geografia (GED0611) – Didática e Avaliação
01/08/08


RESUMO

Os quatro pilares da Educação são conceitos de fundamento da educação baseado no Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenad A por Jacques Delors, Político francês, que foi presidente da Comissão Européia entre 1985 e 1995. Editado na forma de livro com o mesmo título, o relatório traz a discussão dos "quatro pilares" em todo o quarto capítulo, da página 89-102, alí se propõe uma educação direcionada para os quatro tipos fundamentais de aprendizagem: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros, aprender a ser, eleitos como os quatro pilares fundamentais da educação.

Palavras-chave: Jacques Delors; Pilares da Educação; UNESCO.


1 INTRODUÇÃO

Jacques Delors é o autor e organizador do relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, intitulado: Educação, um Tesouro a descobrir (1996), em que se exploram os Quatro Pilares da Educação.

Político francês, foi presidente da Comissão Européia entre 1985 e 1995, após a Segunda Guerra Mundial e estudou economia na Sorbonne quando, Delors foi funcionário do Banco da França em 1945.

Segundo Delors, a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer indica o interesse, a abertura para o conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazer mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar; aprender a conviver traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e o exercício de fraternidade como caminho do entendimento; e, finalmente, aprender a ser, que, talvez, seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e o objetivo de viver.

2 OS QUATRO PILARES

Numa altura em que os sistemas educativos formais tendem a privilegiar o acesso ao conhecimento, em detrimento de outras formas de aprendizagem, importa conceber a educação como um todo. Esta perspectiva deve, no futuro, inspirar e orientar as reformas educativas, em nível tanto de elaboração de programas como da definição de novas políticas pedagógicas.


2.1 APRENDER A CONHECER

Esta aprendizagem refere-se à aquisição dos “instrumentos do conhecimento”. Debruça-se sobre o raciocínio lógico, compreensão, dedução, memória, ou seja, sobre os processos cognitivos por excelência. Contudo, deve existir a preocupação de despertar no estudante, não só estes processos em si, como o desejo de os desenvolver, a vontade de aprender, de querer saber mais e melhor. O ideal será sempre que a educação seja encarada, não apenas como um meio para um fim mas também como um fim per si. Esta motivação pode apenas ser despertada por educadores competentes, sensíveis às necessidades, dificuldades e idiossincrasias dos estudantes, capazes de lhes apresentarem metodologias adequadas, ilustradoras das matérias em estudos e facilitadoras da retenção e compreensão das mesmas.

Pretende-se despertar em cada aluno a sede de conhecimento, a capacidade de aprender cada vez melhor, ajudando-os a desenvolver as armas e dispositivos intelectuais e cognitivos que lhes permitam construir as suas próprias opiniões e o seu próprio pensamento crítico.

Em vista a este objetivo, sugere-se o incentivo, não apenas do pensamento dedutivo, como também do intuitivo, porque, se é importante ensinar o “espírito” e método científicos ao estudante, não é menos importante ensiná-lo a lidar com a sua intuição, de modo a que possa chegar às suas próprias conclusões e aventurar-se sozinho pelos domínios do saber e do desconhecido.


2.2 APRENDER A FAZER

Indissociável do aprender a conhecer, que lhe confere as bases teóricas, o aprender a fazer refere-se essencialmente à formação técnico-profissional do educando. Consiste essencialmente em aplicar, na prática, os seus conhecimentos teóricos. Atualmente existe outro ponto essencial a focar nesta aprendizagem, referente à comunicação. É essencial que cada indivíduo saiba comunicar. Não apenas reter e transmitir informação, mas também interpretar e selecionar as torrentes de informação, muitas vezes contraditórias, com que somos bombardeados diariamente, analisar diferentes perspectivas, e refazer as suas próprias opiniões mediante novos fatos e informações.


2.3 APRENDER A VIVER COM OS OUTROS

Este domínio da aprendizagem consiste num dos maiores desafios para os educadores pois atua no campo das atitudes e valores. Cai neste campo o combate ao conflito, ao preconceito, às rivalidades milenares ou diárias. Aposta-se na educação como veículo de paz, tolerância e compreensão; mas como fazê-lo?
O relatório para UNESCO não oferece receitas, mas avança uma proposta faseada em dois princípios: primeiro a “descoberta progressiva do outro” pois, sendo o desconhecido a grande fonte de preconceitos, o conhecimento real e profundo da diversidade humana combate diretamente este “desconhecido”. Depois e sempre, a participação em projetos comuns que surge como veículo preferencial na diluição de atritos e na descoberta de pontos comuns entre povos, pois, se analisarmos a História Humana, constataremos que o Homem tende a temer o desconhecido e a aceitar o semelhante.


2.4 APRENDER A SER

Este tipo de aprendizagem depende diretamente dos outros três. Considera-se que a Educação deve ter como finalidade o desenvolvimento total do indivíduo “espírito e corpo, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade”.
À semelhança do aprender a viver com os outros, fala-se aqui da educação de valores e atitudes, mas já não direcionados para a vida em sociedade em particular, mas concretamente para o desenvolvimento individual.
Pretende-se formar indivíduos autônomos, intelectualmente ativos e independentes, capazes de estabelecer relações interpessoais, de comunicarem e evoluírem permanentemente, de intervirem de forma consciente e proativa na sociedade.


3 PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS CONDIZENTES COM O PROCESSO

Com base nessa visão dos quatro pilares do conhecimento, pode-se prever grandes conseqüências na educação. O ensino-aprendizagem voltado apenas para a absorção de conhecimento e que tem sido objeto de preocupação constante de quem ensina deverá dar lugar ao ensinar a pensar, saber comunicar-se e pesquisar, ter raciocínio lógico, fazer sínteses e elaborações teóricas, ser independente e autônomo; enfim, ser socialmente competente.

Uma educação fundamentada nos quatro pilares acima elencados sugere alguns procedimentos didáticos que lhe seja condizente, como:

· Relacionar o tema com a experiência do estudante e de outros personagens do contexto social;
· Desenvolver a pedagogia da pergunta (Paulo Freire e Antonio Faundez, Por uma Pedagogia da Pergunta, Editora Paz e Terra, 1985);
Proporcionar uma relação dialógica com o estudante;
· Envolver o estudante num processo que conduz a resultados, conclusões ou compromissos com a prática;
· Oferecer um processo de auto-aprendizagem e co-responsabilidade no processo de aprendizagem;
Utilizar o jogo pedagógico com o princípio de construir o texto.


“À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele”.
DELORS, Jacques (Coord.). Os quatro pilares da educação. In: Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortezo. p. 89-102, 1996.


4 CONCLUSÃO

O estudo da Macroeconomia dá ênfase a questões de curto prazo ou conjunturais, relacionadas com o nível de atividade, de emprego e de preços. No sentido de minimizar as flutuações econômicas relativas a essas questões foi enfatizado, especificamente, o papel dos instrumentos de política fiscal, monetária, cambial, comercial e de rendas. Esses, por sua vez, necessitam da intervenção do governo no sentido de regular a atividade econômica e levar a economia ao pleno emprego. O governo, principalmente através de seus gastos, seria um elemento fundamental para a inversão do quadro de recessões e de desemprego, uma vez que aumentando seus gastos, estaria aumentando a despesa agregada e, conseqüentemente o nível de produção. Daí observa-se o grande paradigma da Teoria Macroeconômica que tem sido a questão do grau de intervenção do Estado na atividade econômica.

A questão da inflação também é bastante importante, pois ela acarreta distorções sobre a distribuição da renda, sobre o balanço de pagamentos etc. Além disso, as fontes de inflação costumam diferir em função das condições de cada país. Assim sendo, leva-se em conta, por exemplo, o tipo de estrutura de mercado – oligopolistas, concorrencial, etc. – , que condiciona a capacidade dos vários setores repassarem aumentos de custos aos preços dos produtos. Outro exemplo é o do grau de abertura da economia ao comércio externo, pois quanto mais aberta a economia à competição externa, maior a concorrência interna entre fabricantes, e menores os preços dos produtos.

Como a abordagem do desenvolvimento deu-se sobre os fundamentos macroeconômicos, recomenda-se uma análise mais aprofundada nas questões referentes à inflação, ao setor externo, ao desenvolvimento e crescimento econômico, a determinação da renda e do produto nacional, para obter uma melhor compreensão no que se refere ao estudo da Macroeconomia.


6 REFERÊNCIAS

DELORS, Jacques (Coord.). Os quatro pilares da educação. In: Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortezo. p. 89-102, 1996.

FREIRE, Paulo; FAUNDEZ, Antonio. Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.

Rodrigues, Zuleide Blanco. Os quatro pilares de uma educação para o século XXI e suas implicações na prática pedagógica. Página acessada em 30/07/08 no endereço: http://www.aprendebrasil.com.br/articulistas/outrosEducacao_artigo.asp?artigo=artigo0056

Artigo: Jacques Delors – Wikipédia, acessado em 30/07/08 no endereço: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_Delors

Artigo: Quatro Pilares da Educação – Wikipédia, acessado em 30/07/08 no endereço: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pilares_da_Educa%C3%A7%C3%A3o

Psicologia da Educação e Aprendizagem

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Davi Miranda
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Geografia / licenciatura (GED 0611) – Psicologia da Educação e Aprendizagem
15/01/09


RESUMO

Nas sociedades contemporâneas, a violência doméstica direciona-se contra as mulheres e crianças. Nas sociedades onde as transformações culturais e comportamentais nas últimas décadas, foram responsáveis pela emancipação da mulher no aspecto jurídico, pela conquista de papéis sociais outrora somente desempenhados pelo homem, mulheres e crianças ainda são vitimadas na vida privada.

Palavras-chave: violência doméstica; feminismo; patriarcalismo.

1 INTRODUÇÃO

Nas sociedades patriarcalistas, mulheres não representavam o papel principal na composição familiar. O homem figurava nas representações de chefe, defensor, juiz ou árbitro nas decisões dentro do cosmo familiar. Na história da família temos a mulher representando sob o signo da dependência do homem, da tutela, entre outras representações. Estas práticas culturais fizeram com que raríssimas mulheres tivessem um destacado papel fora da vida privada e do ambiente familiar, ou seja, na vida pública, nas letras, artes, etc. Na sociedade patriarcal nordestina, dos senhores de engenho e escravos, sabemos que a poetisa Potiguar Nina Rodrigues denunciava em seus poemas a sociedade escravocrata e, teve ativo papel na sociedade daquela época escrevendo nos meio literários. Mas isso raramente se manifestava em uma sociedade dominada pela figura do macho.



2 DESENVOLVIMENTO

Nas sociedades contemporâneas modernas, democráticas, herdeiras da tradição cultural do Iluminismo, inúmeras foram as conquistas no que se diz respeito à emancipação feminina, a começar pelo direito ao voto, ao divórcio e ao “destutelamento” perante ao marido, no código civil. A revolução Industrial e por último a globalização, introduziram a mulher no mercado de trabalho, desempenhando papéis outrora masculinos e fazendo das mulheres “chefes” da família. Hoje é comum vermos homens lavando louça em casa e cuidando da prole enquanto a mulher trabalha fora. Movimentos sociais conhecidos como feminismo surgiram em todo o mundo ocidental por volta da década de 1960, reivindicando direitos iguais, entre outros. A violência doméstica que vemos na atualidade se apresenta como resquícios culturais dessa época em que o sexo dominador detinha sobre o frágil as vantagens do comando. Não é por acaso que certos estados ou mesmo regiões do Nordeste Brasileiro, onde arcaísmos imperam em detrimento da mudança, onde timidamente começam a ser substituídos os jegues por motocicletas, para o bem ou para o mal, são campeões em não apenas espancamentos domésticos contra mulheres e crianças, mas sobretudo, assassinatos em defesa da honra. Na zona da mata Pernambucana, onde a sociedade colonial patriarcalista deitou as mais profundas raízes, foi campeã de casos envolvendo maridos que matam as mulheres justificando defesa da honra ou coisa parecida. Estes são casos típicos que podem ser computados enquanto muitos outros tipos de violência doméstica que não envolvem morte ficam fora das estatísticas.

A educação enquanto transmissora de conhecimentos e formadora de valores, se faz o principal agente transformador de valores culturais que posicionam passivamente o sexo frágil. Porque, até existem certas precárias delegacias da mulher e conselhos tutelares em centros urbanos (políticas públicas) que protegem vítimas de violência doméstica. Mas nem sempre as vítimas sabem, ou mesmo, por motivos diversos não acionam as instituições e sofrem caladas.

O filósofo Francês Michael Focault chamou a atenção em sua obra Metafísica do Poder para o fato do microcosmo familiar, onde as relações familiares passam a formar instituições ou poder fora do alcance daquilo que denominamos instituições do Estado.

Neste microcosmo de poder, o poder do pai sobre o filho, do marido sobre a mulher são, historicamente e culturalmente estabelecidos e não se transformam de um momento para outro, ou seja, pode passar incorruptivelmente por mudanças em outros campos do social. Estas relações de poder que se manifestam na vida privada, não correspondem, segundo o autor, com outras diversas relações de poder instituídas nas sociedades contemporâneas.

3 CONCLUSÃO

Valores culturais estabelecidos no tempo como a submissão do sexo feminino para com o masculino; a aceitação da violência no ambiente privado, não só física, mas psicológica não se corroem ao sabor das rápidas transformações culturais que “emanciparam” o sexo feminino recentemente nas democracias Ocidentais. A educação pode servir como agente transformador de valores.

4 REFERÊNCIA

Disponível em: WWW.http://fr.wikipedia.org/ violencia+domestica. Acesso em: 15/01/09

História da Educação I

OS DESAFIOS DA CIÊNCIA

Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Sidnei Schleifer Taveira
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Geografia / licenciatura (GED 0611) História da Educação
06/03/08



RESUMO
O texto objetiva apresentar um panorama do movimento cultural e científico conhecido como Renascimento; abordando a educação deste período.

Palavras-chave: Educação no Renascimento; humanismo.

1 INTRODUÇÃO

O Renascimento cultural na Europa Ocidental é considerado elemento fundador e diferenciador do início dos tempos modernos. As transformações no aspecto cultural vividas pelos renascentistas trouxeram um novo posicionamento humano frente às mudanças de caráter sócio econômicas da época. Assim, a educação no período passou a corresponder as mudanças no plano cultural, desvalorizando as concepções predominantes do ensino Medieval e, apresentando uma nova pedagogia.

2 A Educação no Renascimento

O Renascimento Cultural iniciado nas cidades mercantis da Itália ocorreu sobretudo, pelo desenvolvimento do comércio que floresceu nestas regiões do Mediterrâneo, em contato com as rotas comerciais do Oriente. A burguesia enquanto elemento dinamizador deste movimento, foi a principal responsável por patrocinar a produção artística da época. Interessada enquanto classe em defender uma visão de mundo centrada no homem, diferentemente da nobreza que valorizava os ideais cavaleirescos, a vida nas cortes e a visão teológica do mundo. Para a burguesia em ascensão não interessava mais a sociedade estamental das três ordens, típicas da visão de mundo medieval e defendida pela Igreja Católica. A ética que passa a nortear o pensamento renascentista funda-se no individualismo, na capacidade humana de traçar seu próprio destino, não dependendo mais da roda da fortuna.
O pensamento renascentista caracterizou-se por redimensionar o homem no centro do universo, (antropocentrismo), pela busca de explicações racionais de todas as coisas. É neste sentido que as artes e a filosofia expressadas neste momento trazem a tona o pensamento clássico Grego e Romano “O Homem é a medida de todas as coisas das que são enquanto são e das que não são enquanto não são” (Heráclito de Éfeso). Também percebe-se neste período a retomada dos estudos filosóficos de Platão, já que o Aristotelismo tinha sido a base do pensamento da Patrística Medieval. Os pensadores ou filósofos Renascentistas, como Picco de La Mirandola, que escreveu 900 teses querendo demonstrar a superioridade humana em relação aos anjos, ou no mínimo que o homem não deve se considerar posto em uma hierarquia onde anjos são superiores. É o antropocentrismo lutando contra o pensamento medieval.
É ainda no plano científico que os renacentistas estão focados em desmitificar as concepções em vigor. Francis Bacon, na Inglaterra, Galileu Galilei, Descartes, Nicolau Copérnico, foram exemplos de pessoas que trouxeram uma nova metodologia à ciência, fundando uma perspectiva científica baseada na observação e sistematização dos resultados observados, a ciência moderna. No campo educacional estas transformações passam a serem realizadas dentro das Universidades Européias, onde o estudo do trivium medieval (gramática, retórica e lógica), cedem espaço para o florescimento de novos, ou nascentes campos do saber.
O pensamento pedagógico Renascentista influenciou diretamente a educação através da teoria heliocêntrica, defendida por Copérnico (1473 - 1543), contrapondo um fundamento defendido pela Igreja Católica e invertendo humanamente a ordem do Universo. As grandes navegações do séc. XIV, que deram origem ao capitalismo comercial foram responsáveis, através do contato com outras civilizações até então desconhecidas, como os Astecas e Maias da Mesoamérica, pelo desenvolvimento dos conhecimentos antropológicos. Surgia face ao homem europeu o embate direto com culturas completamente diversas, o outro. As aventuras do Alemão Hans Staden entre os Tupinambás do Brasil tiveram ampla circulação nas cortes da Europa, difundindo modos de vida (antropologia). Não devemos deixar de mencionar a invenção da imprensa por Gutemberg, facilitando a impressão das idéias que passaram a circular numa velocidade então desconhecida. A educação Renascentista visava a formação do homem burguês, valorizando a razão humana como elemento capaz de transformar.


3 CONCLUSÃO
O Renascimento entendido como movimento cultural e científico na Europa Ocidental, teve profundas repercussões na Educação praticada no período. A Visão teológica predominante da Idade Média, passa a partir de entã6 a ceder es


4 REFERENCIAS

Conhecimento científico . Disponível em : http://pt.wikipedia.org/wiki/Conhecimento_cientifico. Acesso em 30 jan. 2008.

Nutrição, Higiene e Saúde III

A CONTRUBUIÇÃO DA ESCOLA PARA A FORMAÇÃO DE BONS HÁBITOS ALIMENTARES


Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Davi Miranda
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Geografia / licenciatura (GED 0611) – Nutrição, Higiene e Saúde
03/09/08



RESUMO

A escola, seus funcionários e professores e também os pais são responsáveis pela construção dos bons hábitos alimentares das crianças. A saúde escolar é fator chave para a prevenção e desenvolvimento da saúde, pois melhora a qualidade de vida da criança.

Palavras-chave: Hábitos; Alimentos; Saúde.


1 INTRODUÇÃO

A escola desempenha um papel importante na formação dos hábitos alimentares visto que é nesse ambiente que as crianças absorvem conhecimento e permanecem parte do dia. É fundamental que a escola propicie condições de concretização dos conceitos relativos ao tema. É importante que os serviços de alimentação disponíveis no ambiente escolar sejam devidamente adequados, principalmente no que se refere ao fornecimento de refeições adequadas do ponto de vista nutricional, buscando a satisfação e preferência dos alunos. Para o desespero de alguns pais e a indiferença de outros, as crianças ganham a rua, a escola, o supermercado e o shopping. Nesses locais haverá oferta e diversidade de alimentos coloridos, saborosos e baratos, que não necessitarão serem apresentadas as crianças, uma vez que já entraram em suas casas através da agressiva propaganda das indústrias alimentícias em meios como TV, rádio e internet e outdoors.

2 HABITOS ALIMENTARES E SAÚDE

A obesidade infantil, fato que tanto preocupa hoje médicos e nutricionistas, está relacionada ao alto consumo dos alimentos do tipo lanche (hambúrguer, batata frita, refrigerantes, doces, chocolate etc) e baixo consumo das refeições salgadas (arroz, feijão, legumes etc). A alimentação escolar, além do aspecto nutricional, envolve também o processo ensino-aprendizagem que permeado pelos aspectos sociais, deve ser trabalhado na escola, proporcionando possibilidades de avanço na caminhada para uma vida mais justa e saudável aos educandos e à comunidade escolar em geral. Podemos destacar que os temas saúde, alimentação e nutrição são apontadas em algumas disciplinas, a abordagem dos assuntos saúde, higiene, alimentação, alimentos orgânicos e nutrição, ministrada aos escolares de 5ª a 8ª séries, são de responsabilidade da disciplina de Ciências.
As crianças crescem e, cada vez mais, tornam-se independentes até chegar à adolescência, onde se sentem capazes de tomar as próprias decisões a respeito dos mais variados assuntos, inclusive o seu padrão alimentar. A adolescência é um período de transição caracterizada por um intenso crescimento e desenvolvimento. No inicio da adolescência o jovem já atingiu 80 a 85% de sua estatura, praticamente 50% do seu peso e 53% aproximado de massa esquelética, nesta fase, é necessário a absorção de nutrientes ideais e adequados para o desenvolvimento metabólico e físico.
Rodrigues (2003, p. 454), afirma que “o habito alimentar da criança é fortemente influenciado pelos hábitos familiares [...]”. “Os padrões alimentares baseiam-se em aspectos culturais e sociais na maioria dos casos, sendo que, em alguns, as preferências alimentares da cultura podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos alimentares como a obesidade.”
Atualmente, a obesidade é um tema que está sendo cada vez mais abordado pela mídia. De acordo com estatísticas, o numero de crianças obesas vem crescendo exageradamente em todo pais. Dentre os problemas relacionados com obesidade, destacam-se as alterações metabólicas. Por esse motivo, entre outros, temos que estimular na educação alimentar tanto na escola quanto em casa, para que cada indivíduo possa ter mais saúde e qualidade de vida.

3 CONCLUSÃO

Sempre é bom evitar alimentos excessivamente salgados, gordurosos ou doces. Biscoitinhos salgados têm, normalmente, muito sal e muita gordura adicionados; biscoitos recheados têm, igualmente, altas quantidades de gordura, além do excesso de açúcar. Tais alimentos podem levar a problemas de saúde e fazer surgir, mais cedo, algumas processo patológicos para os quais a criança já tenha predisposição hereditária (exemplo: diabetes, doenças cardio-vasculares, hipertensão, etc).
O mais importante é garantir que a quantidade consumida seja suficiente para atender à fome naquele horário específico, mas não gere excessos que impeçam a aceitação da próxima refeição. Para isso, é bom observar a criança em casa, como ela se comporta nos horários das refeições (em termos de volume e aceitação) para não alimentá-la em excesso ou deixá-la com fome no horário da escola, o que certamente trará prejuízos no seu rendimento escolar.
É importante lembrar da necessidade de hidratação das crianças na idade escolar, pois costumam ser extremamente ativas e perdem líquidos com facilidade. Sempre é bom cuidar para que bebam água durante o horário de escola, independente do lanche oferecido, o que deve ser enfatizado por pais e educadores.
4 REFERÊNCIAS

Tecnologia na educação. Disponível em:
http://www.uniasselvi.com.br/aprendizagem/o-2.0/material_apoio/material_apoio_aluno.php

Nutrição, Higiene e Saúde II

A CONTRIBUIÇÃO DA ESCOLA PARA A FORMAÇÃO DE BONS HÁBITOS ALIMENTARES

Júlio César Galhardo de Siqueira
Prof. Davi de Miranda
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Licenciatura em Geografia (GED 0611) – Nutrição, Higiene e Saúde
11/03/08


RESUMO

A escola desempenha papel fundamental na formação dos hábitos de vida e da personalidade da criança, sendo que ocupa praticamente um terço da vida ativa do escolar. As escolas devem oferecer alimentação equilibrada e orientar seus alunos para a prática de bons hábitos de vida. As conseqüências principais da alimentação inadequada no período escolar podem ser caracterizadas como alterações do aprendizado e da atenção. A criança adequadamente nutrida pode apreender melhor os conhecimentos de informação e possui melhor capacidade de discernimento e interação pedagógica. Crianças com bons hábitos alimentares formarão jovens e adultos mais conscientes e preocupados em fazer refeições e lanches saudáveis.

Palavras-chave: Escola; Alunos; Alimentação.



1 INTRODUÇÃO

A escola desenvolve um papel fundamental na formação de qualquer ser humano, tanto cultural quanto intelectualmente, além de interferir positivamente na construção do caráter e dos valores éticos que levam à constituição da cidadania. Algumas instituições de ensino vêm ultrapassando esse papel primário, preocupando-se, entre outros aspectos, com a saúde e a qualidade de vida de seus educandos e, por isso têm aberto espaço para a atuação de profissionais de diferentes áreas da saúde, entre os quais, os nutricionistas. Dentro de uma escola, o papel do nutricionista é colaborar com seus conhecimentos para que se garanta uma alimentação saudável, da maneira a prevenir problemas nutricionais, além de melhorar e recuperar a saúde das pessoas.

O papel que a escola desempenha na formação de hábitos alimentares é muito importante, visto que é nesse ambiente que substancial proporção de crianças e adolescentes permanecem por expressivo período de tempo diário. Contudo, os programas de educação nutricional devem ir além das atividades em sala de aula. É fundamental que a escola propicie condições de concretização dos conceitos relativos ao tema, apresentados aos alunos.

O ambiente escolar é um importante local para a formação de bons hábitos alimentares e
a educação nutricional, é também fundamental na formação dos hábitos de vida e da personalidade das crianças. Por proporcionar um ambiente favorável à vivência de saberes e sabores, o educador pode/deve favorecer a construção de uma relação saudável da criança com o alimento, através de atividades recreativas, incluindo canções, desenhos, histórias, teatro de fantoches e brincadeiras, propõe-se que, o conhecimento sobre o processo de saúde seja construído por cada aluno pela ação compartilhada com outros.

Como aprendizado, percebemos que informações básicas sobre saúde e nutrição transmitidas de maneira simples e atraente para a criança, afetam a sua própria maneira de viver, e as faz também portadora e transmissora dessas informações para seus pais e para a comunidade onde está inserida.

Os hábitos alimentares, adequados ou não, são formados até os 2 anos de idade, e serão os mesmos por toda a vida do indivíduo, se não houver preocupação em mudá-los, “a família, e a escola, devem ser orientadas sobre as diferentes fases do comportamento alimentar da criança, bem como observar as mudanças no apetite.”(MARCONDES, 2002.p.179).

Tendo em vista a reeducação alimentar, os hábitos inadequados devem ser revertidos e os bons hábitos incentivados, pois os conflitos alimentares podem persistir se alguma atitude não for tomada. Esta tarefa não é apenas dos pais, uma vez que a criança vai crescendo, ganhando espaço e formando sua opinião sobre muitos fatos e entre eles, a sua alimentação, mas também da escola, professores, amigos e meios de comunicação.

Pela falta da educação nutricional, a criança deixa de ingerir certos alimentos importantes para a sua saúde e crescimento, não tendo consciência da gravidade desta ação, preferindo comer alimentos como doces, que além de serem de valor nutricional questionável, ainda são grandes causadores de cáries. A educação nutricional tem grande importância no esclarecimento tanto da população, quanto da criança em suas escolhas alimentares, mas principalmente na orientação dos pais.

A má alimentação pode ter sérias conseqüências para a criança em idade escolar. Por exemplo, a criança pode ficar facilmente fatigada (cansada), incapaz de participar completamente das experiências de aprendizagem e perder aulas por estar freqüentemente doente. Vários estudos têm documentado o efeito negativo da má alimentação no desenvolvimento intelectual da criança, outros identificaram que a criança que vai para a aula sem tomar café da manhã, tende a ser mais inativa e irritável.


2 COMO PREPARAR UM LANCHE SAUDÁVEL E EQUILIBRADO

O que acostuma acontecer, é a criança trazer para o lanche na escola, alimentos pobres em nutrientes por serem estes os mais práticos, como por exemplo: refrigerantes, salgadinhos, doces, etc. Aqui algumas sugestões para tornar o lanche mais saudável, gostoso e prazeroso:

· Sanduíches, pães, bolos,tortas e doces assados;
· Produtos a base de fibras: barras de cereais, cereais matinais, pães e biscoitos;
· Sucos de polpa de frutas ou natural;
· Bebidas lácteas, vitaminas de frutas;
· Frutas, a mais prática que podem ser consumidas com casca, ou cuja casca possa ser retirada com facilidade (maça, banana, pêra, etc.).


3 CONCLUSÃO


Promover a capacitação dos educadores e profissionais responsáveis pelo preparo da alimentação escolar e incentivar a pesquisa de materiais e métodos educativos, são ações importantes para formação de bons hábitos alimentares. A manutenção de uma alimentação saudável é importante desde a infância, justamente por formar melhores hábitos alimentares. Os familiares e a escola são muito importantes nessa idade, pois é por meio deles que a criança passa a conhecer novos alimentos. A alimentação escolar requer consciência e responsabilidade.

Desde cedo, as crianças estão atentas ao mundo em seu redor. Aprendem tudo com facilidade. Suas primeiras refeições são determinantes para formar seus futuros hábitos alimentares, além de garantirem condições de saúde para crescerem e se tornarem adultos que saberão fazer escolhas mais saudáveis.


4 REFERÊNCIAS


MARCONDES, A. Pediatria Básica. São Paulo: Sarvier,2002.p. 179.